30.10.06

Rua MIGUEL BOMBARDA



Antiga rua do Príncipe em honra de D. João VI .

Já figurava na Planta Redonda de 1813. Em 1839 esta rua já estava praticamente toda rasgada, não chegando a Cedofeita, mas em termos de casas construídas era um quase deserto. No seu extremo poente para o Largo do Campo Pequeno só tinha uns casebres.

À esquina com a rua de Cedofeita ficava um estabelecimento de vinhos espumosos e a “Casa do Luto”, por cima a grande e célebre modista que formou as mais famosas do Porto, Madame Maria Nys Galloyx Marinho.


Só tem o actual nome desde 1910.De uns anos a esta parte é conhecida pela rua das galerias, por nela se encontrarem algumas das mais importantes galerias de arte da cidade.
sobre as galerias de Miguel Bombarda
Um restaurante: Guernica.


BOMBARDA, MIGUEL AUGUSTO (Rio de Janeiro 6/3/1851 - Lisboa 3/10/1910) - Médico, formado pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, psiquiatra. Director do hospital de Rilhafoles. Foi vitima de um atentado por um dos seus doentes. Foi um dos precursores do movimento republicano. Deputado (1908).
O seu funeral, em Lisboa, no dia 6 de Outubro de 1910 foi feito conjuntamente com o de Cândido dos Reis.

Curiosidades:

O Dr. Miguel Bombarda entusiasticamente recebido por uma multidão de portuenses em Agosto de 1909 na estação de S. Bento. Presidiu a um comício chamado (ou auto-intitulado? )anti-clerical com a assistência de milhares de pessoas; foram oradores Pádua Correia e Leonardo Coimbra.

Em 1969, Mário Viegas, o actor e o "diseur" habitava nesta rua.

29.10.06

Rua CÓNEGO FERREIRA PINTO

25.10.06

Escadas do BARREDO

foto de Ribatua

O topónimo Barredo - rua, travessa, escadas - é dos mais antigos do Porto, mas, como tantos outros, de incerta etimologia. A origem mais provável e mais conforme às realidades locais é em «barrium» - que já Santa Rosa de Viterbo ensinava ser um lugar pequeno, lugarejo, com o sufixo vulgar «etum».
Na verdade, o Barredo era, e ainda é, um bairrinho à ilharga da cidade velha, compreendendo a Rua e a Travessa dos Canastreiros, a Rua da Lada, a Rua, Travessa e Escadas do Barredo, a Rua e Travessa de S. Francisco de Borja, a Rua de Baixo, a Viela do Buraco, o Largo do Terreirinho, as Escadas do Porão e as das Verdades.

23.10.06

Largo do MOINHO DE VENTO

Enclave feioso entre a praça Carlos Alberto e a praça Guilherme Gomes Fernandes.
Moinho de Vento é mais um topónimo recordando o ruralismo dos mais próximos arrabaldes da cidade, em épocas não muito recuadas.

O topónimo aparece já em 1647, referindo certo documento desta data que umas estalagens nos Ferradores (Carlos Alberto) partiam de um lado com terreiro e ermida da Graça, e de outra banda com Caminho do Moinho de Vento.

À rua do Moinho de Vento foi dado o nome do ilustre músico e compositor musical FRANCISCO DE SÁ NORONHA (1820-1881), autor de uma discutida ópera Beatriz de Portugal, aplaudidíssima quando se representou no Porto, no teatro de S. João, bem como outras peças teatrais que escreveu - O Arco de Sant' Ana, por exemplo.

Rua AFONSO MARTINS ALHO



Quem foi Afonso Martins Alho:


Mercador do Porto (séc. XIV). Com Gomes de Limpas, mercador de Limpas, foi enviado por D. Afonso IV a Londres, em 1352, para negociar e firmar o primeiro tratado comercial anglo-luso.
Limitaram-se os dois enviados a obter do soberano inglês um salvo-conduto anual para todos os mercadores e navios portugueses nos portos britânicos. Afonso Martins Alho voltou de novo a Londres como mensageiro e procurador dos mercadores e comunidades das cidades marítimas de Lisboa e Porto para celebração do tratado do comércio. Tratado este, constituído por oito artigos, válido para 50 anos, assinado em Londres em 20/10/1353.

21.10.06

Rua do FERRAZ


De onde vem o nome desta rua:

AFONSO FERRAZ, em 1486, morava nas casas junto da viela que tomou o seu nome. Era filho de Vasco Fernandes, vereador do Porto de 1380 a 1382, e seu procurador às Cortes de Coimbra de 1385, tendo tido a honra de ser referido por Fernão Lopes. Este Vasco era o irmão mais velho da célebre abadessa clarista de Vila do Conde, que está na origem da lenda das freiras saídas dos túmulos. Como primogénito era ainda proprietário de várias quintas, casas e padroados.