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11.10.17

A Torre das Antas

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Projecto da autoria da arquitecta Rosário Rodrigues.


Penso que muitos portuenses sabem que é lá a sede do F.C.P. e a Loja do Cidadão. 


9.10.17

Jardim Dr. Francisco Sá Carneiro

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Escultura de Gustavo Bastos. 

A praça onde se situa este jardim também é conhecida por Praça Velasques.




6.5.15

Avenida Combatentes da Grande Guerra

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Com a criação desta larga artéria pretendia-se criar na zona oriental da cidade a réplica à Avenida do Marechal Gomes da Costa, no eixo Foz - Boavista.

Rasgada numa quinta da zona das Antas penso que os objectivos iniciais não foram totalmente conseguidos. A avenida ficou mais curta parecendo ter sido afectada pelo "síndrome dos Aliados". Curiosamente também acaba num templo (embora acabado de construir mais tarde).


11.12.14

Jardim Paulo Vallada

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Nota biográfica publicada originalmente em:

Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto



"António Guilherme Paulo Vallada nasceu no Porto em 1924, no seio de uma família burguesa. No ano lectivo de 1946-1947 matriculou-se no Curso de Engenharia Civil, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Terminou a licenciatura em 1949, com a classificação de 13 valores. Em 1950 partiu para Itália, onde frequentou um curso de pós-graduação no Instituto Politécnico de Milão.

Nos anos cinquenta iniciou a sua actividade profissional em África. Entre 1950 e 1958 trabalhou como engenheiro e construtor, em Moçambique. Criou e administrou empresas de construção civil e obras públicas (Caminho-de-ferro de Limpopo, o Liceu de António Enes, etc.) e metalomecânicas.

Nos anos 60 alargou a sua actividade a Angola e ao Brasil, essencialmente na área da construção civil.

Dos anos 70 e até ao fim da sua vida, administrou a sua empresa na Areosa, localizada junto à Estrada da Circunvalação, no Porto. Essa empresa havia sido comprada à família de Manuel Pinto de Azevedo, figura que muito admirava, e que veio a ser o primeiro "ninho de empresas" de Portugal, forma de incentivo à actividade empresarial moderna. Naquele período, assumiu também o cargo de administrador do Complexo do Cachão, no decurso do II Governo Provisório (1974).


A par da sua actividade profissional, exerceu uma reconhecida acção social e cultural em prol do Porto. Foi presidente da Direcção do Círculo de Cultura Teatral (T. E. P.), secretário regional da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social), entre 1972 e 1974, fundador da CNAE (Conselho Nacional das Associações Empresariais) e da APGE (Associação Portuguesa de Gestão de Empresas) e presidente da Associação Comercial do Porto (1979-1983).

Eleito presidente da Câmara Municipal do Porto em 1982, numa lista da Aliança Democrática, foi capaz de gerar consensos na Vereação e de realizar uma obra importante para a cidade. Durante os três anos da sua presidência, destacam-se as seguintes iniciativas: as recuperações do Mercado Ferreira Borges, com o apoio do jornal O Comércio do Porto, e do Monumento ao Esforço Colonizador, projectado por Sousa Caldas e por Alferes Alberto Ponce de Castro, em 1934, e colocado na Praça do Império; a transferência das captações de águas de Zebreiros para Lever; o primeiro empréstimo obrigacionista de natureza autárquica, que fez escola; a resolução da questão da revisão do Plano Director da Cidade do Porto, transformado em Plano Director Municipal, sob a direcção do arquitecto Duarte Castel-Branco; a criação do Centro Regional de Artes Tradicionais; a colocação do conhecido Cubo da Ribeira, do mestre José Rodrigues, no centro histórico do Porto; a realização da Conferência Internacional Os Portugueses e o Mundo (Junho de 1985). Após o cumprimento do mandato, aceitou um lugar na lista do PSD concorrente à Assembleia Municipal do Porto para o mandato de 1989-93.


A sua intervenção pública no Porto não se limitou à actividade política na edilidade. Ajudou a revitalizar velhas instituições como a Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, no âmbito da qual trouxe ao Douro, em 1993, a Regata do Infante, no contexto das comemorações do 5º Centenário das Descoberta da América. Impulsionou o início da conversão da Quinta de Serralves no Museu de Arte Contemporânea. Integrou a comitiva da Cooperativa Árvore presente nas derradeiras comemorações do 10 de Junho em Macau. Fundou e presidiu a Fundação da Juventude, na qual se instituiu uma Comunidade de Inserção com o seu nome. E participou nas Comemorações do 6º Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique.

Esta figura carismática do Porto, reconhecida pela forte intervenção cívica e vasta cultura, morreu em Junho de 2006. Foi a enterrar a 5 desse mês, no cemitério de Agramonte, em Paranhos (*). Na missa de corpo presente realizada na Igreja do Corpo Santo juntaram-se inúmeros portuenses, anónimos e ilustres, que lhe quiseram prestar uma última homenagem. A urna funerária estava coberta pela bandeira da Associação Comercial do Porto." 
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008)

(*) - Nota do editor do blogue: Como os portuenses sabem bem o Cemitério de Agramonte não se situa na freguesia de Paranhos.



7.12.14

Rua das Goelas de Pau

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Em 1884 foi aqui fundado um hospital que teve o nome de Goelas de Pau. Na altura tinha como objectivo isolar e tratar os doentes vítimas do surto de cólera que afectava a população da cidade.

Para saber mais sobre o hospital e "etc" pode consultaro artigo já aqui publicado:  http://ruasdoporto.blogspot.pt/2008/10/hospital-joaquim-urbano.html





6.12.14

Rua Dr. Alberto de Sousa Costa

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Escritor (Vila Pouca de Aguiar 10.5.1879 - Porto 11.1.1961). Alberto de Sousa Costa era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. (Arquivo da Toponímia)


Na placa verde posta numa das esquinas diz que a personagem era "escritor". Noutro sítio afirma-se que o Doutor era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.

Na realidade Alberto de Sousa Costa foi o homem que implantou o sistema de Tutoria para os jovens em Portugal no ano de 1911. Nasceu em Vila Pouca de Aguiar em 1879 e faleceu na cidade do Porto a 11 de Novembro de 1961.


5.12.14

Entre a avenida Fernão de Magalhães e

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a rua das Eirinhas encontra-se ao cimo de duas longas e penosas escadarias este espaço que mais não é do que um "não-lugar".



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29.10.14

Rua Barão de S. Cosme

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João Nepomuceno de Macedo   

Barão de São Cosme 

Comendador das ordens de Avis e da Torre e Espada; brigadeiro do exército, condecorado com as medalhas da Guerra Peninsular, e com a Estrela de Ouro do Rio da Prata; inspector-geral de cavalaria, etc. 

N. a 15 de Maio de 1793, fal. a 28 de Agosto de 1837. Era filho de António Eliseu Raimundo de Macedo, e de D. Teresa Faustina Calhamar.

Alistando-se no exército tomou parte na Guerra Peninsular, no regimento de cavalaria, onde tinha o posto de tenente quando acabou a guerra. Oferecendo-se para entrar na divisão de Voluntários do Príncipe, que se organizou em 1815 com destino a Montevideu, foi promovido a capitão para o primeiro corpo do cavalaria dessa expedição, e em Novembro do mesmo ano embarcou para o Rio de Janeiro. Desta cidade seguiu à ilha de Santa Catarina, e dali por terra para Montevideu fazendo parte da coluna da vanguarda que, sob o cominando do general Sebastião Pinto de Araújo Correia, foi como era natural, a primeira a entrar em fogo com os insurgentes daquela província. No combate da Índia Morta a 19 de Novembro de 1816, sendo gravemente ferido o primeiro comandante dos dois esquadrões que entraram na acção, e morto o major Duarte de Mesquita, recaiu o comando no capitão Macedo, que carregou o inimigo com grande bravura e intrepidez, merecendo por isso ser graduado no posto de major. Investido logo em seguida do comando dessa força de cavalaria, conservou o até ao dia 1.º de Dezembro de 1817 em que se desmembrou a coluna da vanguarda, e sendo a 22 de Janeiro de 1818 promovido a major efectivo, foi nomeado em Junho comandante do 1.° regimento de cavalaria da divisão portuguesa. Pela forma notável como se houve em todos estes serviços, foi repetidas vezes elogiado pelos seus chefes, e tendo assistido, além de muitos outros combates, às acções de Passo do Coelho e de Passo de Areias, deu as mais decididas provas de lealdade e bravura nas difíceis circunstancias em que esteve durante os anos de 1822 e 1823 a posição de Montevideu, entrando em todos os combates que se travaram contra as forças dissidentes do Brasil e sustentando com a maior intrepidez e estratégia a posição de Casavalle, que defendeu brilhantemente com uma coluna móvel, cuja direcção lhe foi entregue. Regressando a Portugal também se distinguiu na campanha da Liberdade, devendo-se-lhe um dos mais arrojados feitos na luta travada nas linhas do Porto. Na manhã de 29 de Setembro de 1832 os miguelistas deram um grande ataque à cidade, e uma das colunas vindas de Campanhã, não só se assenhoreou das cortaduras exteriores da quinta do Prado, mas conseguiu até alcançar as paliçadas que os seus sapadores pretenderam derrubar. O combate continuou sempre com vantagem para as tropas de D. Miguel e os sitiantes tomando uma barreira que estava colocada na estrada de S. Cosme, penetraram segunda vez nas trincheiras ganhando o princípio da rua do Prado. O momento era extremamente crítico e o perigo enorme quando João Nepomuceno de Macedo, então coronel graduado e comandante do corpo de guias, sem atender ao risco que corria e pensando unicamente em salvar a causa da Liberdade, carregou impetuosamente o inimigo à frente dos 25 homens que tinha consigo no largo do Bonfim. Diante desse punhado de bravos, os miguelistas recuaram, os constitucionais recuperaram ânimo, e o Porto era salvo pelo heroísmo do destemido coronel. O homem que tantas vezes arrostara as balas e que por elas havia sido poupado, caiu mortalmente ferido na pequena acção do Chão da Feira em 1837, quando à frente da cavalaria cartista carregava o batalhão de caçadores que fazia parte das forças do barão de Bonfim. O valente militar foi agraciado com o título de barão de S. Cosme, por decreto de 12 de Outubro de 1835. 

Era casado com D. Josefa Castanheda de Moura, filha de D. Romão Ximenes Castanheda e de D. Francisca de Moura. Deste consórcio houve, entre outros filhos, João Nepomuceno de Macedo, que nasceu em 1825, e foi deputado nas legislaturas de 1861 a 1864. Uma sua filha, chamada D. Josefa Henriqueta Girão de Macedo, foi quem herdou o título de seu avô, sendo a segunda baronesa de S. Cosme, por decreto de 24 de Outubro de 1878. Esta senhora casou a 28 de Agosto de 1889, na Chamusca, com D. António de Portugal. 






28.10.14

Rua Visconde de Bóbeda

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Quem foi o Visconde de Bóbeda?

« Joaquim de Sousa Quevedo Pizarro, nasceu em Novembro de 1777 e faleceu em 23de Abril de 1838. Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real por sucessão (alvará de 10.12.1792). Alistou se como cadete no regimento de Cavalaria de Chaves, em 27.2.1791, de onde passou a servir no corpo da Armada. Concluiu estudos matemáticos na Real Academia de Marinha. Foi promovido a guarda marinha em 24.11.1794, a 2.° tenente em 7.9.1796, a 1.° tenente em 27.7.1799, a capitão tenente em 27.7.1813 e, por distinção, foi promovido a capitão de fragata graduado, em 17.10.1817. Participou na campanha do Mediterrâneo e na expedição a Tripoli, sendo louvado pela sua boa prestação. Em 1816 acompanhou no Brasil, do Rio de Janeiro para Santa Catarina, a divisão de Voluntários reais de el rei. Dali seguiu para Montevideu, onde foi encarregado do Comando da Marinha, da Capitania do Porto e da Inspecção do Arsenal Real, até Abril de 1818. Em 27 de Agosto transitou para o exército com o posto de tenente coronel. Logo depois foi graduado em coronel adido ao Estado Maior do Exército do Brasil. Em Junho de 1822, por parecer do Conselho de Estado, passou para o governo das Armas da província do Espírito Santo. Desempenhou ainda o cargo de ajudante de ordens do capitão general do Maranhão, General Bernardo da Silveira. Foi promovido a coronel efectivo, em 5.11.1818. Finalmente foi reformado, em 18.6.1827 com o posto de Brigadeiro. Encontrava-se, em 1828, como governador da Praça de Chaves, quando se deu a revolta do Porto. Avançou, então, com dois esquadrões de Cavalaria e apresentou se à Junta do Porto que o nomeou 2.° comandante da chamada Divisão Volante. Participou nos combates da Cruz de Morouços e do Vouga. Em 2 de Julho assumiu o comando da Leal Divisão do Porto que conduziu à Galiza, depois de bater em Braga as tropas realistas, que sob o comando do coronel Raimundo José Pinheiro tentavam impedir a sua passagem. Da Galiza passou à Inglaterra e em 1829 participou na expedição que se dirigiu aos Açores, sob o comando do General Saldanha. Como essa expedição não pôde acostar na Terceira, devido à oposição dos navios ingleses, seguiu para França e ancorou no porto de Brest. Só em 1831 conseguiu chegar aos Açores. Em 2.7.1831 foi nomeado ministro da Guerra, Marinha e Estrangeiros da Regência. Veio a ser exonerado desse cargo em 3.3.1832. Participou no contigente de tropas que desembarcou no Mindelo, em 5.8.1832 e regressou ao activo, com a sua nomeação para governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, funções que desempenhou até 27.5.1834. Em 1.7.1837 voltou a ser nomeado ministro da Guerra e interino da Marinha e do Ultramar. Foi durante esse período que foi promovido a marechal de campo. Recebeu as mais importantes condecorações e louvores. Morreu solteiro, mas legitimou uma filha: D. Constança de Sousa. O título foi lhe concedido por Decreto de 28.9.1835 e Carta de 9.2.1837 de D. Maria II. »




É nesta rua que se encontra a Contrastaria do Porto. Para saber mais sobre o que é e para que serve este serviço da Casa da Moeda pode consultar: https://www.incm.pt/portal/uco_atividade.jsp




8.10.14

Águas do Campo Grande e Arca do Poço das Patas



" As obras de construção de um prédio, na esquina da Avenida de Rodrigues de Freitas com a Rua das Fontainhas, começadas já há alguns meses, puseram a descoberto uma parte de um aqueduto do século XVIII que os passantes ocasionais tiveram a oportunidade de observar durante vários dias. 

Um habitual leitor destes trabalhos, que teve a oportunidade de ver a obra, escreveu a perguntar se havia a possibilidade de se saber de onde vinha e para onde ia a água que era suposto ter corrido ao longo do referido aqueduto. 

A água era proveniente do manancial do Campo Grande, denominação que em 1839 se dava ao actual Campo de 24 de Agosto. Lê-se num relatório da Câmara do Porto, referente aquele ano, que avia por ali "muita e boa água nativa que fornece a Fonte de Mijavelhas, a um lado do Campo Grande…" Mas não era a única nascente que havia naquela zona.

Ao sítio onde a Rua de Santos Pousada confina com o Campo de 24 de Agosto, chamava-se, antigamente, Póvoa de Baixo. Aqui havia uma mina numa propriedade de um tal José de Melo Peixoto, cuja água seguia, através de encanamento "para a Arco do Campo Grande". 

Na "Estrada do Senhor do Bonfim", actual Rua do Bonfim, havia uma nascente de onde brotava abundante água que se reunia "na arca da Ponte do Poço das Patas". Esta ponte existia sobre um ribeiro um pouco a poente da sede da Junta. Há muito que foi soterrada, bem como uma capela que também por ali existia. 

A água desta nascente seguia encanada "pela Rua da Murta", actual Rua do Morgado de Mateus, até ao Jardim de S. Lázaro, onde "no sítio defronte da igreja velha dos religiosos Antoninos (onde está a Biblioteca) saia um anel de água para o Recolhimento das Órfãs.

Quem costuma frequentar a estação do Metro do Campo de 24 de Agosto já deve ter reparado numa antiga mas curiosa e muito interessante estrutura de pedra ali conservada como uma espécie de relíquia. É quanto resta da "Fonte de Mijavelhas (antigo nome de local) a que estava associada uma arca ou reservatório onde se "armazenava" a água que dali seguia, através de vários encanamentos, para diversos pontos de uma vasta zona da cidade que se estendia até à beira rio e daqui até à Batalha.

Consta também do referido relatório camarário que as "vertentes" e as águas "perdidas" da arca atrás citada, depois de serem utilizadas nos lavadouros públicos que havia no local, eram utilizadas, "no cumprimento de antigos prazos", para a rega dos campos do Cirne, da família Cirne de Madureira que tinha o seu palácio onde hoje está a sede da Junta de Freguesia do Bonfim. Os campos ficavam nas traseiras da residência a alongavam-se até à antiga Quinta do Prado, hoje cemitério do Prado do Repouso. Mas as águas não ficavam pelos campos do Cirne. Continuavam a correr e iam fazer rodar as mós das azenhas das Fontainhas.

E é tempo de voltar ao aqueduto que as obras acabaram por descobrir na esquina da Rua das Fontainhas com a Avenida de Rodrigues de Freitas. 

Julgamos tratar-se do aqueduto que desde o Campo Grande seguia encanado por baixo do Jardim de S. Lázaro onde alimentava o respectivo chafariz. A parte que chegou a estar exposta à curiosidade pública, começava debaixo do pavimento da rua, em frente do cunhal do já mencionado Recolhimento das Órfãs, "um pouco adiante do portão e escada do mesmo jardim, indica o relatório, do lado poente" e continuava pela Rua de S. Lázaro, até defronte da casa do abastado negociante Custódio Teixeira Pinto Basto que tinha direito "a duas penas de água". Este negociante vivia na Rua de S. Lázaro, 447. Resta acrescentar que se dava por aquela altura o nome de Rua de S. Lázaro à parte da Avenida de Rodrigues de Freitas que vai do Jardim até à Rua de Entreparedes. 

Há uma escritura de 12 de Abril de 1724 que nos dá conta de que a Santa Casa da Misericórdia do Porto, naquela data, comprou a Manuel Correia Espadeiro e Mulher, moradores ao Poço das Patas, "huma Poça d'Àgua no monte de Mija Velhas, junto aonde antigamente estivera a forca", para ser conduzida por aqueduto para o Recolhimento das Órfãs. 

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Foi a 1 de Agosto de 1860 que a Câmara Municipal do Porto deliberou dar ao antigo Campo da Feira do Gado, a denominação de Campo de 24 de Agosto, para comemorar a Revolução Liberal de 1820. Antes o sítio teve outros nomes Campo Grande, Campo do Poço das Patas e, em épocas medievais, a pitoresca denominação de Campo de Mijavelhas. Foi sempre um lugar alagadiço, de muita água o que, em certa medida, dificultou, por vezes, a sua urbanização. Como aconteceu, por exemplo, em 1865 quando se projectou a construção de uma escola industrial na parte nascente do largo. O rei D. Luís chegou a assistir ao lançamento da primeira pedra mas a obra não foi por diante porque o terreno pantanoso criou dificuldades ao projecto. Em 1909 o amplo logradouro foi ajardinado. As obras para a construção da estação do Metro acabaram com o pequeno jardim e a situação actual é de completa e confrangedora degradação."


Texto da autoria de Germano Silva publicado aqui.

Nota: Aviso aos leitores

1. O link que figura já não está activo.

2. Tenho a impressão que nunca cheguei a publicar este texto, mas se já o conhecem, pior para mim, estou a envelhecer e a esquecer-me dos papeis no fundo dos bolsos.



1.10.14

Rua Artur de Sousa

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Artur de Sousa merecia bem uma rua na cidade.

Já um ex-treinador do F C P é lembrado igualmente ali para o lado das Antas.

Mas quem é este Artur de Sousa? - perguntará o portuense ou o portista.

Claro que a maioria de nós o conheceu pelo nome de "Pinga".

O texto que se segue foi retirado do blogue ESTRELAS DO FCP.


« Artur de Sousa (Pinga), nasceu na ilha da Madeira no dia 30 de Setembro de 1909.

Começou a sua carreira ao serviço do Marítimo S.C. e não demorou a despertar a cobiça dos dirigentes do Futebol Clube do Porto, onde chegou nos finais do ano de 1930. A sua contratação pelo clube azul e branco esteve envolta em alguma polémica, tendo mesmo os dirigentes do clube maritimista acusado o F.C. Porto de falsificação de documentos.

Polémicas à parte, Pinga desde cedo começou a cativar os adeptos portistas porque era dono de uma técnica invejável, tinha um fantástico domínio de bola e era um jogador completo porque tanto atacava como ajudava a defender.

Formava o grande meio-campo do Futebol Clube do Porto nos anos 30 juntamente com: Acácio Mesquita e Valdemar Mota, que ficaram conhecidos como: “os três diabos do meio-dia”. O nome apareceu depois de na época do natal de 1933 o F.C. Porto ter disputado 2 jogos, o primeiro foi contra uma Selecção de Budapeste em que os portistas venceram por 7-4. Uma semana mais tarde foi a vez de realizar novo jogo mas desta vez contra uma das equipas mais poderosas da altura, o First de Viena. O jogo foi ao meio-dia, e o F.C. Porto venceu por 3-0. Sobre isso, Pinga disse o que pensava antes da sua despedida como futebolista: “Nós os três... Aquilo é que era jogar... Que desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...”.

Foi durante muitos anos considerado como o melhor jogador português de futebol, e tinha uma grande importância para a Selecção de Portugal onde se estreou no dia 30 de Novembro de 1930 para defrontar a Selecção da Espanha.

Em Julho de 1946 foi a festa da despedida de Pinga com a realização de um jogo contra uma Selecção que era formada por jogadores do Sporting, Belenenses, Académica e Benfica. Quando deixou o terreno de jogo do Estádio do Lima, estava emocionado e com lágrimas nos olhos por toda aquela multidão também emocionada, lhe estar a acenar com lenços e a gritar o seu nome.

Depois da despedida, Pinga tornou-se treinador e iniciou o percurso no Tirsense onde viveu mais um momento de glória quando a sua equipa eliminou o Sporting C.P. da Taça de Portugal. Regressou ao Futebol Clube do Porto para ser treinador adjunto e mais tarde tomou conta dos mais jovens para ensinar aquilo que tão bem tinha feito enquanto futebolista.

Faleceu em 1963 vítima de cirrose. Esta sepultado no mausoléu do Futebol Clube do Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal
13 Campeonatos do Porto
3 Campeonatos do Funchal
Jogos: 400

Golos: 394 »

Actualização de Março 2015:

"FUTEBOL DESPORTO DE CAUSAS
"Os três diabos do meio-dia", assim ficou conhecido, depois de um jogo realizado à hora do almoço, em 1933 contra o First Viena, o trio constituído por Pinga, Valdemar Mota e Acácio Mesquita. Pouco sabem, no entanto, que algo mais, para além do futebol, unia estes jogadores: o apoio à causa republicana e uma posição nitidamente clara contra a ditadura. Foram mais de uma dezena os refugiados republicanos espanhóis, em Portugal, que contaram com o seu apoio na fuga à ditadura franquista. No Museu da Maçonaria, em Salamanca, o seu nome está registado ao lado de outros combatentes pela liberdade, com a seguinte inscrição "los bravos hermanos portugueses" - 

Texto de Alcino Pedrosa publicado no Facebook


1.7.14

Fábrica de Tabaco A Lealdade

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Com a Fábrica de tabaco "A Portuense" esta era uma das maiores da cidade.

O seu proprietário João António Lima era também proprietário de uma vasta quinta nos terrenos contíguos (posterormente ocupados pelo "Campo do Lima"). 

A sua viúva deixou à Santa Casa da Misericórdia do Porto uma grande parte da sua fortuna após ter mandado edificar, em memória do seu marido o hospital da Ordem da Lapa.