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10.8.17

Busto de Joaquim Guilherme Gomes Coelho

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Caro leitor se deseja saber mais sobre este médico que ficou também conhecido pela sua actividade de escritor pode consultar esta página

Se procura saber onde se encontra este busto em bronze o mais simples será procurar na coluna da direita onde se encontra o Largo Professor Abel Salazar na cidade. 


5.8.17

Cordoaria - 2017

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1.6.17

Abel Salazar - Escultura

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Esta escultura encontra-se no jardim Carrilho Videira.

Aqueles que desejarem saber mais sobre o médico e artista podem consultar esta página

Alguns dados sobre Carrilho Videira encontram-se aqui.

 

17.6.16

Painel de Azulejos - Silvestro Silvestri

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in quo quis pie moriens oeternum non patietur incendium


Os fieis nunca sofrerão o fogo eterno.

O jazigo de Silvestro Silvestri encontra-se no cemitério de Agramonte.


Também pode consultar aqui e aqui.


10.6.16

Garrafeira do Carmo

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No interior desta loja de comércio tradicional, que conheço há dezenas de anos, as prateleiras estão pejadas de garrafas de vinho do Porto ou de outros vinhos e bebidas alcoólicas. Alinhadas e ordenadas como livros numa biblioteca. 

Mesmo que não seja para comprar aconselho a visita só para apreciar a colecção. 


15.1.15

Armazéns da Capela

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Os Armazéns já não existem há bastantes anos. A capela também não. 
Em tempos, entre o Carmo e as Carmelitas (rua) existiam vários grandes armazéns - do Anjo, Cunha, do Castelo, entre outros. Depois vieram os centros comerciais.

No alpendre envidraçado ficou o nome para relembrar um comércio desaparecido.


Feliz 2015!



13.9.14

Esquina da praça Carlos Alberto ...

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com a rua do actor João Guedes.

Júlio Resende, artista plástico, nasceu neste prédio no dia 23 de Outubro de 1917.

Filho e irmão de músicos, cedo se dedicou à expressão gráfica. A partir de 1937 frequentou a Escola de Belas Artes da cidade. 

A 21 de Setembro de 2011 faleceu em Valbom.

Para saber mais, aconselho a leitura da página do Lugar do Desenho.


7.6.14

A Casa do Doutor Assis Vaz (2014)

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Segundo alguns testemunhos recolhidos era onde se situava o Consulado de França no Porto em Maio de 1945.


Breve nota biográfica


Francisco d'Assis Sousa Vaz nasceu na cidade do Porto a 7 de Agosto de 1797, na Rua da Ferraria de Cima, actual Rua dos Caldeireiros. Filho de António de Sousa Vaz, que seria mais tarde Tenente das antigas ordenanças e de Ana dos Anjos de Sousa Vaz. Teve por mestre um frade instruído, Frei Manuel Cândido (5), teve aulas de Latim e Francês. Ficou aprovado no exame de acesso à Real Academia de Marinha e Comércio, em 1810, com 13 anos.
Obteve o certificado de Sangrador e Cirurgião a 16 de Março de 1815.
Matriculou-se de novo na Academia entre 1816 e 1820.


A situação política e social deteriorou-se, com o conflito entre liberais e absolutistas, entre 1826 a 1830, agravamento que dividiu os docentes e os cirurgiões e médicos do Hospital de Santo António, alguns foram presos, outros exilaram-se.

Assis Vaz começou por se esconder algures no País, em Malo de 1829 parte a bordo do lugre "Jara", tendo chegado a Londres em 18 de Junho.


Chegado a Inglaterra com outros liberais, pouco tempo se demorou, passando para Paris, na época o mais prestigiado centro médico, além de que o domínio desde criança da língua francesa, lhe facilitava a vida.

Em Paris foi estudando e fazendo exames na Escola Médica, até que conseguiu em 23/8/1832 o diploma de Doutor em Medicina.

As qualificações adquiridas fizeram com que em 1833 fosse aceite como membro (sócio correspondente) da "Sociedade Médica de Emulação" de que um dos expoentes era Velpeau, assim como fizeram com que, na epidemia de "Cholera Morbus"em Paris (1832), fosse nomeado pela Comissão Permanente de Salubridade, para tratar os doentes da vizinha comuna de Neuilly.

Em 1834, terminada a Guerra Civil em Portugal, regressa a Lisboa, e daí ao Porto. Ao mesmo tempo regressaram à Escola e ao Hospital, outros proscritos, como Agostinho Silveira Pinto, Viterbo, Vicente, Bernardo Pinto, António José de Sousa, etc.
O miguelista e director da Escola que denunciara e tentara banir os professores e estudantes liberais, Bernardo Campeão, saíra da Escola e tendo falecido em Janeiro de 1834, foi substituído como "Lente " da 5a cadeira, precisamente pelo regressado e prestigiado Cirurgião e agora também Médico e Doutor por Paris, Assis Vaz. No mesmo momento retomou as antigas funções de Secretário.

O Dr. Assis Vaz, além de prestigiado professor era um clínico muito considerado o que lhe trouxe uma numerosa clínica privada, mas o que mais o tornou conhecido na época foi o facto de ter sido escolhido para médico pessoal, juntamente com o seu colega professor da Escola Médico-Cirúrgica, António Fortunato Martins da Cruz, do Rei da Sardenha, Carlos Alberto, quando este veio residir para o Porto, em 1849 e onde acabou por falecer poucos meses depois.

O Dr. Assis Vaz redigiu em francês uma súmula das notas que tomou em conjunto com o Prof. Fortunato, e que poderiam ser elementos para a história da doença, que ofereceu ao Rei Vítor Emanuel de Itália. Este, em 1851, nomeou-o seu médico honorário, e em 1864 Comendador da Ordem de S. Maurício, por proposta do médico assistente do Rei, Prof. Riberi.

Nesse mesmo ano de 1851 foi nomeado Director da Escola em substituição do fundador dos Estudos Anatómicos no Porto, Prof. Vicente José de Carvalho, que falecera.

Depois de ter sido agraciado com o grau de Comendador da Ordem de Cristo, foi jubilado, a seu pedido, por decreto de 29/3/1853, mas continuando com a direcção da Escola.

Sempre preocupado com o problema dos Expostos, inicia em 1855 a publicação anual de relatórios sobre o tema. Nos anos que se seguiram foi membro de inúmeras comissões governamentais ou de autoridades administrativas, sobre prevenção de epidemias de cólera ou febre tifóide, repressão da prostituição, etc.

Faleceu em Abril de 1870.

Para conhecer melhor o documento original pode consultar esta página: http://www.luisdecarvalho.com/reflexoes/educacao-medica-e-ensino/75.html



Sobre o edifício podem também ler:

" O edifício situa-se na área de transição entre a cidade “intra-muros” medieval e a expansão que se foi desenvolvendo ao longo da ligação que partia da Porta do Olival, na Muralha Fernandina, e as localidades da estrada para Vila do Conde, via Cedofeita.
O edifício incorpora várias fases de transformação anteriores à sua configuração actual, evidenciadas, sobretudo nas diversas técnicas construtivas utilizadas (pedra, ferro fundido, betão armado).
A forma actual do gaveto do quarteirão já está patente na planta de Telles Ferreira, de 1893, mas aí ainda está aberta a viela que percorria o interior do quarteirão nas traseiras dos diversos lotes que fazem frente para o Campo Mártires da Pátria.
Através do levantamento somos conduzidos a interpretar este lote como tendo resultado da reconfiguração de duas casas preexistentes, perceptíveis nos alinhamentos das paredes interiores da cave. De facto, o lote actual é de dimensão sensivelmente dupla da das casas vizinhas, marcadas ainda pela antiga métrica cadastral do quarteirão.
A existência de vãos que ligavam essas casas à viela, sendo um desses vãos servido por uma rampa “de rolar pipos”, permite-nos alimentar a interpretação da existência de duas construções, anteriormente independentes, que terão sido fundidas para dar origem ao edifício actual na sua versão original.
Como última alteração substancial do edifício verifica-se a transformação das portas voltadas à Praça Parada Leitão em janelas e a construção, em acrescento e imitação, do volume que ocupa o topo da antiga viela. Esta adição que é datada dos anos 40, foi licenciada e construída com estruturas mistas de pedra e cimento, nomeadamente na execução das molduras dos vãos que imitam as cantarias de granito do edifício original. Esta transformação estará ligada a uma mudança funcional: enquanto edifício inicial tinha um funcionamento (pensão) que afectava todo o edifício à mesma actividade, depois dessa alteração e adição o edifício passou a contar com dois acessos autónomos para duas funções diferentes, com habitação no último andar e a sede de uma empresa nos pisos inferiores.
A existência de casas anteriores à pensão é ainda evidenciada pela existência de sacadas e vãos virados à viela, agora absorvidos pela última transformação do edifício.
No interior, é notória, no rés-do-chão, a substituição de uma parede estrutural por um pórtico que usa pilares de betão e um pilar metálico, com decoração da época de construção da pensão.
A existência de uma “rampa de rolar pipos” de ligação da cave à viela pode ser interpretada como preexistência de uma casa de carácter rural, provavelmente anterior ao século XIX, ou por um estabelecimento com adega, o que não seria estranho a uma localização de caminho muito concorrido."
in: http://edificioparadaleitao.wordpress.com/historia/

19.5.14

LUTADOR ANTIFASCISTA

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Com a devida autorização, transcrevo um artigo da autoria de António Castilho Dias.


«Ano de 1969. 
A crise académica desencadeou-se em Coimbra aquando da visita do então Presidente da República, Américo Thomaz. 
Na sessão de inauguração de um novo edifício, salvo erro ligado às Matemáticas (mas haverá muita gente que conhece melhor esta peripécia do que eu e pode corrigir-me), o presidente da Associação Académica e actual deputado Alberto Martins pretendeu usar da palavra como representante dos estudantes. Tal foi-lhe negado. 
Quando os participantes na cerimónia saíram para o exterior, um muito numeroso grupo de estudantes insultou o Thomaz (chamando-lhe, em bem sonoro e afinado coro, de palhaço) e outras altas individualidades como o então ministro da Educação, o bem conhecido Hermano José Saraiva. 
Daí para a frente, foi um processo tumultuoso que teve o seu zénite na greve aos exames da Academia coimbrã. 
Mas o movimento alastrou a Lisboa e ao Porto que eram, ao tempo, as únicas cidades com ensino superior universitário (se já havia em Évora, peço desculpa, mas teria ainda muito pouca gente). 

No Porto, eu frequentava o 2º ano, que era também o segundo dos três chamados preparatórios e que eram leccionados na Faculdade de Ciências. Só depois faria os dois últimos anos, na Faculdade de Engenharia, à rua dos Bragas. 
E, embora longe do vigor contestatário da cidade do Mondego, foram-se fazendo uns comícios (só depois da revolução de 25 de Abril é que percebi que o Partido Comunista já estava por trás das movimentações). 
Estes realizavam-se sobretudo no átrio interior da entrada da Faculdade de Ciências. 
A frontaria do vetusto e bonito edifício estava voltada para o largo dos Leões (oficialmente é a praça de Gomes Teixeira), com o seu grupo escultórico no meio do pequeno lago e os tapetes de relva bem verdinha. 
Atravessando a entrada principal com a sua larga e pesada porta de ferro e vidro, podíamos ver o átrio e, ao fundo, duas escadarias muito largas, em pedra, que conduziam ao andar superior. Entre ambas existia um estreito espaço ocupado por uma secretária de madeira e uma cadeira para se sentar um funcionário. 
Pouco visíveis da entrada e muito perto das escadas, nasciam lateralmente dois corredores mal iluminados que davam para a zona da Química, um deles, e para a da Mineralogia e Geologia, o outro. 
Pois era nessas escadarias que, quasi todos os dias, havia uns quantos colegas mais activos politicamente que faziam as suas intervenções oratórias de mal dizer do regime, do governo, da guerra colonial, da falta de liberdade e democracia e de tantas coisas a que o salazarismo-marcelismo fornecia múltiplos argumentos. 
E o maralhal quando lá passava ficava a ouvir durante algum tempo, aplaudindo as passagens mais empolgantes. E depois ia à vidinha. 
Mas não eram só os antifascistas quem tinha voz. 
O Zé Gordo, um tipo anafado de óculos verdes, graduado da Mocidade Portuguesa e defensor assumido e convicto do regime, também falava para uma plateia onde tinha alguns (poucos) apaniguados e muitos mais mirones. Quando era aplaudido pelos colegas situacionistas, logo os apupos se ouviam bem mais alto e, alguns democratas ainda pouco esclarecidos, mandavam-no calar ou ir para a rua. 
Confesso que admirava a coragem do sujeito. 

E chegamos ao dia D. 
Melhor, dia P, pois estava convocado um plenário para discutir qualquer coisa que já não sei o que era. 
O átrio estava prenhe de malta. Rapazes e raparigas, naturalmente. Nas escadas de pedra postavam-se os activistas da luta anti-fascista, agora já reconhecidos por todos. 
Eu estava mais ou menos a meio com o meu colega e amigo Fernando Aguiar. 
A sessão começou às três da tarde. 
Discursos, aplausos, apupos quando se falava no Marcelo, no Thomaz ou no regime e, a certa altura, ouviu-se uma voz a dizer. 
- A polícia de choque chegou! 
- Ninguém arreda pé! – disse um dos líderes. 
Mas o plenário continuou como se o alerta não tivesse sido ouvido. 
Sinceramente, não me pareceu que houvesse alguma intervenção policial, pois tudo continuava a decorrer com bastante calma mas, pelo sim pelo não, fui magicando na táctica a seguir. 
Sair dali era uma vergonha. E eu também era do reviralho, que diabo. E não era nenhum cobardola. Havia que enfrentar a situação de frente mas com inteligência. 
E que decidi fazer? 
Partindo do princípio que os agentes não eram muito dotados intelectualmente e que, pensava eu, batiam no que mexia, o melhor seria estar quieto. Melhor ainda: poderia dar-me uns ares de informador da polícia política (PIDE), fazendo uma cara de quem está a apreciar o comportamento de uns e outros. E olhar sempre os monos nos olhos. 
Passados uns bons dez minutos, e vindos dos dois corredores que atrás referi, irromperam a correr pelo átrio uma boa quantidade de agentes com cassetetes no ar e capacetes na cabeça. Ainda não se usavam os escudos de plástico transparente. 
O pânico foi geral. Muitas meninas, como é habitual nestas coisas, começaram com gritos mais ou menos histéricos. 
Como não entrara polícia pela porta principal, foi por ela que os estudantes começaram a sair. 
Mas eu mantive a minha táctica. Curiosamente, o Fernando procedeu exatamente da mesma maneira, sem previamente termos feito qualquer combinação. Só quando a zona estava quasi vazia é que ele me fez um sinal para sairmos, 
Ninguém nos tocou. 
Nos relvados dos Leões estavam imensos contestatários, sentados ou em pé, a insultar os polícias. Dirigimo-nos calma e firmemente para a porta onde já estavam a juntar-se os invasores. 
Mal pus um pé na rua… 
Pumba! 
Apanhei com um pedaço de relva, com as raízes cheias de terra, em cheio na cara. 
Era dirigido aos monos mas eu é que levei com o torrão nas trombas. 
Porra! 
Então a polícia não me agrediu e foram os antifascistas a fazê-lo? 
Fiquei pior que estragado. 
Mas compreendi e perdoei de imediato. Solidariedade académica e antifascista acima de tudo. 
Entretanto, eu e o Fernando dirigimo-nos para o passeio onde ficam as igrejas do Carmo e das Carmelitas, com o intuito de chegarmos ao bar de Letras onde a malta mais amiga se juntava diariamente. 
Eis que olho para trás e vejo um chui a correr atrás de nós com gestos ameaçadores. 
Toca a aplicar a mesma dose. Paramos, olhamos o homem bem de frente com cara de poucos amigos, e não é que ele dá meia volta e manda uma cassetetada numa velhinha que ia a correr? 
A tese foi completamente confirmada pela experiência. 
Chegados ao bar, contamos as ocorrências com um acento triunfal. 
E havia razões para isso. 

E assim começou e acabou a minha actividade como antifascista.
Ou será que qualquer dia me lembro de outra ação heroica que tenha praticado e, quem sabe, me torne credor de uma daquelas medalhas que o Presidente da República distribui no 10 de Junho? »

Publicado no seu blog Eu sou louco