4.11.12

Prédio da Lã Maria

041112


Ali mesmo, junto a Sá da Bandeira, em frente ao palacete do Conde do Bolhão, o que resta há uns largos meses do que já foi uma das lojas que atraía muita gente à rua Formosa.
No primeiro andar existiam, nos anos sessenta consultórios médicos, entre os quais o do Doutor Celestino Maia. 
Ah! o nome diz-vos qualquer coisa, bem me parecia. Talvez o nunca tenham visto mas era o autor do livro de Geologia que se usava no ensino liceal a partir do terceiro ano, se não me engano. Também era o médico das Caldas do Gerez. 
Como ainda tenho algumas recordações deste médico e professor, aqui hei-de deixar mais algumas linhas mais tarde.
Sobre a "Lã Maria" tenho a impressão que nunca lá entrei, mas há sete ou oito anos encontrei um antigo empregado desta casa comercial que me contou que nas caves do dito edifício existiam longas passagens subterrâneas que levavam a um rio subterrâneo. Será verdade? Será aquele ribeiro que descia ali pela rua do Bonjardim, que passava perto da Cancela Velha?  

3.11.12

MURALHA FERNANDINA

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Nas escadas do Caminho Novo.



2.11.12

Rua LATINO COELHO

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Outrora esta artéria teve o nome de rua do Príncipe Real.

Arquitectura:
A traça da casa do nº 352 desta rua, na esquina da rua Gil Vicente, denominada "Casa Augusto Leite da Silva Guimarães" é da autoria do arquitecto José Marques da Silva (1899).

No nº 256 existe a chamada "Casa Mário Amaral" cujo projecto datado de 1953 é dos arquitectos Arménio Losa e Cassiano Barbosa.

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Breve nota biográfica de José Maria Latino Coelho



"Nasceu em Lisboa a 29 de Novembro de 1825, faleceu em Sintra a 29 de Agosto de 1891. Era filho de João Alberto Coelho, que faleceu sendo tenente-coronel de artilharia, e de D. Maria Henriqueta Latino Martins de Faria Coelho. 

Seu pai, pelas suas ideias liberais, emigrou para Espanha, e só em 1834 é que se estabeleceu em Lisboa novamente, podendo então dedicar-se à educação de seu filho. 
Latino Coelho estudou francês, inglês e rudimentos de Matemática e das ciências exactas. Em 1837 começou a estudar latim no Liceu Nacional de Lisboa, em 1838 estudou lógica, saindo sempre distinto nos seus exames. Naquele mesmo ano estudou a língua grega, e tendo concluído os preparatórios, matriculou-se aos 13 anos no primeiro ano da Escola Politécnica, em que obteve o primeiro prémio em 9 aulas, sendo 11 as diferentes disciplinas que estavam distribuídas por 4 anos. Da Escola Politécnica passou à do Exército a seguir o curso de Engenharia Militar. 

Assentou praça em infantaria n.º 16 a 14 de Novembro de 1843, sendo pouco depois nomeado alferes aluno do mesmo regimento; foi promovido a alferes em 12 de Dezembro de 1848, a tenente a 14 de Julho de 1851, passando à arma de engenharia, a capitão em 10 de Agosto de 1864, a major a 30 de Janeiro de 1872, a tenente-coronel em 6 de Maio de 1874, a coronel em 29 de Maio de 1878, a general de brigada em 19 de Setembro de 1888. Continuando os estudos na Escola do Exército, obteve três prémios e habilitou-se com distinção para a carreira de engenharia. Em 1851, depois dum concurso brilhantíssimo foi nomeado a lente substituto da cadeira de mineralogia e geologia na Escola Politécnica. Concluiu os estudos na Escola do Exército quando rebentava a revolução popular, que em 1847 terminou pelo protocolo e pela intervenção das três nações estrangeiras, França, Espanha e Inglaterra, segundo o tratado da quádrupla aliança. 

Entrando na política, filiado no partido regenerador, foi eleito deputado por Lisboa, nas eleições suplementares de 1854. Só dois meses depois de frequentar a câmara, é que fez o seu primeiro discurso, no dia 28 de Março de 1855, discurso a que toda a imprensa teceu os maiores elogios. O diploma de deputado era a honra dada ao mérito e ao estudo, porque já nessa época, Latino Coelho se tornara distinto como jornalista, carreira que encetara em 1849. Tornou a ser deputado pelos Açores nas gerais de 1856 a 1860. Foi na Revolução de Setembro que se estreou escrevendo uma série de artigos sobre as questões que agitavam então a Europa, e outras sobre diferentes fases por que passava a ideia democrática, que já, por todas as partes lutava com a reacção. Entrando activamente a colaborar na Revolução, começou a combater o governo, e durante muitos meses foi também redactor principal dum 
jornal da sua politica, A Emancipação. 

Em 1851 fundou A Semana, jornal literário que se publicava semanalmente, 
colaborado pelos primeiros escritores da época, em cuja redacção Latino Coelho teve parte importante. Os seus melhores artigos de então foram os fac-similes de diferentes homens eminentes nas letras. Já anteriormente escrevera muitos artigos biográficos de nacionais e estrangeiros, e uma colecção de tipos nacionais na Revista Peninsular. No ano de 1852 publicou-se uma memória de D. Sinibaldo de Más, antigo embaixador de Espanha no império da China, em favor da união pacífica de Espanha e Portugal, e o prólogo dessa obra era assinado por Latino Coelho. Em 1853, no Portugal Artístico, escreveu a maior parte dos artigos que acompanham as gravuras em grande formato, sendo escritos em francês e em português. No Panorama 
publicou uma minuciosa e extensa biografia do visconde de Almeida Garrett. 

Colaborou também na Época, Farol, Civilização Popular, Discussão, Politica Liberal, Jornal do Comércio, de que foi algum tempo redactor principal, Democracia, distinguindo-se sempre pela elegância e pureza do seu estilo, e pelo vigor e correcção com que discutia os assuntos sujeitos ao seu exame. Tinha grande predilecção pelas línguas estrangeiras. Escreveu em espanhol a biografia de Almeida Garrett, que foi publicada na Revista Peninsular. Era raro o jornal literário importante que não tivesse colaboração sua. Para uso dos alunos da Escola Politécnica publicou um Curso Elementar de História Natural. Foi director do Diário de Lisboa por ocasião da nova organização dada em 1859 àquela folha oficial do governo. No Século escreveu por muito tempo o artigo editorial, no jornal que se publicava aos domingos. 

A Academia Real das Ciências nomeou-o seu sócio efectivo, e pouco tempo depois foi por votação unânime nomeado em 1856 secretário da mesma academia, ficando depois considerado secretário perpétuo. A Academia incumbiu-o de dirigir o Dicionário da língua portuguesa, conforme os subsídios de Ramalho, legados a Alexandre Herculano, e vendidos pelo falecido historiador àquela corporação. 

Latino Coelho foi par do Reino, e ministro da Marinha desde Julho de 1868 até Agosto de 1869. Exerceu diversas comissões, como a encarregada da reforma da Academia das Belas Artes de Lisboa, e o encargo de escrever, oficialmente uma História do Cerco do Porto em 1832. Latino Coelho, entrando na política, filiara-se no partido da Regeneração, agremiação política que se tornou um grande benefício para o país, principalmente por acabar de vez com a intolerância arvorada em forma de governo, e por abrir uma época de paz, condição primária de toda a civilização e progresso, mas no momento em que o país soltou um brado de reprovação geral dos seus erros, abandonou esse partido, e aspirando à realização dum ideal mais perfeito, adquiriu a persuasão de que a forma de governo republicano dava mais seguras garantias ao direito do cidadão, nas suas múltiplas manifestações, filiou-se nesse partido com sinceridade e fé patriótica. Comparecia nas assembleias políticas, quando o partido reclamava o auxílio do seu saber e da sua experiência, usando da palavra com toda a correcção e dignidade, criticando, castigando, demolindo, sem perder a linha austera e nobre, que era uma das feições dominantes do seu carácter. Foi por isso que obteve o respeito e as atenções de todos os partidos, e que, dentro da monarquia que ele combateu, contava verdadeiras afeições, porque se fazia justiça à sua sinceridade. Latino Coelho era comendador da Ordem de Cristo, grã-cruz da Torre e Espada e de N. Sr.ª da Conceição."



31.10.12

A ALFÂNDEGA

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Museu das Alfândegas

O edifício foi mandado edificar a 25 de Setembro de 1859, na praia de Miragaia, segundo projecto do arquiteto francês Jean F. G. Colson (o mesmo arquitecto do Observatório Astronómico de Lisboa), tendo o seu primeiro núcleo sido inaugurado em 1869 e terminada a construção dez anos mais tarde.

A sua edificação implicou a construção da enorme plataforma do cais onde assenta a Alfândega e que substituiu a antiga praia de Miragaia. Complementarmente, de forma a facilitar o transporte de mercadorias, a Alfândega e a Estação de Campanhã foram ligadas por um ramal de caminho de ferro (Ramal da Alfândega) em 1888, tendo ainda sido aberta a rua Nova da Alfândega.

Este conjunto de modificações é por muitos considerada como uma das mais profundas alterações urbanísticas e paisagísticas da cidade do Porto no século XIX.

A partir da década de 1990, conheceu intervenção de restauro e requalificação com projeto do arquiteto Eduardo Souto de Moura, passando a abrigar um Centro de Congressos, o Museu de Transportes e Comunicações e a sede da Associação Museu de Transportes e Comunicações (AMTC), instituição privada sem fins lucrativos criada em Fevereiro de 1992, com a missão de preservar o edifício da antiga Alfândega do Porto, assim como todo o património na área dos transportes e comunicações.
in Wikipédia



30.10.12

Igreja de São Pedro de Miragaia

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Miragaia e a igreja de S. Pedro de Miragaia vistas de uma janela da Alfândega (nova) do Porto.

A Casa das Sereias e a Bandeirinha

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O Palácio das Sereias, ou Casa das Sereias (ou das Mamudas), foi construído em meados do século XVIII com o objectivo de ser residência da família Cunha e Portocarrero, senhores das Torres de Porto Carreros e da Casa de Pombal, no Marco de Canavezes, razão pela qual este edifício é conhecido por Palácio dos Portocarreros. 

É igualmente designado de Palácio da Bandeirinha, devido à proximidade da Bandeira da saúde, que marcava o limite da atracagem de navios em tempo de peste.


29.10.12

Lar Nossa Senhora do Livramento

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O lar Nossa Senhora do Livramento foi criado por António Lourenço de Jesus em Janeiro de 1810, na freguesia de Santo Ildefonso, com o nome de Obra de Nossa Senhora do Resgate e do Livramento que acolhia mulheres e crianças.

O actual edifício data de 1921 após uma evolução da instituição passou a recolher somente raparigas que frequentavam o ensino primário em meio fechado.

Após 1974 há uma evolução qualitativa significativa da instituição e da maneira de viver das educandas. As utentes actualmente já frequentam estabelecimentos de ensino no exterior. Paralelamente existe igualmente um jardim-de-infância aberto ao público em geral.

Poder ler mais sobre este lar em Solidariedade.