Nasci no Porto. Desde muito jovem percorri ruas e lugares. Frequentei pessoas e acontecimentos. Afastei-me da cidade. Voltei ao lugar onde vi a Luz. Com o passar do Tempo libertei-me de um certo bairrismo. A cidade não é minha, mas eu sou desta terra.
31.1.13
31 DE JANEIRO
Para facilitar a procura sobre este tema basta fazer um simples clique sobre o
31 de JANEIRO
e encontrará algumas linhas já publicadas neste blogue.
29.1.13
Rua JOÃO GRAVE
Vagos, 1872/Porto, 1934
Século XIX-XX
Licenciado em Farmácia na Universidade do Porto, João José Grave dedicou-se sobretudo à actividade literária e jornalística, tendo sido director da Biblioteca Pública Municipal do Porto. Como jornalista, colaborou em diversos periódicos nacionais, como «O Século» e «Diário de Notícias», e brasileiros. Chefiou ainda a redacção do «Diário da Tarde».
Autor de uma vasta obra, que inclui ficção, crónica, ensaio e poesia, esteve inicialmente próximo dos naturalistas, notando-se influências de Emílio Zola. Mais tarde, enveredou pelo romance de costumes.
De entre as suas obras destacam-se «Os Famintos» (1903), «O Último Fauno» (1906), «Reinado Trágico» (1915), «O Mutilado» (1918), «Paixão e Morte da Infanta» (1921) e «Os Vivos e os Mortos» (1925).
Libellés :
artistas e escritores,
Freguesia: Lordelo do Ouro
Localização :
Rua João Grave, 4440-452 Porto, Portugal
28.1.13
Rua MANUEL BANDEIRA
Nota biográfica sobre este poeta Brasileiro:
"Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Passa dois verões em Petrópolis.
Em 1892 a família volta para Pernambuco. Manuel Bandeira freqüenta o colégio das irmãs Barros Barreto, na Rua da Soledade, e, como semi-interno, o de Virgínio Marques Carneiro Leão, na Rua da Matriz.
A família mais uma vez se muda do Recife para o Rio de Janeiro, em 1896, onde reside na Travessa Piauí, na Rua Senador Furtado e depois em Laranjeiras. Bandeira cursa o Externato do Ginásio Nacional (atual Colégio Pedro II). Tem como professores Silva Ramos, Carlos França, José Veríssimo e
João Ribeiro. Entre seus colegas estão Sousa da Silveira e Antenor Nascentes.
Em 1903 a família se muda para São Paulo onde Bandeira se matricula na Escola Politécnica, pretendendo tornar-se arquiteto. Estuda também, à noite, desenho e pintura com o arquiteto Domenico Rossi no Liceu de Artes e Ofícios. Começa ainda a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.
No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está tuberculoso, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de melhores climas para sua saúde, passa temporadas em diversas cidades: Campanha, Teresópolis, Maranguape, Uruquê, Quixeramobim.
"... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."
Em 1910 entra em um concurso de poesia da Academia Brasileira de Letras, que não confere o prêmio.
Lê Charles de Guérin e toma conhecimento das rimas toantes que empregaria em Carnaval.
Sob a influência de Apollinaire, Charles Cros e Mac-Fionna Leod, escreve seus primeiros versos livres,em 1912.
A fim de se tratar no Sanatório de Clavadel, na Suíça, embarca em junho de 1913 para a Europa. No mesmo navio viajam Mme. Blank e suas duas filhas. No sanatório conhece Paul Eugène Grindel, que mais tarde adotaria o pseudônimo de Paul Éluard, e Gala, que se casaria com Éluard e depois com Salvador Dali.
Em virtude da eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, volta ao Brasil em outubro. Lê Goethe, Lenau e Heine (no sanatório reaprendera o alemão que havia estudado no ginásio). No Rio de Janeiro, reside na rua Nossa Senhora de Copacabana e na Rua Goulart.
Em 1916 falece sua mãe, Francelina. No ano seguinte publica seu primeiro livro: A cinza das horas, numa edição de 200 exemplares custeada pelo autor. João Ribeiro escreve um artigo elogioso sobre o livro. Por causa de um hiato num verso do poeta mineiro Mário Mendes Campos, Manuel Bandeira desenvolve com o crítico Machado Sobrinho uma polêmica nas páginas do Correio de Minas, de Juiz de Fora.
O autor perde a irmã, Maria Cândida de Souza Bandeira, que desde o início da doença do irmão, havia sido uma dedicada enfermeira, em 1918. No ano seguinte publica seu segundo livro, Carnaval, em edição custeada pelo autor. João Ribeiro elogia também este livro que desperta entusiasmo entre os paulistas iniciadores do modernismo.
O pai de Bandeira, Manuel Carneiro, falece em 1920. O poeta se muda da Rua do Triunfo, em Paula Matos, para a Rua Curvelo, 53 (hoje Dias de Barros), tornando-se vizinho de Ribeiro Couto. Numa reunião na casa de Ronald de Carvalho, em Copacabana, no ano de 1921, conhece Mário de Andrade. Estavam presentes, entre outros, Oswald de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Osvaldo Orico.
..."Pode continuar a ler aqui.
Também está disponível este filme que tive a oportunidade de ver há muitos anos:
"O Poeta do Castelo" filme de de Joaquim Pedro de Andrade (1959).
Libellés :
Freguesia: Lordelo do Ouro,
poetas
Localização :
Rua Manuel Bandeira, 4440-452 Porto, Portugal
25.1.13
Praceta da Banda de Ramalde
A BANDA MUSICAL de RAMALDE foi a quarta Associação, entre trinta, a ser fundada na freguesia. Foi constituída, na sua matriz, por operários.
Entre outros, distinguem-se como fundadores, SEBATIÃO CUNHA, e JOSÉ ANTÓNIO AMORIM, sendo o seu grande impulsionador, continuador e maestro ANTÓNIO DA SILVA NEVES, sucedendo-lhe até 2000, o seu filho FRANCISCO NEVES. Actualmente esta Colectividade é presidida por CARLOS HENRIQUES.
Com um espólio musical de grande valia cultural não se pode deixar de referenciar as obras da música tradicional portuguesa como CHULA DA RAMALDEIRA, HINO da cidade do PORTO e ainda as estrangeiras como LE MERIE BLANC, VANGELIS, entre muitas outras.
À sua história ficarão para sempre ligados os maestros que as interpretaram como ANTÓNIO da SILVA NEVES, ALEXANDRE FONSECA E SAUL RODRIGUES da SILVA. Actualmente a Banda é dirigida pelo conceituado regente DAVID ARAÚJO.
A Banda é financiada pelo pagamento de quotas dos sócios, de actuações, do apoio da autarquia, Fundação Engenheiro António José de Almeida e e donativos das empresas R.A.R. e Auto Sueca Lda.>
Publicado em Junho de 2006 em: http://banda_ramalde.blogs.sapo.pt/
Parte do conjunto dos prédios da Cooperativa Nova de Ramalde encontram-se construidos sobre os terrenos da quinta onde se situava anteriormente - até 2005 - o Consulado da Grã-Bretanha.
Libellés :
Freguesia: Ramalde
Localização :
Praceta Banda de Ramalde, 4440-452 Oporto, Portugal
24.1.13
Forte de S. João Baptista
Libellés :
Castelo,
Freguesia: Foz do Douro,
Imagens e Lugares do Porto
Localização :
Esplanada Castelo, 4150 Porto, Portugal
21.1.13
Novas Ruas da Cidade do Porto
(criadas
entre 2002 e 2012)
A
Grinalda (Rua de)
A
Renascença Portuguesa (Rua) – ver “Rua dos Mártires daLiberdade”
A
Voz dos Ridículos (Rua) - É, provavelmente, o mais antigo programa
de rádio do mundo. Desde 17 de Abril de 1945 que a "A Voz dos
Ridículos fala e o mundo acredita e ri".
Albertina
de Sousa Paraíso (Rua)
Alfredo
Allen (Rua)
Alfredo
Ferreira de Faria (Rua) – O fundador da revista “O Tripeiro”, a
revista de referência sobre a história da cidade, que com
interrupções, paragens e outros desaires ainda existe nos dias de
hoje.
Almadas
(Túnel) – Já foi chamado Túnel de Ceuta. Depressa mudou de nome.
Amândio
Galhano (Rua) *
Amorim
de Carvalho (Rua)
Antas
(Alameda)
António
da Silva Cunha (Rua)
António
de Sousa e Silva (Rua)
António
Maria de Sena (Rua)
António
Nicolau de Almeida (Rua)
António
Ricca Gonçalves (Rua) – Sócio e director da EFACEC.
António
Salgado Júnior (Rua) – Formou-se na primeira Faculdade de Letras
da Universidade do Porto. Professor liceal no Liceu Normal D. Manuel
II e após o “25 de Abril” professor universitário no Porto.
Crítico e historiador da literatura.
Areias
(Nó das)
Aristides
de Sousa Mendes (Rua)
Armando Alves Tavares (Travessa) *
Armando
Campos (Rua)
Artur
Andrade (Avenida) – Arquitecto, autor de vários projectos de
edifícios no centro da cidade sendo os mais conhecidos o do Cinema
Batalha e o do café Rialto. Foi o secretário-geral da candidatura à
Presidência da República do General Humberto Delgado. Aderiu ao PPD
após o 25 de Abril 1974. No
período após o 25 de Abril foi o primeiro presidente da Comissão Executiva
da Câmara
do Porto e Vereador do Urbanismo, eleito pelo PSD (Partido Social
Democrata).
Artur
Brás (Rua)
Artur
Cupertino de Miranda (Rotunda)
Artur
Maia Mendes (Rua)
Artur
Oliveira Valença (Rua)
Artur
Santos Silva (Praça)
Bessa
(Avenida) *
Bessa
(Rotunda) – Já se chamou rotunda de Francos)
Bouça
Ribas (Rua)
Brigadeiro
Nunes da Ponte (Rua) - Antigo Governador Civil do distrito do Porto)
Campeões
Europeus (Rua)
Cartes
(Rotunda)
Casal
(Rotunda)
Castelo
do Queijo (Via)
Cidade
de Léon (Avenida)
Cidade
de Xangai (Avenida)
Conde
de Campo Bello (Rua)
Conde de Castro (Rua) *
Conde
de Silva Monteiro (Rua)
Congostas
(Avenida)
Cruz
Vermelha Portuguesa (Avenida)
Curso Silva Monteiro (Largo) *
D.
Frei Vicente da Soledade e Castro (Rua)
Delfim
Pereira da Costa (Rua)
Dr.
Corino de Andrade (Rua)
Dr.
Emílio Peres (Rua) * Ver a página.
Dr.
João Saraiva (Rua)
Dr.
José Aroso (Rua)
Duruelo
de la Sierra (Rua) – Cidade de Espanha geminada com o Porto.
Égito
Gonçalves (Praceta) – Poeta portuense nascido em 1920 em
Matosinhos, faleceu no Porto em Março de 2001. Editor, tradutor e
poeta. Ficou sobretudo conhecido após a edição da revista
"Notícias do Bloqueio" (1957-1961). Participou activamente
na vida associativa e cultural do Porto dos anos cinquenta e sessenta
do século XX. Dirigente associativo entre outros: Cineclube do
Porto. Pertenceu à Comissão Nacional do 3º Congresso da Oposição
Democrática - Aveiro, Abril de 1973. Obteve vários prémios
literários (tanto nacionais como estrangeiros) pela sua obra.
Emílio
Biel (Rua)
Engenheiro
Nuno de Meireles (Rua)
Ernesto
Veiga de Oliveira (Praceta)
Fábrica
Invencível (Rua da)
Fernando
Cabral (Rua) – Antigo presidente da Câmara Municipal do Porto.
Fernando
Moreira da Silva (Rua)
Ferrer
Loureiro (Rua)
Francisco
de Sena Esteves (Rua)
Francisco
Xavier Esteves (Avenida)
François
Guichard (Rua) * ver a página
Futebol
Clube do Porto (Via)
Germalde
(Praceta)
Giestal
(Rotunda do)
Goelas
de Pau (Rua)
Gonçalves
Coelho (Praceta)
Helena Sá e Costa (Rua) *
Henrique
Alves Costa (Rua) – Cinéfilo, crítico de cinema e, durante vários
anos, dirigente do Cineclube do Porto. Pai de Isabel Alves Costa e do
arquitecto Alexandre Alves Costa. Autor de vários livros sobre
cinema.
Hugo
Rocha (Rotunda)
Ilse
Losa (Rua) - Escritora. Esposa do arquitecto Arménio Losa.
Irmã
Rita de Jesus (Rua)
Jaime
Brasil (Rua)
João
de Araújo Correia (Rua)
João
Marques Pinto (Rua)
João
Paulo Seara Cardoso (Rua) – Fundador do Teatro de Marionetas do
Porto.
Joaquim
Cardoso Vila Nova (Rua)
José
Domingues dos Santos (Avenida)
José
Luís Nunes (Praceta)
José
Monteiro da Costa (Rua)
José
Roquette (Jardim)
José
Saraiva (Rua)
Júlio
Amaral de Carvalho (Rua)
Luís
Ferreira (Rua)
Luís
Neves Real – Matemático e professor universitário. Sócio da
empresa Neves e Pascaud, proprietária dos cinemas Batalha, Trindade
e Carlos Alberto. Assegurava a programação destes três cinemas
assim como o do Perpétuo Socorro. Elemento activo do Cineclube do
Porto.
Luzares
(Rua dos)
Maestro
Ivo Cruz (Rua) – Manuel Ivo Cruz (1935-2010). Maestro e compositor.
Manjericos
(Rua)
Manuel
Gonçalves Moreira (Praceta)
Manuel
Nunes (Rua)
Manuel
Pacheco de Miranda (Rua)
Manuel
Pinto de Azevedo Júnior (Rotunda)
Maria
Adelaide Freitas Gonçalves (Rua)
Maria
Irene Leite da Costa (Jardim)
Maria
Peregrina de Sousa (Rua)
Mestre
Albino Moreira (Rua)
Orfeão
da Foz (Praceta)
Orfeão
Universitário do Porto (Rotunda)
Orlando
Ribeiro (Rotunda)
Pedro
Veiga (Rua)
Pirmin
Treku (Rua) – Fundador da Companhia de Bailado do Porto. Ver as
publicações neste blogue sobre a Escola de Música e sobre o
Edifício Parnaso.
Porto
Feliz (Rua do)
Professor
Casimiro de Oliveira (Jardim)
Professor
Ernesto Morais (Rua)
Professor
Joaquim Bastos (Rua) * Ver a página
Professor
José Augusto Seabra (Rua) * Ver a página
Professor
Manuel Baganha (Rua)
Raul
Castro (Rua) – Advogado portuense.
Revista
“A Águia” (Rua)
Ribeirinho
(Rotunda)
S.
João do Porto (Rua) * Ver a página
Silva
Ramos (Rua)
Stephen
R. Stoer (Rua)
Tareija
Vaz de Altaro (Rua)
Fonte:
Divisão Municipal de Informação Geográfica
Notas:
*-
Ruas já publicadas no Blogue.
As
ruas estão apresentadas por ordem alfabética e não por data de
deliberação como no documento divulgado.
20.1.13
2013 – o blogue e a cidade
Do blogue.
Já está prometida a
redução do número de freguesias da cidade. Positivo ou negativo?
Não sei! Parece-me mais uma pequena reforma do que uma reforma de
fundo. É uma reforma em que não foram nem ouvidos os cidadãos nem
foram apresentados os critérios lógicos. Pessoalmente não me
agrada! O que sei é que o blogue é igualmente o reflexo do tempo.
Que certas coisas nele descritas já sofreram alterações, que
certas imagens já pertencem ao passado.
Na realidade não vou
modificar as designações das freguesias já apresentadas. Talvez
que no futuro aparecerão as novas designações paralelamente às
antigas, estar a rever todas as antigas publicações página por
página dar-me-ia muito trabalho e não considero este trabalho como
científico. Prefiro deixar aqui mais imagens e mais alguns textos
descritivos das mesmas.
Da cidade.
Abri a minha caixa de
correio e encontrei um exemplar da revista Porto Sempre, revista
municipal que já vai no trigésimo quinto número datado de Janeiro
2013.
O Porto cresceu em número
de ruas entre 2002 e 2012. Surgiram 101 novos topónimos! Alguns
deles já foram publicados aqui no blogue. Dentro em pouco publicarei
a listagem completa que aparece na revista e cuja fonte é a Divisão
Municipal de Informação Geográfica. Alguns desses topónimos terão
anotações pessoais quando o merecerem.
Os meus mais sinceros
votos de um Bom Ano para todos aqueles que visitaram o blogue, apesar
das dificuldades que se anunciam no horizonte.
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