7.12.14

Rua das Goelas de Pau

2014_503



Em 1884 foi aqui fundado um hospital que teve o nome de Goelas de Pau. Na altura tinha como objectivo isolar e tratar os doentes vítimas do surto de cólera que afectava a população da cidade.

Para saber mais sobre o hospital e "etc" pode consultaro artigo já aqui publicado:  http://ruasdoporto.blogspot.pt/2008/10/hospital-joaquim-urbano.html





6.12.14

Rua Dr. Alberto de Sousa Costa

2014_500



Escritor (Vila Pouca de Aguiar 10.5.1879 - Porto 11.1.1961). Alberto de Sousa Costa era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. (Arquivo da Toponímia)


Na placa verde posta numa das esquinas diz que a personagem era "escritor". Noutro sítio afirma-se que o Doutor era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.

Na realidade Alberto de Sousa Costa foi o homem que implantou o sistema de Tutoria para os jovens em Portugal no ano de 1911. Nasceu em Vila Pouca de Aguiar em 1879 e faleceu na cidade do Porto a 11 de Novembro de 1961.


5.12.14

Entre a avenida Fernão de Magalhães e

2014_498




a rua das Eirinhas encontra-se ao cimo de duas longas e penosas escadarias este espaço que mais não é do que um "não-lugar".



2014_499






4.12.14

Engraxadoria

2014_492


Naquele universo de profissões desaparecidas como os engraxa(i)dores podemos também contar com as cerzideiras, as apanhadeiras de malhas, os funileiros, os sapateiros e tantos outros que ocupavam os vãos-de-escada ou as entradas de certos prédios do centro da cidade ainda há uns quarenta anos atrás. 

E os pregões nas ruas?

Foram substituídos por floristas e tabacarias-vendedores de jornais e revistas que também tiveram uma vida curta, antes de desaparecem as portas de madeira abertas sobre a calçada e terem sido substituídas pelas vidraças pouco isolantes mas mais modernaças.

Os sapatos descartáveis e os produtos sintéticos aniquilaram os engraxadores que ou existiam nos cafés mais frequentados pela burguesia ou então em pleno centro da cidade - como este - outros havia no Porto nas barbearias onde os clientes habituais aproveitavam alguns minutos matinais para serem escanhoados. 

Hoje ostento barba de três dias, calcorreio as ruas com sapatos de sola e de pele sintéticas. 

Adeus alfaiates, barbeiros, cerzideiras, funileiros... amoladores de tesouras e vendedeiras de limões ou alhos...

Preciso de wifi nos cafés, internet no smartfone, carregador de bateria no cabeleireiro, nespresso no supermercado, espaço no cloud e pizza a domicílio. 

Sou "in" apesar de me considerar um "silver surfeur"...  




3.12.14

Rua Sampaio Bruno

2014_495


Breve biografia de Sampaio Bruno

"Jornalista, escritor e político, José Pereira de Sampaio Bruno nasceu em 1857, no Porto, e aí morreu em 1915. Foi um autor extremamente versátil, produzindo uma vastíssima obra de cariz político, religioso e filosófico, e versando temas como o problema da evolução das sociedades humanas, a teoria da ciência e do conhecimento e a ideia de Deus.

Oriundo de uma família da pequena burguesia, filho de pai mação, iniciou a sua atividade jornalística aos 14 anos, adotando nessa altura o pseudónimo Bruno (em homenagem ao renascentista Giordano Bruno), ao qual permaneceria fiel durante toda a vida. Aos 17 anos publicou o seu primeiro livro, intitulado Análise da Crença Cristã, que suscitou uma onda de revolta e polémica no seio da conservadora sociedade portuguesa de então, devido às ideias polémicas nele expressas, colhidas em Voltaire, Amorim Viana, Feuerbach e Büchner. 

Fez os estudos preparatórios para Medicina no Instituto Politécnico do Porto, mas não prosseguiu os estudos oficiais, sendo, todavia, um notabilíssimo autodidata e erudito.

Foi um acérrimo propagandista da República e toda a sua obra teve na cultura portuguesa uma forte influência. Com José de Alpoim, Júlio de Matos, Basílio Teles, Manuel Teixeira Gomes, compartilha os problemas da conjuntura política do seu tempo. Em conjunto constituem e frequentam tertúlias onde os seus espíritos de republicanos ficam cada vez mais enaltecidos.

Em 1886, coligiu uma série de ensaios sobre os modernos novelistas portugueses no volume A Geração Nova. Após o malogro do movimento revolucionário do 31 de janeiro de 1891, em que esteve implicado, foi obrigado a exilar-se no estrangeiro, viajando pela Espanha, França e Holanda. Esta experiência do exílio (escrita em Notas do Exílio, 1893) viria a acentuar as suas inquietações, conduzindo-o a uma crise pessoal e religiosa, no decurso da qual se lhe revelaria Deus (A Ideia de Deus, 1902). 

A obra bruniana apresenta-se como uma ilustração do lema "liberdade, igualdade e fraternidade", desde sempre professado pelo autor, que este fazia corresponder, no plano político, à ideia da República, mas que extrapola esse nível, revestindo-se, sobretudo a partir da crise do exílio, como bem salientou Joel Serrão, de "um significado recôndito, místico, esotérico" ("Introdução" in Os Cavaleiros do Amor), que encontra no messianismo e no sebastianismo uma possibilidade de revelação (O Encoberto, 1904). Bruno aspirou a fundar uma teoria do conhecimento total, que operasse a síntese entre a filosofia racional e o conhecimento místico e fosse subjacente a todas as correntes místicas, filosóficas e científicas, num processo dialético e contínuo: "Não mutilar, mercê do erro simétrico, a nossa alma, não a truncar - a título de a depurar. Avançar lentamente nessa estrada humana e clara, provisoriamente, em conflito de afirmação contra negação, até que acordos, provisórios igualmente, se sucedem. Quer dizer, desta arte firmar a filosofia ao mesmo tempo na natureza e na razão." (in O Brasil Mental, 1898)."