1.6.09

Rua de SERRALVES





Já foi designada como Monte da Carreira.

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12.3.09

Travessa AUGUSTO LESSA

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5.3.09

Eles querem cobrir a rua de Cedofeita II

080309P

E se a cobrissem assim, e se a mantivessem limpa, eu até talvez estivesse de acordo.

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19.2.09

Rua do Professor RODOLFO DE ABREU

150209

Fotografia publicada no Flickr

Rodolfo de Abreu (Porto n. 1/01/1903 - f. 8/10/1966) - Pedagogo democrata. Além de professor do ensino primário de grande mérito, foi pedagogo e ensaísta de nível invulgar.

Arquivo da Toponímia da C. M. do Porto

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Rua de ESPOSENDE

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18.2.09

Sai um cimbalino e um Porto para a mesa do canto


MAJESTIC. Em plena Rua de Santa Catarina, mantém a traça original e os interiores que sempre atraíram assim as atenções dos turistas. É um dos cafés mais emblemáticos do Porto


«Amáveis instituições de utilidade social, os cafés do Porto subsistem e sorveram a renovação apropriada aos novos hábitos. Outros, haveriam de degenerar ou desaparecer com as personagens que adoçaram histórias.

Funcionários públicos e privados, homens da banca e de má nota; estudantes e calaceiros, damas de pusilânime trato e de duvidoso porte, esta a nata de intermináveis horas palradeiras dos cafés da cidade. Outrora, as orquestras pautavam a convivência até o cheirinho a pão quente anunciar novo dia. Era o leque e os salamaleques de uma Belle Époque, cavalheirismo de paletó esbugalhando o olhar em setins e sombrinhas bordadas. Havia esta coisa simples e preciosa, o tempo.

Camilo, nascido há 180 anos, assestava a luneta no Guichard, quando não, refúgio no Chalet Suíço. Já Antero de Quental polemizava no Águia d´Ouro, onde um vinho velho seco viajava sob as queixadas de Arnaldo Gama e Júlio Dinis, que inseriu o nome do café no romance Uma Família Inglesa. Ramalho Ortigão e Sampaio Bruno entretinham-se a jogar dominó no Café Brasil, fundado em 1859, e ainda vivo, junto à estação de São Bento.

No corpo do burgo havia o republicano Sport, o Suísso, tentação de Guerra Junqueiro, o luxuoso Portuense, o Excelsior, o galante Nacional Palace, o sumptuoso Monumental, com orquestras e tômbolas. A evocar, ainda, o Lusitano, aberto em 1853, famoso pelos sorvetes e chá à inglesa, Tivoli, Astória, Saban, Royal, Rialto, com frescos de Abel Salazar e Palladium (actual Fnac), projecto de Marques da Silva, e dotado de grandes áreas de bilhar e dancing.

Pontificava em tais ambiências um vocabulário típico, sucedendo em 1955 Rebelo Bonito se referir, na revista Douro Litoral, à linguagem dos empregados de café. O fino (imperial), o café com cheirinho (borrifado de bagaço, oferta da casa), o galão (copo com aro e pega levando café com leite) e, claro, o cimbalino, alusão à marca da máquina de café. Assim, ao pedir-se um cimbalino marcava-se a diferença do café de saco.

Em cada café uma cratera de biliosas discussões, pousio de promessas amorosas, barricada de gente do mesmo partido ou clube. Tiques intelectuais e vendas de propriedades também remoinhavam entre vozeadas e unha comprida para quebrar a cinza do tabaco. E num frenesim mecanizado, os graxas corcovados, enquanto o gravateiro tentava impingir modas e o menino vendia O Gaiato, da obra do Padre Américo.

Na Baixa deram brado certas senhorecas que tinham a costumeira de beber "chá frio", verde branco servido em bules, e porque melhor convinha ao disfarce, bufavam na frescura oriunda das latadas de Amarante, em vez dos campos de chá chineses.

Com a evolução dos viveres, dos interesses imobiliários, os cafés esfumaram-se ou tiveram de render--se à adulteração. A "snackbarbarização". Casos do Embaixador, do Imperial, vindo ao mundo corria 1935, e onde se interpretaram obras de Wagner e Rossini, e de A Brasileira, inauguração em 1903, com o magnífico pára-sol de ferro e vidro, agora restaurante e Il Caffè di Roma, de uma cadeia de franchising. Que pena! Triunfou a pressa, o balcão, até os avisos "É expressamente proibido estudar neste local", parecendo que a malta nova transporta sarna ou qualquer maleita transmissível.

Viva o Estrela de Ouro e o emblemático marco de correio no interior do estabelecimento, o Orfeu, o Orfeuzinho. Viva o Ceuta, o Progresso, o aromático café de saco, o café dos professores. Viva o Universidade, o "Piolho" e as placas de mármore de final de curso nas paredes. E viva o Diu, o Avis, o Bela Cruz, junto ao Castelo do Queijo, também restaurado. Portos de encontro da cidade consigo própria, os cafés são ainda derradeiros monumentos de afectividade.»

alfredo mendes
Fotografia de Ursula Zangger

in Diário de Notícias

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Rua do SENHOR DA BOA MORTE

130209


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16.2.09

Rotunda da BOAVISTA


24|06|08

Fotografia original de Óscar Coelho da Silva (1969) - apresentada no Flickr

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Rua do ESTORIL

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Rua do ORFEÃO DO PORTO

120209

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