6.9.06

Rua da Boavista




O chamado Edifício ou Bloco da Carvalhosa é da autoria do arquitecto Arménio Losa. Este edifício foi projectado em 1945 e terminado em 1950.



2006


O seu nome vem da quinta que existia no local onde foi aberta esta rua.



Bairro da Bouça - construído entre 1974 e 1977 (primeira fase) - risco da arquitecto Siza Vieira e integrado numa iniciativa do SAAL - Norte.

A segunda fase da obra só ficou concluída em 2006.

sobre o Bairro da Bouça


3.9.06

Largo ALEXANDRE SÁ PINTO

É neste singelo largo que se escontra a Escola Infante D. Henrique, frequentada por muita gente da minha geração e de gerações que deram à cidade muitos técnicos das mais variadas áreas.


Estátua do "Pedreiro" da autoria de Henrique Moreira datada de 1933 (este bronze já esteve no jardim da Cordoaria).


Curiosidade:

ALEXANDRE SÁ PINTO (Esmoriz 1835 - † 2/4/1926) - Muito jovem emigrou para a Argentina e, quando morreu, deixou a maior parte da sua fortuna a várias instituições portuguesas entre as quais a Escola Industrial Infante D. Henrique.

1.9.06

Largo do PRIORADO

Torre sineira da actual Igreja de Cedofeita


Igreja Românica de Cedofeita

Da Igreja de Cedofeita e da origem da Freguesia

Dos estudos realizados, tudo aponta para que as origens da freguesia, estejam associadas ao primitivo povoado que nasceu, se desenvolveu e prosperou à sombra tutelar da velhinha igreja românica, que ainda hoje existe no Largo do Priorado e que pertenceu a um convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.

O templo é, de facto, muito antigo. A sua construção é anterior à da própria Sé Catedral. Provavelmente trata-se da mais antiga igreja do Porto.

Mais: com toda a probabilidade a velhinha igreja de Cedofeita já era gente, há muitos séculos, e Portugal ainda nem sequer existia politicamente.

Diz quem sabe destas coisas que a Norte do Douro a igreja românica de Cedofeita é o único monumento do género que nos ficou do período medievo.

Missas garantidas com salvo conduto

Conta a tradição que a cidade do Porto foi fundada no ano 417 da nossa era. Pelo espaço de três séculos experimentou três diferentes possuidores: os suevos, que a fundaram; os godos que a conquistaram; e os mouros que dela se senhorearam até ao reinado de Afonso 1 de Leão, a quem chamaram «o católico».

Durante a vigência moura, a igreja de Cedofeita foi o único templo cristão da área de jurisdição sarracena em que, sem qualquer interrupção, sempre se celebrou o santo sacrifício da missa, mediante um tributo que os cónegos pagavam às autoridades mouriscas. Esse consentimento foi dado através de uma «Carta de Jusgo», palavra muito utilizada pelos antigos significando «Justiça», «Perfeita», «Observância total das leis», «Igualdade», «Sossego», «Paz».

Era do seguinte teor a referida «Carta de Jusgo»:

«Abdelassis Abhrem Mahomet, por illah illalah senhor da cidade do Porto, e da gente da Nazareth, pela qual ordeno que os Presbíteros e Christâos do Mosteiro de Cedofeita que morão junto à dita cidade do Porto, e seu mosteiro possuão os seus bens em paz e quietação sem opressão, vexame. ou força dos Sarracenos; com a condição que não digão Missas senão com as portas fechadas e não toquem as suas campainhas; e paguem pelo consentimento 50 pesantes de boa prata anualmente e pos-são sair e vir à cidade com liberdade e quando quizerem, e não vão fora das terras do meu mando sem meu consentimento e vontade; assim o mando; e faço esta carta de salvo conduto, e a dou ao dito Mosteiro para que a possua para seu sossego...».

O Pesante era uma moeda de prata mais ou menos do tamanho da actual moeda de cinco escudos.

Inscrição apócrifa

Na frontaria do templo, mesmo por cima da porta principal, está gravada no granito uma inscrição latina que dá o ano de 559 como o da fundação da igreja. O teor da inscrição e, sobretudo, a indicação daquele ano como sendo o da fundação do templo suscitou e alimentou, durante anos, uma apaixonada discussão entre historiadores e investigadores que acabou com a conclusão de que a inscrição é apócrifa, por tanto não verdadeira, e que terá sido ali colocada aquando de uma remodelação feita no templo e redigida sem qualquer fundamento histórico.

Os mais antigos e fidedignos documentos que se conhecem, relacionados com o mosteiro de Cedofeita, remontam à Baixa Idade Média. São dois: uma bula do Papa Calixto II, datada de 1120, a qual apenas cita o mosteiro; e a carta de doação de D. Afonso II, do ano de 1218, na qual, com base em informações dos próprios abades e cónegos regrantes, o monarca faz saber que «D. Afonso, nosso senhor e avo (Afonso Henriques) reparara o dito mosteyro e anovadamente o dotara».

As lendas

«Ao longo dos séculos», desabafa Carlos de Passos, no seu precioso Guia Histórico, «este velhinho templo, venerável relíquia românica do velho burgo portucalense, suportou mais agravos dos homens do que dos elementos corroedores da própria Natureza». A sua existência milenária e a escassez, quando não a total ausência, de documentos escritos sobre a sua fundação deram azo ao aparecimento das mais variadas lendas, algumas de todo inverosímeis.

Pode dizer-se que há duas versões que são as mais correntes sobre a fundação da igreja de Cedofeita.

Uns sustentam que foi fundada pelo rei suevo Reciário, que reinou em 446 e que foi o primeiro dos reis suevos a abraçar o cristianismo. Outros dizem que a fundação da igreja se deve ao rei Teodomiro, também suevo, que a terá mandado construir em 14 de Janeiro de 1059 e nela se fez baptizar conjuntamente com o seu filho Ariamiro.

Consta que Teodemiro, não encontrando remédio para a enfermidade de seu filho Ariamiro, recorreu a S. Martinho de Tours aonde mandou embaixadores com ofertas de tanta prata e ouro quanto pesasse o filho enfermo. E com tanta fé Teodomiro acreditou neste milagre que logo a seguir à partida dos seus embaixadores ordenou que se começasse a construção de uma igreja em honra de S. Martinho.

O empenho posto no levantamento do templo foi tal que quando os embaixadores chegaram com as relíquias já ela estava concluída. E foi devido à rapidez da construção que veio a dizer-se «Cito Facta», o que significa «Feita Cedo» e que veio a dar CEDOFEITA.

O templo primitivo sofreu, ao longo dos séculos, muitas alterações e reparações. A actual igreja reflecte, sobretudo, as modificações introduzidas pelo prior D. Luis de Sousa Carvalho, em 1742. Não obstante, trata-se ainda de um dos mais belos exemplares românicos do Norte de Portugal.

Depois de se ter introduzido nas igrejas catedrais o sistema da vida em comum, passou a ser tão grande o número de clérigos que procuravam servi-la, que em muitas igrejas paroquiais se estabeleceram Colégios clericais com organização semelhante à dos Cabidos. Certos mosteiros também se transformaram em colégios de cónegos por ser permitido aos monges que se apartavam da sua regra seguir o instituído por que se regiam os cabidos.

Esta foi a origem das colegiadas, que dos cabidos se distinguiam por serem presididas pelo pároco, com o título de Prior, ao passo que os cabidos eram presididos pelos bispos.

Desconhece-se a data da fundação da Colegiada de S. Martinho de Cedofeita.

De 1221 existe um documento que a ela se refere. Mas é muito provável que a sua criação seja anterior àquela data.

D. Nicolau de Santa Maria diz que já antes de 1118 a Colegiada existia e que tinha Prior e Cónegos que viviam segundo a regra de Santo Agostinho. As Colegiadas no século XVI formavam dois tipos: o das insignes, ao qual pertenciam a de Cedofeita e a de Guimarães, por exemplo; e o das menores.

A Colegiada de Cedofeita distinguiu-se também pelos varões ilustres que nela serviram, entre os quais a figura cimeira do Prior D. Nicolau Monteiro, que foi bispo do Porto, doutor em cânones pela Universidade de Coimbra, confessor da rainha D. Luisa de Gusmão, bispo eleito de Portalegre e da Guarda, conselheiro d'Estado, mestre dos filhos de D. João IV, embaixador deste monarca ao pontífice Urbano VIII advogando eficazmente em Roma a justiça de Portugal contra as pretensões de Castela. Além desta grande figura da Igreja, também se notabilizaram na Colegiada de Cedofeita: S. Pascásio, discípulo do primeiro prior, S. Martinho de Dume; D. Beltrão de Monfaves, que foi prior e depois cardeal; D. Gonçalo Pereira, deão do Porto, arcebispo de Braga, avô do Condestável do reino, D. Nuno Álvares Pereira; D. Henrique (infante), irmão de D. João III, arcebispo de Braga e Évora, cardeal e depois rei de Portugal; D. Frei José Maria da Fonseca e Évora, prior comendatário e depois bispo do Porto.

O ermo de Cedofeita

Ao dobrar o ano de 1571, o prior e cónegos da Colegiada de S. Martinho de Cedofeita mandaram ao bispo do Porto uma petição: queriam sair do sítio onde estavam e sugeriam a mudança para junto da Porta do Olival. Diziam os da Colegiada, na referida petição: «Se há igreja que tenha necessidade mui urgente para se trasladar e mudar de êrmo e despovoado para povoado e lugar da cidade acomodado para isso, é esta igreja de S. Martinho de Cedofeita, por muitas razões...». E entre as razões invocadas alegavam que a «igreja não é bem servida, principalmente quando as cheias e tempestades do Inverno e as calmas do Verão tornam impossíveis ou difíceis as longas jornadas entre a Porta do Olival (na Cordoaria) e o longínquo lugarejo de Cedofeita...

Havia ainda outra razão. «A igreja estava num lugar ermo e despovoado e os fregueses, que eram pescadores e lavradores, moravam muito afastados dela e durante a semana ninguém assistia aos ofícios divinos e por vezes até havia dificuldade em arranjar quem ajudasse às missas...».

O couto

Não há dúvida de que existiu o «Couto de Cedofeita», apesar de alguns historiadores afirmarem que é falsa, que não existiu, a «Carta de Couto» que teria sido conferida por D. Afonso Henriques. Um documento datado de 1849 pormenoriza que o Couto começava no fim da Rua da Rainha (hoje de Antero de Quental), corria pelo Monte Pedral até ao Carvalhido, na Rua da Natária, e confrontava com Paranhos. Do Carvalhido seguia pela Rua da Carcereira até à Cova do Monte, fim da Quinta do Vanzeller, partia com Ramalde e com a estrada para Lordelo e vinha ao Douro. Acompanhava o rio até ao começo da Calçada de Monchique (que ficava já dentro do COUTO) e daí subindo à Rua dos Carrancas partia com Miragaia. Continuava até ao Adro dos Enforcados (traseiras do Hospital de Santo António) onde confrontava com Santo Ildefonso, seguia pelo Rua do Paço até à cerca dos frades do Carmo, Travessa do Carregal, chegava ao canto do Hospital do Carmo, circuitava a Praça dos Ferradores (hoje de Carlos Alberto) até ao cunhal do Palácio dos Balsemãos, Rua das Oliveiras e Sovela, Campo de Santo Ovídio, Rua da Lapa e lado poente da Rua da Rainha até Paranhos. Todo este território, que hoje está incorporado no tecido urbano da cidade e intensamente povoado, era, ainda na segunda metade do século XVII, simples arrabalde campesino da cidade.

Era tudo quintas, casais, campos de cultivo, hortas e soutos. Apenas o lugar de Massarelos, habitado por pescadores e mareantes, tinha alguma importância...

Quando se terá verificado a integração do Couto de Cedofeita no tecido urbano da cidade do Porto? A resposta, pelas razões já atrás várias vezes referidas (escassez de fontes e falta de documentos) não é fácil de dar. Mas é muito provável que a integração se tenha feito na transição do século XVI para o século XVII. Ou talvez antes. De certeza, sabe-se que a Mesa Grande da Relação, em 9 de Outubro de 1710, ampliou a área limitada pela Muralha Fernandina com as das freguesias contíguas: Vitória, Miragaia e Santo Ildefonso; e também com as de Massarelos e Cedofeita. Esta medida da Mesa Grande, que fixava os novos limites da cidade, já abrangia a área do Couto de Cedofeita.

Germano Silva - "Monografia de Cedofeita"

Curiosidade:

A 20 de Março de 1922 o ministro da Instrução anuncia a próxima compra de 20.000 metros quadrados de terreno do antigo Passal do Priorado de Cedofeita para a construção do novo edifício do Liceu de Rodrigues de Freitas.

Este busto já esteve na Alameda Basílio Teles. Foi trazido para o Largo do Priorado em Outubro de 2004.


JEAN HENRI DUNANT (ou Henry Dunant) - (Genève - 8/5/1828 - 30/10/1910). Fundador da Cruz Vermelha. Juntamente com F. Passy recebeu o 1° Prémio Nobel da Paz (1910).

Jean Henri Dunant na wikipedia

30.8.06

Rua do ALMADA


"Parecia aos sábados uma feira de gado, tantos eram os burros dos ferreiros sertanejos, que chegavam ajoujados de ceiras de pregos, e partiam carregados de verguinhas de ferro, em feixes, ao longo da albarda, levados pela Rua do Almada acima num trotesinho miúdo e diligente, que batia os grandes lajedos da calçada com um ruído festival de castanholas."

Sousa Viterbo



O troço que vai das esquinas da Praça da Liberdade e da Rua dos Clérigos até à Rua da Fábrica chamava-se Rua das Hortas e já existia quando João de Almada e Melo (o filho Almada) mandou abrir a artéria que viria a ter o seu nome.
A Rua do Almada propriamente dita que começava a partir da Rua da Fábrica, começou a ser aberta em 1761 e o seu traçado é da autoria de Francisco Xavier do Rego.
Foi a primeira grande rua a ser edificada fora de muralhas.



S. José de Soares dos Reis

Quase na esquina da Praça da República encontra-se a Capela dos Pestanas (1878-1888) projecto do Engenheiro José Macedo de Araújo Júnior. As estátuas em granito de S. José e de S. Joaquim que se encontram na sua fachada são da autoria de Soares dos Reis. O antigo palacete dos Pestanas é ocupado actualmente pelo Governo Civil.


Curiosidade:
A ligação de João de Almada ao Porto surge na sequência de um acontecimento a que inicialmente esteve alheio e que veio ensombrar a vida da cidade, durante o reinado de D. José I.


A 23 de Fevereiro de 1757 eclodiu um motim popular contra a Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, criada alguns meses antes.
Para controlar os acontecimentos, será indigitado João de Almada e Melo, homem de total confiança de Marquês de Pombal, reforçada aliás por laços de parentesco.
Devido à gravidade da situação, é logo nomeado para o regimento do “Partido” da cidade, onde por decreto de 27 de Fevereiro, passa a ocupar o importante lugar de Governador de Armas do Porto.
João de Almada e Melo conheceria relativamente bem o Porto, pois já aqui havia feito diversas estadias. Além disso, era um homem de raízes nortenhas, pois nascera em Troviscoso, freguesia do concelho de Monção, a 15 de Agosto de 1703.
Oriundo de uma família com grandes tradições na carreira de armas, João de Almada viria a assentar praça aos 15 anos, na vedoria de Viana. Em 1735 ascende ao posto de Capitão e é destacado para a guarnição da cidade de Portalegre. Ainda passará pelas praças de Monção e Elvas, até que em 1745, é promovido para o regimento de Cascais, com a patente de Coronel.
Sabe-se que em 1746 tinha casa no Porto, na rua “ao pé dos Açougues”, onde viria a morar sua mãe. João de Almada contrai matrimónio alguns anos mais tarde, quando já contava 49 anos. O casamento ocorreu a 24 de Junho de 1752, na Quinta do Paço (Valadares – Vila Nova de Gaia), local de residência da futura esposa, D. Ana Joaquina de Lencastre. Deste casamento nasceriam dois filhos, António José de Almada e Melo e Francisco de Almada e Mendonça.
Entretanto, como se disse, João de Almada havia sido destacado para a fortaleza de Cascais. E quando se dá o terramoto, em 1755, caber-lhe-à a honra de fazer guarda ao Rei D. José, por se haver desarticulado a guarnição militar da Corte. O diploma que o nomeia Governador das Armas do Porto justifica a escolha, precisamente, “em atenção aos seus merecimentos e qualidades”. João de Almada e Melo chegará ao Porto a 15 de Março de 1757, aqui permanecendo até ao fim da vida, num esforço de quase três décadas para o engrandecimento da Cidade.
Estabelecido no antigo Palácio do Corpo da Guarda, João de Almada exerceu o novo cargo com energia – sendo, por vezes, acusado de duro e intransigente – mas também com larga visão de governança. Soube igualmente rodear-se de bons conselheiros, como o cônsul britânico, John Whitehead. O seu poder veio aumentar consideravelmente ao ser provido, em 1764, do importante cargo civil de Governador da Justiça e Relação do Porto. Todavia, a sua vocação para o serviço da causa pública ficará já bem patente quando ainda era apenas Governador de Armas, ao promover o estudo para o Bairro dos Laranjais, “para milhor comodidade, e furmuzura desta cidade”. Estava-se no ano de 1761, altura em que é elaborado o projecto de modernização da zona extramuros, a norte da Cidade. Desta iniciativa há-de surgir a actual Praça da República e o célebre eixo de ligação à velha estrada de Braga, que hoje perpetua a sua memória através
do singelo, mas denso, atributo de Rua do Almada.
Pela mesma ocasião, expõe ao Rei as dificuldades que sentia para concretizar as reformas urbanísticas projectadas. Esta sua diligência levou à criação da Junta das Obras Públicas (1762) e ao estabelecimento de receita própria – a imposição de um real por cada quartilho de vinho – de modo a garantir os meios necessários para o andamento dos trabalhos.
A acção da Junta das Obras Públicas foi de transcendente importância, dado que, pela primeira vez, se elabora um plano estratégico para a Cidade, com as suas praças, os seus eixos de escoamento de tráfego e respectivas ligações transversais, o melhor ordenamento da margem do rio, a reforma das calçadas e aquedutos, a construção de fontes e de um mercado, a implantação de grandes edifícios públicos e, enfim, a criação de um novo modelo arquitectónico e de normas para o licenciamento das construções particulares. Ficou célebre a sessão da Junta de 30 de Agosto de 1784, em cuja acta são descritos os principais empreendimentos em curso. Ela constituiu uma síntese das grandes linhas de orientação seguidas pelo Governador João de Almada e, de alguma maneira, será o seu testamento político para a Cidade que ajudara a recriar.
João de Almada e Melo morreu dois anos depois, a 30 de Outubro de 1786, sendo levado a sepultar na Capela da Senhora da Rosa, na Matriz de Monção.

Manuel Luís Real



montra

O Edifício da esquina da rua do Almada com a rua Ramalho Ortigão, onde se encontra a Livraria Nelita, foi projectado em 1942 pelos arquitectos C. Jofre António Justino e Rogério de Azevedo.

27.8.06

Rua ACTOR JOÃO GUEDES

Já foi Travessa Sá Noronha.

2006

Café Progresso (completamente remodelado), este café já foi conhecido pelo café dos professores.


2006

Foi nesta rua que nasceu o pintor Júlio Resende.


João Guedes - Actor do TEP. Nasceu em Matosinhos, a 3/7/1931, e faleceu, no Porto a 19/2/1983.
Iniciou a sua carreira artística sob a direcção de António Pedro no Teatro Experimental do Porto, e logo em 1954 o seu nome se afirmou ao interpretar o papel de protagonista na peça "Morte de Um Caixeiro Viajante", da autoria de Arthur Miller.

João Guedes e Dalila Rocha (1957)
Jornada para a Noite de Eugene O'Neill

(fotografia da Fernando Aroso, publicada em "Dalila Rocha - homenagem" 45º aniversário da sua estreia e do 1º espectáculo do T.E.P., 1988)

Nesta artéria situa-se o café Progresso.

23.8.06

Praça da TRINDADE

2005


Antigo largo do Laranjal.

Já na planta de COSTA LIMA, de 1839, a Praça se denomina da Trindade, mas ainda em 1877, diz PINHO LEAL, era conhecida por Laranjal.

Igreja da Ordem da Trindade

Chafariz do Laranjal.


Em 1803 edificava-se, sob o risco de CARLOS AMARANTE, a igreja da Trindade.
A Ordem Trinitária substituira a Ordem Terceira de S. Domingos, extinta em 1755, depois de grandes conflitos com os Dominicanos, mas só nos alvores do século XIX, se veio aqui estabelecer no Laranjal.


CHAFARIZ DO LARANJAL- A fonte antes de ser transformada em chafariz, existiu mais abaixo, constando de uma fonte rasa, para a qual se descia por degraus abertos no pavimento da rua, a qual era conhecida pela fonte do Olho do Cu.
Para que o povo perdesse o hábito do chamadoiro, a Câmara transformou-a em artístico chafariz, em 1854 com o material vindo do antigo chafariz do Largo de S. Domingos.
A água vinha do manancial de Camões que passava pelo Largo do Laranjal.

22.8.06

Rua ANTÓNIO PEDRO

2006

Antiga Travessa do Grande Hotel do Porto. Antiga Viela das Pombas

Aqui perto esteve instalado o Teatro de Bolso do T.E.P. que tinha o nome deste encenador.


2006


ANTÓNIO PEDRO (1906-66) - Pintor, escultor e encenador português.
Como pintor (anos 30-40) introduziu o surrealismo com a exposição na Casa Repe (1940).
Integra o Grupo Surrealista de Lisboa (1947).

Faz cerâmica (1950) e torna-se director e encenador do Teatro Experimental do Porto.
Fundou a primeira galeria de arte moderna em Portugal.