24.11.08

Rua JOÃO RAMALHO

29|11|08

Fotografia publicada no Flickr



"...João Ramalho, «mercador do Porto, bem rico e bem atrevido no mar», dirige de combinação com o Mestre os acontecimentos políticos no grande burgo do Norte; aquando a vinda sobre a cidade do arcebispo de Santiago de Compostela, comanda no rio Leça uma audaciosa operação contra as forças galegas, que põe em debandada; finalmente é ele que se insinua de noite num batel por entre a armada castelhana que bloqueia Lisboa, para ir anunciar ao Mestre a chegada da frota do Porto, combinar com ele as disposições do ataque, e regressar, poucas horas volvidas, a Cascais, onde os navios portugueses esperavam (Cap. 120, 122 e 131). João Ramalho, representante duma classe local que, em bloco, teve parte notabilíssima na revolução, é, todavia, o único mercador que pode apontar-se entre a élite dos chefes... " (Extracto do texto de "A Revolução de 1383 - 1385 segundo Jaime Cortesão ").

Arquivo da Toponímia


Já teve o nome de Rua Particular da Rua Nova da Constituição


Rua AGOSTINHO DE CAMPOS

28|11|08

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Celso Azevedo Agostinho de Campos - Jornalista e escritor, nasceu nesta cidade do Porto, a 21 de Julho de 1870, e aqui faleceu a 24 de Janeiro de 1944.



23.11.08

Da Boavista à Trindade

Aqueles que gostam de ler histórias da História do Porto não podem deixar de percorrer, com alguma frequência, os alfarrabistas portuenses que os há espalhados por muitas locais da centro tradicional da cidade. É que, não o fazendo, arriscam-se a perder algumas preciosidades. Ora aconteceu que, há dias, ao apreciar a excelente série de obras exibidas na montra da Candelabro, ali, na Rua da Conceição, vislumbrei um pequeno opúsculo de 39 páginas sob o título "O prolongamento da Linha Férrea da Boavista à Trindade" . Datado de 1930 e dado à estampa na Tipografia Sequeira, Lda., a pequena obra foi editada pelos advogados Alfredo de Morais de Almeida e José Gualberto de Sá Carneiro, este último pai do malogrado Francisco de Sá Carneiro que foi um dos fundadores do PPD/PSD e uma das personalidades políticas mais marcantes da sociedade portuguesa post 25 de Abril.

Mas, ao fim e ao cabo, de que trata o referido opúsculo ? Nem mais nem menos do que a tentativa da Companhia de Carris de Ferro do Porto - antecessora da que é hoje a STCP - de embargar judicialmente as obras que decorriam na Avenida da França para colocação das linhas férreas no sentido de trazer até à Trindade os comboios da Linha da Póvoa que, na época, ligava também a Famalicão, à Trofa, a Guimarães e a Fafe. Os dois ilustres causídicos defenderam na barra dos tribunais a causa da então Companhia dos Caminhos de Ferro do Norte de Portugal - a dona da obra - e acabaram por vencer o pleito judicial.

Em 1927, esta última empresa, que posteriormente veio a ser integrada na CP(Caminhos de Ferro Portugueses), celebrou com o governo um contrato em que ficou obrigada a construir o prolongamento da linha férrea desde a estação da Boavista até à Trindade, um acto que foi calorosamente acolhido pela Câmara do Porto, a ponto dela se ter regozijado publicamente "por tão útil obra". O projecto ficou pronto e aprovado no final de 1928 e a 8 de Janeiro seguinte era publicado na folha oficial não apenas o projecto mas, igualmente, a declaração de utilidade pública urgente para expropriação dos terrenos necessários para o empreendimento. Meses depois, enquanto era aberto o túnel da Trindade, a Companhia decidiu instalar os carris desde a Estação da Boavista, atravessando, portanto, a Avenida da França.

Mas a Companhia de Carris de Ferro do Porto, "que se julga - diz-se na tal contraminuta de agravo - única e absoluta dona e senhora das ruas e praças do Porto, como um verdadeiro Estado dentro do Estado, lembrou-se de fazer embargar extra-judicialmente essas obras; e em seguida foi ao Juízo da 4ª Vara Cível requerer a ratificação desse pseudo embargo". Alegava que a Avenida da França estava incluída no âmbito da sua concessão, inclusivé chamando a atenção para um desenho que incluiu no processo referente à construção de uma linha ao longo daquela avenida. Nunca chegou a ser realidade. Os advogados dos "Caminhos de Ferro de Portugal" bateram-se pela sua dama e aquela acabou por poder, já com o beneplácito judicial, atravessar com os seus carris a Avenida da França. O comboio acabou por apitar na Trindade no início dos anos 40 numa gare um tanto ou quanto mal amanhada que acabou por ser definitiva até meados dos anos 90, altura em que os comboios foram substituídos pelo metro que cruza o local com duas linhas, uma delas subterrânea.

A Avenida de França conheceu, por seu turno, alterações de vulto durante o século XX. Teve uma passagem de nível que nos anos 70 foi substituída por uma passagem inferior daquela artéria portuense em relação às linhas de caminho de ferro; depois, já nos anos 90, quando da instalação do metro, foi este que foi enterrado em relação às faixas de rodagem da avenida. Ao tempo que isto já vai...

Publicado no Jornal de Notícias


Rua PROFESSOR BENTO DE JESUS CARAÇA


27|11|08

Fotografia publicada e localizada no Flickr


Sobre Bento de Jesus Caraça (1901-1948)

Bento de Jesus Caraça nasceu em Vila Viçosa a 18 de Abril de 1901. Era filho dos trabalhadores rurais João António Caraça e Domingas da Conceição Espadinha. Revelou desde muito cedo uma grande capacidade e rapidez de aprendizagem que fizeram com que os seus estudos fossem apoiados pela família Albuquerque, de quem o pai de Caraça era feitor, em Vila Viçosa. Completou a sua instrução primária em 1911, tendo ido então para o Liceu de Sá da Bandeira, em Santarém, Aos 13 anos mudou-se para Lisboa, onde concluiu os seus estudos do ensino secundário em 1918, no Liceu Pedro Nunes.

Matriculou-se em 1918 no Instituto Superior de Comércio, posteriormente designado Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (I.S.C.E.F.), actual Instituto Superior de Economia e Gestão (I.S.E.G.). Concluiu a licenciatura em 1923. Entretanto, a partir de 1919, era 2º assistente do 1º grupo de cadeiras do ISCEF. Terminada a licenciatura em 1923, foi nomeado 1º assistente em 13 de Dezembro de 1924, tendo no ano lectivo de 1924-1925 regido a cadeira de «Matemáticas Superiores - Análise Infinitesimal, Cálculo das Probabilidades e suas Aplicações». Em 1927 foi nomeado professor extraordinário e, em 28 de Dezembro de 1930, foi nomeado professor catedrático da cadeira de «Matemáticas Superiores - Álgebra Superior. Princípios de Análise Infinitesimal. Geometria Analítica». Manteve a regência desta cadeira até à sua demissão compulsiva em 7 de Outubro de 1946.

A par da sua carreira académica, Bento Caraça desenvolveu uma intensa actividade política em acções contra o regime ditatorial de Oliveira Salazar (1889-1970), quer a nível clandestino, quer em movimentos legais e semi-legais. Foi membro da Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo, criada em 1934, do Movimento de Unidade Anti-Fascista (MUNAF), de que foi fundador em 1943, e do Movimento de Unidade Democrática (MUD), fazendo parte da sua comissão central em 1945. Em Setembro de 1946 foi-lhe instaurado um processo disciplinar pelo Ministro da Educação, na sequência da assinatura de um manifesto contra a admissão de Portugal na ONU. Em seguida foi expulso da cátedra universitária, sendo-lhe proibida a docência, no ensino público ou privado. Em Outubro desse ano foi preso pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), o que aconteceu de novo em Dezembro. Em 1948 foi preso pela terceira vez, juntamente com outros membros do MUD, que entretanto foi proibido. Interveio activamente na preparação da candidatura de Norton de Matos (1867-1955) à Presidência da República e em 25 de Junho morreu em sua casa.

Actividade Científica e Pedagógica

Bento de Jesus Caraça integrou o Conselho Administrativo da Universidade Popular Portuguesa desde a sua fundação em 1919, tendo assumido a sua presidência em Dezembro de 1928. Nesta Universidade reorganizou a biblioteca, criou um Conselho Pedagógico e fez várias conferências e cursos, entre os quais se podem destacar: “Curso de Comércio e Finanças”, em 1922; “Curso de Iniciação Matemática”, em 1931; conferência “As Universidades Populares e a Cultura” na Universidade Popular de Setúbal, em 1931; conferência “As bases fundamentais da Matemática, em 1931; conferência “A Cultura Integral do Indivíduo – Problema central do nosso tempo”, em 1933; conferência “A Arte e a Cultura Popular”, em 1936; conferência “Rabindranath Tagore”, em 1939; conferência “Leonardo da Vinci”, em 1943. Para além desta actividade na Universidade Popular, efectuou diversas conferências noutros organismos, entre as quais se destacam: “A Escola Única”, na Sociedade de Estudos Pedagógicos em 1935; “Aspectos do Conceito do Infinito”, no Centro de Estudos de Matemática da Faculdade de Ciências do Porto, em 1942; “Algumas reflexões sobre a Arte”, na Casa do Alentejo em 1943.

Em 1938 propôs ao Conselho Escolar do ISCEF, com os professores Mira Fernandes e Beirão da Veiga, a criação do Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia. Foi eleito director deste Centro até à sua extinção, em 1946. Este Centro foi o primeiro centro de estudos de Matemática fundado em Portugal, tendo promovido a realização de vários cursos e séries de conferências e colóquios. Através da actividade desenvolvida pelo Centro, incluindo o apoio a bolseiros e a participação em congressos, pretendia Bento Caraça combater o isolamento científico português.

Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Matemática (S. P. M.), em Dezembro de 1940, sendo eleito Presidente na sua segunda direcção, em 1943, substituindo o professor Mira Fernandes. Foi eleito Delegado da SPM aos congressos da Associação Luso-Espanhola para o Progresso das Ciências, em 1942 e 1944. Criou e orientou a Comissão Pedagógica, organismo da SPM.

Fundou a Gazeta de Matemática em 1940, com os professores António Aniceto Monteiro (1907-1980), Hugo Ribeiro (1910-1988), José da Silva Paulo e Manuel Zaluar Nunes. Nesta publicação ficou responsável pela secção “Pedagogia”.

Em 1941 fundou a “Biblioteca Cosmos”, de que foi o único director, cujas publicações, num total de 114 títulos e 793 500 exemplares (tiragem média por livro de 6960 exs.), tiveram um grande sucesso. Nesta colecção publicou o seu livro Conceitos Fundamentais da Matemática, obra que constitui um marco importante na forma de abordagem da história da matemática e um exemplo de divulgação da matemática a um público não especializado. Esta obra continua a ser uma referência para quem se quiser iniciar nos aspectos técnicos, históricos e filosóficos desta ciência.

No campo do ensino e da investigação matemática destacam-se as obras: Interpolação e Integração Numérica (1933), Lições de Álgebra e Análise (1935), e Cálculo Vectorial (1937). Nas palavras de José Sebastião e Silva (1914-1972), “[Caraça] não foi um investigador, isto é, não foi um criador de ciência. E como poderia sê-lo, tendo sido nomeado assistente aos 18 anos (!) e professor catedrático aos 28, numa Escola da Universidade Técnica, onde grande parte da massa discente entrava com uma preparação deficientíssima em matemática? O que devemos admirar, sim, é o seu esforço de autodidacta, as suas invulgares qualidades de trabalho, de que as «Lições de Álgebra e Análise» são um dos frutos. E sinto-me inclinado a admitir que, sob esse aspecto, a sua actividade foi realmente criadora; isto é, sou levado a pensar que Bento Caraça criou, efectivamente, um estilo de ensino da matemática, de que eu próprio sou beneficiário.” (Diário de Lisboa, 25 de Junho de 1968). Foi um matemático humanista, que procurou humanizar o ensino da matemática, procurando integrá-lo no complexo cultural da sua época e tornando-o fascinante. Ainda segundo Sebastião e Silva, na juventude de Bento de Jesus Caraça não havia em Portugal uma escola de investigação matemática, “havia, quando muito, casos isolados de matemáticos investigadores. Um desses casos excepcionais foi Mira Fernandes, mestre e grande amigo de Caraça.” (Diário de Lisboa, 25 de Junho de 1968). Sebastião e Silva considerava que Caraça tinha sido influenciado pela escola matemática italiana, nomeadamente em duas ideias directrizes da sua obra: as suas preocupações de historicismo e as suas tentativas de interpretação do desenvolvimento científico pelo método dialéctico. A sua obra Lições de Álgebra e Análise, editada em 1935 e revista em 1945, provocou um grande impacto entre os estudantes da época, uma vez que apresentava a matemática com uma linguagem nova. A teoria analítica dos números era tratada de forma cativante e clara.

Publicações

“Sobre a intervenção do primeiro princípio de substituição dos infinitésimos no estabelecimento de algumas fórmulas fundamentais do Cálculo Diferencial”, Revista do Instituto Superior de Comércio de Lisboa, Lisboa, 12 (20), Março de 1929.

“Sobre a aplicação de um grupo de fórmulas do Cálculo de Probabilidades na teoria dos Seguros de Vida”, Revista do Instituto Superior de Comércio de Lisboa, Lisboa, 13 (23), Abril de 1930.

“A Vida e Obra de Evaristo Galois” , Economia e Finanças, Lisboa, 2 (2), Abril 1932.

“Interpolação e integração numerica”, Revista do Instituto Superior de Comércio de Lisboa, Lisboa, 12 (24,25), Julho-Outubro de 1930, continua em Economia e Finanças, Lisboa, 2 (2, 3), Abril-Outubro de 1932.

“A luta contra a guerra”, Liberdade, Lisboa, 5 (181-182), Novembro de 1932.

“Primeira lição de um curso de Álgebra Superior”, Técnica, Lisboa, 47, Dezembro de 1932.

Globo, [semanário de que se publicaram apenas dois números], direcção, com José Rodrigues Miguéis.

“O único remédio”, Liberdade, Lisboa, 5 (206-207), Maio de 1933.

“A Cultura Integral do Indivíduo” problema central do nosso tempo”, Lisboa, Edições Mocidade Livre, 1933.

“Galileu Galilei, Valor Científico e Valor Moral da sua Obra”, Seara Nova, Lisboa, 12 (353, 354, 358, 360), Agosto-Setembro de 1933. Separata.

Lições de Álgebra e Análise, Lisboa, Oficinas Gráficas do I. S. C. E. F. e Sá da Costa, 1935-40, 2 vols.

“Crítica Científica. Ciências fisico-matematicas”, Seara Nova, Lisboa, 15 (463), Janeiro de 1936.

“A Arte e a Cultura Popular”, in REYS; Emma Romero Santos Fonseca da Câmara, Divulgação Musical, vol. 3, Lisboa, Imp. na Tip. da Seara Nova, 1936.

“Um dobre a finados”, O Diabo, Lisboa, 3 (105), Junho 1936.

“Organização Escolar”, Manifesto, Coimbra, 3, Julho 1936.

Cálculo vectorial, Lisboa, Publicações do Núcleo de Matemática, Física e Química, 1937, 1 vol.

“«A evolução da Física» de Albert Einstein e Leopold Infeld”, O Diabo, Lisboa, 5 (223), Dezembro 1938.

“Rebindranath Tagore”, Seara Nova, Lisboa, 18 (607, 608, 609), Abril 1939.

Conceitos Fundamentais da Matemática, Lisboa, Cosmos, 1941-1942, 2 vols.

Finalmente, inspirou e colaborou no primeiro número da inovadora Revista de Economia, que veio a público em Março de 1948, ano da sua morte. Publicou ainda outros textos em vários jornais e revistas da época, tais como Seara Nova, Vértice, Diabo, Liberdade, e República, bem como na Gazeta Matemática, desde o primeiro número, em 1940, até 1948.

Fernando Reis


Bibliografia

Gazeta de Matemática, Lisboa, vol. 141, Julho 2001.

NASCIMENTO, Ulpiano, “Caraça, Bento de Jesus”, in BARRETO, António; MÓNICA, Maria Filomena, Dicionário de História de Portugal, Porto, Figueirinhas, 1999, vol. VII, pp. 230-231.

PITA, António Pedro, “Para Situar a Filosofia da Cultura de Bento de Jesus Caraça”, Revista da Universidade de Coimbra, Coimbra, vol. XXXVII, 1992, pp. 112-127.

RESENDE, Jorge, “Bento de Jesus Caraça O Matemático e Lutador”, O Militante, 253, Julho/Agosto 2001.

SEBASTIÃO E SILVA, J., “Bento Caraça e o ensino da Matemática em Portugal”, Diário de Lisboa, 25 de Junho de 1968.

Universidade Popular de Setúbal, Conferências de Homenagem a Bento de Jesus Caraça, anos de 1981, 1996, 1997 e 1998, Setúbal, Universidade Popular de Setúbal, 1998.

Vértice, Revista de Cultura e Arte, Coimbra, Vol. XXVIII, 301-302-303, Out-Nov-Dez., 1968.

Vértice, Revista de Cultura e Arte, Coimbra, Vol. XXXVIII, 412-413-414, Set-Out-Nov., 1978.

Apontadores

Bento de Jesus Caraça, 1901/2001 – Um pensamento e uma Obra para o Novo Século
Bento de Jesus Caraça - Fundação Mário Soares
Vidas Lusófonas – Bento de Jesus Caraça
Bento de Jesus Caraça
Dicionário de Filosofia – Bento de Jesus Caraça
Centenário do nascimento de Bento de Jesus Caraça (1901-2001)
Sociedade Portuguesa de Matemática
Para a História da Sociedade Portuguesa de Matemática


Publicado no Instituto Camões


Pode ver mais sobre Bento de Jesus Caraça aqui



LIMA 5

26|11|08

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O também chamado Parque Residencial do Luso (1959-1963), pois situado no antigo campo de futebol do clube que tinha este nome (rua da Alegria nº 1880), foi projectado pelos arquitectos José Carlos Loureiro e Luís Pádua Ramos.

21.11.08

Rua do Professor CORREIA DE ARAÚJO

25|11|08

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Francisco Correia de Araújo (n. 20/08/1909 - f. 16/11/1981). Engenheiro.

Arquivo da Toponímia

Outrora, teve o nome de Travessa de Costa Cabral.


Rua FARIA GUIMARÃES

24|11|08

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Joaquim Ribeiro de Faria Guimarães (1807-1879) foi um importante empresário oitocentista do Porto, Portugal.

Criou, em 1857, a Fábrica de Lanifícios do Lordelo. Era proprietário de uma tipografia onde se fazia a impressão de vários periódicos (O Athleta, A Coallisão e O Nacional).

Geriu a Fundição do Bolhão, fundada pelo seu pai, e desempenhou cargos de presidência em várias instituições oficiais e parlamentares. Foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e, entre 1852 e 1854, foi o primeiro presidente da Associação Industrial Portuense, hoje chamada Associação Empresarial de Portugal.

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