17.5.07

Rua DR MAGALHÃES DE LEMOS



Curiosidade:

DR MAGALHÃES DE LEMOS - (Felgueiras18/08/1855 - Porto f. 22/07/1931). Ilustre neuro-psiquiatra de renome mundial, director do manicómio do Conde de Ferreira e professor catedrático da Faculdade de Medicina do Porto. Cursou a Escola Médico-Cirúrgica do Porto.

16.5.07

Rua ELÍSIO DE MELO





ELíSIO DE MELO - Foi vereador da Câmara. A ele devem-se entre outras: o Mercado do Bolhão, Avenida dos Aliados, e a Rua Sá da Bandeira. Viveu nos inícios do século XX.

Mais uma vez lamento a falta de informação disponibilizada sobre certas figuras centrais da cidade, nomeadamente por parte da página internet da Câmara Municipal.

15.5.07

Rua RUBEN A.


No nº 120, a Casa das Artes que se encontra encerrada desde 2005 pois o tecto da sala de cinema caiu.

Actualização em Janeiro de 2012:

O edifício da Casa das Artes foi projectado em 1981 pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura. As obras ficaram concluídas em 1991. Este edifício está integrado no jardim de uma moradia cuja frente dá para a rua António Cardoso.




Busto de Ruben A no Jardim Botânico do Porto

Breve nota sobre Ruben A:

Ruben A. (1920-1975) é o pseudónimo de Ruben Andresen Leitão. Nasceu em Lisboa a 26 de Maio de 1920 e faleceu em Londres em Setembro de 1975. Foi professor no King's College em Londres entre 1947-1951 e funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa entre 1954-1972. Entre 1972-1974 exerceu o cargo de administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e director-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura. 


Além de romancista, é conhecido também como dramaturgo, cronista e historiador. Obras: Caranguejo (romance, 1954), Cores (contos, 1960), Cartas de D. Pedro V aos seus Contemporâneos (1961), A Torre da Barbela (romance, 1965), O Outro que era Eu (1966), O Mundo à Minha Procura (1964, 1966 e 1968), Páginas (seis diários publicados em 1949, 1950, 1956, 1960, 1967 e 1970), Silêncio para 4 (novela, 1973), Kaos (romance, 1982).

ver mais aqui.

1.5.07

rua BELA


Sobre esta rua nada existe nos meus arquivos. Só posso acrescentar que é na Foz do Douro.

Rua ARQUITECTO NICOLAU NASONI


Já se chamou Travessa dos Clérigos.

Curiosidade: O cartoonista Onofre Varela até há pouco tempo teve aqui o seu atelier.

Quem foi Nicolau Nasoni?

NICOLAU NASONI - Arquitecto italiano que traçou a igreja e a torre dos Clérigos, o palácio do Freixo, a reconstrução da igreja da Misericórdia, a galeria no flanco da Sé chamada “Galeria de Nasoni”, o portão da Quinta da Prelada e a construção da respectiva casa, o retábulo do altar-mor da capela-mor da igreja de Santo Ildefonso, e talvez a matriz de S. Tiago de Bougado. assim como várias outras obras em Portugal entre as quais o Palácio de Mateus em Vila Real. Chegou ao Porto em 1725. Morreu em 1773.

2.4.07

Sobre a rua dos Caldeireiros

Profissões que deram origem a nomes de ruas da cidade estão praticamente extintas
Rua de apenas um caldeireiro

Vão longe os tempos em que a actividade da ferraria era rainha na Rua dos Caldeireiros. Actualmente, apenas um caldeireiro faz jus à toponímia que deu o nome definitivo aquela artéria. A designação ficará para sempre, a actividade apenas permanecerá na memória de quem viveu os tempos áureos dos caldeireiros.


Cátia Alves da Silva no Primeiro de Janeiro

Muito antes de surgir o nome Rua dos Caldeireiros, em 1780, a actividade ligada à ferraria já ocupava vários recantos daquela artéria. Rua dos Ferreiros e da Ferraria do Souto foram alguns dos nomes que antecederam a actual designação toponímica de Rua dos Caldeireiros, conforme se pode ler na edição de Cunha e Freitas. É, entretanto, curioso verificar que apesar da designação da artéria ter derivado de ali existirem em tempos oficinas de caldeiraria, que assumiram uma importância inquestionável, actualmente apenas um caldeireiro resistiu à evolução dos tempos.
Quem sobe a Rua dos Caldeireiros é impossível deixar de ouvir o som estridente do martelo a bater na chapa. Caminhando de encontro a esta sonância acabamos por encontrar uma placa publicitária da caldeiraria, já marcada pelas intempéries do tempo, onde pode ler-se: «Desde 1946». Mas José Santos, o único caldeireiro sobrevivente, garante que a data está errada e que o estabelecimento conta já com muitos mais anos.
José Santos tem 72 anos e há 50 que trabalha na única caldeiraria ainda aberta. Mesmo depois de se ter reformado continuou a trabalhar. Não pelo dinheiro, mas para estar “entretido” e essencialmente porque, reforçou, “parar é morrer”. Há sete anos que a caldeiraria está na sua posse apesar de o estabelecimento não ter ido parar às suas mãos por vontade própria, mas porque o patrão lhe pediu para tomar conta. A sua rotina diária é simples e meticulosa. Chega à caldeiraria por volta das 7h30 mas só abre o estabelecimento apenas às 9h00. Durante todo o dia fica à volta das ferrarias e fecha por volta das 20 horas. No entanto, o trabalho é cada vez menos e começa a tornar-se complicado manter a caldeiraria aberta. “Os cilindros eléctricos vieram tirar trabalho aos caldeireiros e aos poucos as oficinas foram fechando”, explicou.
Hoje em dia, José Santos vai arranjando alguns dos cilindros e fazendo alguns novos, até porque “a mão do homem é imprescindível”.

O fim de uma arte secular
Foi há cerca de 14 anos que as caldeirarias que deram nome à rua começaram a fechar e foi com tristeza que José Santos assistiu a todos esses encerramentos. “É com mágoa que vejo a minha arte a acabar. Se tivesse algum tipo de apoio da câmara, que me desse apenas para as despesas mantinha a caldeiraria aberta, nem que fosse apenas para continuar a cumprir a tradição desta rua”, apelou o caldeireiro, acrescentando que as artes antigas vão acabar junto com as pessoas que durante anos lhes deram vida.
Apesar das contrariedades, José Santos mantém a caldeiraria aberta, mas segundo os vizinhos já não é a primeira vez que este ameaça encerrar o estabelecimento. Actualmente, o caldeireiro conta apenas com um funcionário que vai lá “dar uma mão”. No entanto, confessa que os lucros nem sequer dão para as despesas. Por enquanto, o resistente caldeireiro vai fazendo jus à toponímia e é no Verão que se torna o ex-libris da Rua dos Caldeireiros, quando os turistas que por lá se passeiam lhe tiram fotografias enquanto martela nas chapas envelhecidas à entrada da caldeiraria.
O certo é que se José Santos fechar a caldeiraria encerra também um capítulo importante da cidade Invicta, o de uma actividade que durante vários séculos trouxe milhares de forasteiros à rua que ficou conhecida como sendo dos Caldeireiros.

O tempo dos caldeireiros
Com uma vida dedicada à arte da ferraria, José Santos recorda-se da rua dos Caldeireiros ser prolífera neste tipo de oficinas. Nesta altura, havia duas épocas altas durante o ano, a altura da Páscoa quando as confeitarias precisavam de tachos para fazer as amêndoas e a época das vindimas quando se faziam os alambiques para a feitura da aguardente. Fundiam-se ainda fogões a lenha, braseiros, caldeiras e faziam-se trabalhos artesanais em cobre martelado, chaminés e loiça decorativa.
José Santos ainda relembra com saudade o tempo em que a caldeiraria tinha sete funcionários e o trabalho “era mais que muito”. O horário de entrada era às oito da manhã e saíam apenas quando a lua já ia alta, por volta das nove da noite. Os tachos e braseiros enfeitavam a entrada da caldeiraria e convidavam a entrar.
Ferraria, pichelaria e funilaria eram apenas algumas das artes que também tinham representatividade nesta artéria, hoje em dia extintas. Na sapiência dos seus 72 anos, José Santos atreve-se a dar uma explicação para o encerramento das oficinas: “Os pais reformaram-se e os filhos não quiseram saber mais da arte”. No entanto, afirma que por vezes ainda vão lá algumas pessoas procurar por esse tipo de serviços.

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Insegurança
Assaltos diários

Nos dias de hoje a rua dos Caldeireiros não tem movimento praticamente nenhum, mas houve tempos em que as lojas comerciais ali existentes, tal como a Casa das Lâmpadas, a única ainda em funcionamento, tinham fila à porta. “Hoje em dia quem quiser abrir aqui um estabelecimento é para se desgraçar porque isto não tem movimento nenhum”, lamentou José Santos. Este gradual encerramento dos estabelecimentos comerciais deu lugar a um crescendo de actos de vandalismo. Uma das coisas que o caldeireiro mais lastima é o facto de, ultimamente, a rua dos Caldeireiros ter vindo a ser alvo de uma onda de assaltos. “Não há uma loja nesta rua que já não tenha sido assaltada”, sublinhou. A própria caldeiraria já foi assaltada por duas vezes. “Há alturas em que sinto medo de estar aqui sozinho, principalmente pela manhã e pela noite”, referiu. A falta de policiamento é uma outra das queixas apresentadas por José Santos. “É certo que a polícia faz a sua ronda por estas bandas uma ou duas vezes por dia, mas os ladrões sabem quando actuar”, frisou.

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Outras profissões
outras ruas
Para além da Rua dos Caldeireiros, a toponímia portuense privilegia ainda outras profissões que foram basilares para a cidade em séculos anteriores. O JANEIRO calcorreou algumas dessas ruas e foi à procura de vestígios ou até mesmo das actividades que deram nome às artérias. Começando pela antiga Rua Chã, actual Rua do Loureiro, o cenário com que nos deparamos é bem diferente daquele que em tempos, não muito longínquos, dava primazia ao comércio de electrodomésticos. Actualmente, os artigos chineses e indianos invadiram a artéria.

Das canastras
aos restaurantes
Descendo até à Ribeira bem defronte ao Rio Douro avistamos a rua dos Canastreiros. Em tempos, foi assento de operários da arte de fazer canastras. Hoje, poucas são as canastras feitas artesanalmente e nenhumas são feitas naquele local. O lugar privilegiado da Rua do Canastreiros fez com que ali se instalassem restaurantes e tascas que fazem as delícias de turistas e não só. Lembranças dos tempos em que os canastreiros ocuparam aquele local há apenas o nome de um restaurante «A Canastra da Ribeira».

Os móveis da Picaria
Quem sobe em direcção ao Túnel de Ceuta encontra do lado direito a Rua da Picaria. Como picaria é a arte de adestrar cavalos será, portanto, de admitir que houvesse por ali, em algum tempo, qualquer picadeiro, de que hoje não resta memória. Nos nossos dias, quase todos os estabelecimentos estão ligados à carpintaria e marcenaria, a par das lojas de venda de mobiliário. Actualmente quase que aquela artéria se poderia chamar rua dos Carpinteiros. Dos tempos em que os cavalos relinchavam por aqueles lados, apenas resta a fachada de um edifício que na época os acolhia. No presente é uma oficina de placas de fibras de madeira.

1.3.07

Rua SANTA CATARINA



"Inicialmente, a rua designava-se da Bela da Princesa e depois chamou-se Nova de Santa Catarina. A sua principal característica inovadora e digna de concepções urbanísticas dos Almadas é o ter sido construída em praticamente dois lanços, quilométricos, que, formando um ligeiro cotovêlo por alturas da Fontinha , correspondem a linhas absolutamente rectas. No seu percurso inicial e desde o pós-guerra, a Santa Catarina transformou-se na maior zona comercial "ao vivo" da cidade, de que a profusão de letreiros e anúncios em néon passou a constituir imagem inconfundível dos bilhetes postais. Imagem que é, digamos, o ex-libris do Porto moderno (enganosa, na feição cosmopolita que alterna com o escuro de outras ruas).
Ao longo dos vários quarteirões definidos pelos cruzamentos sucessivos, en ângulo recto,com as artérias que a atravessam, em Santa Catarina (como dizem os tripeiros) encontramos arquitectura de oitocentos, totalmente renovada ao nível do chão. Os estabelecimentos, onde predominam os de confecções, sucedem-se. Representando épocas da modernização das fachadas das lojas, muitas delas correspondem a um género de património para que nos encontramos pouco atentos (as fachadas, por exemplo, da Livraria Latina, na esquina das, outrora, escadas do adro de Santo Ildefonso, da Casa Porfírios e do Café Magestic são exemplares significativos de três épocas do comérco local)"


in "Porto - Novos Guias de Portugal" de Helder Pacheco

Texto e fotografia enviados por Francisco Oliveira



Na esquina com a rua Passos Manuel encontra-se o imóvel do antigo Café Palladium que foi concebido pelo arquitecto MARQUES DA SILVA para os Grandes Armazéns Nascimento em 1914 (hoje, 2004, é ocupado pela C&A e pela FNAC).
Nome antigo: Rua Bela da Princesa.
Capela das Almas, na esquina com a rua Fernandes Tomás, com um grande painel de azulejos(1).
Centro Comercial nos antigos locais do quotidiano "O Primeiro de Janeiro".
A ideia desta rua surgiu em 1701.
Camilo Castelo Branco casou-se com D. Ana Plácido a 9 de Março de 1888 no n°458.
Arnaldo Gama nasceu no n° 206.
No n° 467 nasceu ANTÓNIO NOBRE.
GUERRA JUNQUEIRO viveu no prédio com o n° 1018.
Busto de Camões (da autoria de ANTÓNIO CRUZ) na frontaria da Livraria Latina, logo no início da rua.


(1)Os azulejos são da autoria de JORGE COLAÇO, o mesmo da estação de S. Bento.