Nasci no Porto. Desde muito jovem percorri ruas e lugares. Frequentei pessoas e acontecimentos. Afastei-me da cidade. Voltei ao lugar onde vi a Luz. Com o passar do Tempo libertei-me de um certo bairrismo. A cidade não é minha, mas eu sou desta terra.
10.10.12
O Porto e os cinemas
O texto que se segue foi-me enviado em 2008 por uma pessoa amiga e tinha sido publicado pelo quotidiano "Público". Infelizmente o "link" apresentado já não funciona. Lamento igualmente que não esteja indicado o seu autor.
Localização - Praça da Batalha
Localização - Rua de Costa Cabral
Localização - Rua de Afonso Lopes Vieira
Localização - Rua de Costa Cabral
Localização - Rua de José Falcão/Rua das Oliveiras
Inauguração - 1949 (transformado em sala-estúdio em 1984)
Localização - Rua de Passos Manuel
Localização - Rua de Passos Manuel
Localização - Centro Comercial Pedro Cem (Rua de Júlio Dinis)
Localização - Centro Comercial Raione (Rua António Borges)
Localização - Centro Comercial Stop (Rua do Heroísmo)
Situação actual - mantém plateia e equipamento; tem servido como armazém e está à venda
9.10.12
Rua JOÃO DOS SANTOS FERREIRA
Rua perdida lá para os confins de Ramalde que dá mesmo com o seu fim na VCI. Descoberta quando andava à procura de um supermercado para as compras semanais.
Breve nota sobre o homem que deu o seu nome a esta artéria:
Foi Vereador da Câmara Municipal do Porto, na década de 60.
Fundou a delegação do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, do qual foi presidente, ficando ainda a dever-se a construção do Hospital de Oncologia do Porto e a doação dos terrenos.
In Jornal de Notícias - Arquivo da Toponímia
Libellés :
Freguesia: Ramalde
Localização :
4440-452 Porto, Portugal
8.10.12
Rua de CEDOFEITA - 478
Este prédio teve durante bastantes anos uma barbearia no seu rés-do-chão uma barbearia. Durante alguns anos na década de sessenta, a barbearia Costa foi o lugar onde cortava o meu cabelo.
"no Porto, cidade que amo tanto como a minha natal Lisboa pois que nela passei... dos anos mais livres e também dos mais duros da minha vida"
Prefácio de "Poesia I - 2ª edição
Jorge de Sena
Neste prédio viveu Jorge de Sena quando estudava na Faculdade de Engenharia, na altura na rua dos Bragas. Este prédio situa-se praticamente a meio-caminho entre esta faculdade e a de Farmácia, na altura na rua Aníbal Cunha, frequentada pela sua futura esposa Mécia Lopes.
Libellés :
artistas e escritores,
Freguesia: Cedofeita,
Imagens e Lugares do Porto,
poetas,
profissões
Localização :
Rua de Cedofeita 478, 4440-452 Porto, Portugal
ANTIGO QUARTEL DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS PORTUENSES
Há muitos anos votado ao esquecimento - Rua Fernandes Tomás
Um pouco sobre a origem da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Portuenses:
No inicio da década de 20 viveram-se momentos de conflito, motivados por uma conjuntura político-social originada pelas diferenças ideológicas entre os adeptos da monarquia e os que aderiram à República, implantada em 5/10/1910.
Isto levou a que a sociedade civil fosse também atingida por estas convulsões.
Esta dualidade de opiniões era sentida no seio dos B.V. do Porto, já que entre os seus elementos existiam adeptos das duas ideologias, que, não raras vezes travaram questiúnculas entre si. Além desta oposição política, a corporação vivia na instabilidade pois uns apoiavam a Direcção, na pessoa do seu presidente, José Machado Pinto Saraiva, contestado por outros, dominados pelos irmãos Saldanha, estes dotados de forte personalidade, e que tentavam impor a sua vontade aos demais.
Tais divergências levaram a que se formassem dois grupos distintos, no seio da corporação:
Os SAIAS, liderados por Joaquim Vieira e Arnaldo Leite.
Os SALDANHAS, liderados por Abílio e Álvaro Saldanha.
Nos primeiros meses de 1924 realizaram-se as eleições para a Direcção, o que agudizou ainda mais as relações entre as facções rivais, a tal ponto que durante o acto eleitoral, bastante tumultuado, a urna foi quebrada e os votos espalhados pelo chão. Tais factos levaram o grupo dos SAIAS a decidir-se pela cisão.
Poucos dias depois a Comissão Organizadora aluga um edifício na Rua do Bolhão, escolhendo o 9 de Abril - dia do aniversário da Batalha de La Lys - para fundarem a Associação Humanitária Dos Bombeiros Voluntários Portuenses.
Assim, nessa data, as ruas do Porto animaram-se duplamente, pois além de se comemorar o dia do Soldado Desconhecido, novos Soldados - os da PAZ - formavam mais um corpo de homens prontos a dar a sua vida pela cidade e pelos seus semelhantes.
Para primeiro Comandante do Corpo de Bombeiros foi convidado o Capitão de Artilharia Bernardo Gabriel Cardoso Júnior, que aceitou a nomeação.
O baptismo de fogo da Corporação dá-se pouco depois da formação,(a 16 de Julho de 1924) na Estamparia do Bolhão, muito perto do quartel. O sinistro, na altura considerado um dos maiores do país, destruiu completamente a enorme estamparia e três prédios contíguos.
A devotada acção dos Portuenses, ao lado dos outros Corpos de Bombeiros da cidade, evitou que este tomasse maiores proporções.
Em 1925 a primeira escola de bombeiros efectua o seu exame final. Também nesse ano é inaugurada oficialmente a primeira viatura de combate a incêndios, o P.S.P.-1, e que ainda hoje se encontra operacional.
As acções desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros, levaram, desde muito cedo, o Governo da Nação a reconhecer os seus méritos. Desta forma, em 1926 uma Portaria Governamental louva os "Portuenses", sendo considerados, logo em 1927, uma Instituição de Utilidade Pública.
Possivelmente para estas distinções concorreu o comportamento heróico dos haveres e quando a actuação dos Portuenses, no combate ao incêndio dos Correios da Praça da Batalha.>
Texto encontrado na internet sem referência ao texto original.
2.10.12
Um dia passará (talvez) por aqui uma avenida!
O que sei é que, se a coisa já está decidida, já era tempo de sabermos onde vai acabar! Será que atravessará o Parque da Cidade ou simplesmente terminará ali, sem saída, na Avenida da Boavista?
Sobre o mesmo assunto pode ver a actualização.
Localização :
4150-537 Porto, Portugal
Escola DR. AUGUSTO CÉSAR PIRES DE LIMA
"Não há nenhuma cidade, assim, que subitamente se não torne secreta"
Eugénio de Andrade
Mas quem foi o Dr. Augusto César Pires de Lima?
A resposta foi encontrada na página do Património Cultural Imaterial:
Augusto César PIRES DE LIMA (S. Tiago de Areias, 29/08/1888 - Caldas da Saúde, 21/02/1959)
"Em 1905 formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, exercendo atividades no âmbito da advocacia e na docência no Liceu de Vila Real (1906 a 1914), Liceu Central do Porto (1915), Liceu Freitas Branco, Escola Comercial Oliveira Martins, Escola Comercial de Mouzinho da Silveira e na Escola do Infante D. Henrique, presidindo à direção desta última. Foi ainda Professor de Literatura Portuguesa no Centro de Estudos Humanísticos do Porto. Foi autor de vários livros de leitura para o ensino primário, secundário e
técnico, que publicou em parceria com a Renascença Portuguesa, com especial interesse as edições escolares das obras de escritores portugueses.
Destacou-se no campo da Etnografia Portuguesa na primeira metade do século XX, dedicando parte fundamental da sua obra ao estudo da cultura tradicional do Douro Litoral e Minho. Integrou, em 1938, a Junta de Província do Douro Litoral, onde se manteve por quase vinte anos, no âmbito da qual viria a presidir a Comissão de Etnografia e História. Assumiu a direção da revista desta instituição, o Boletim Douro Litoral, no qual publicou parte fundamental da sua obra. A sua atividade etnográfica revelou ser das mais significativas entre as Juntas Provinciais e Distritais do nosso país, que surgiam neste período, confirmando a crescente expressão regionalista da Etnografia do século XX.
Foi responsável pela criação do Museu de Etnografia e História do Douro Litoral, de que assumiu as funções de direção, sucedendo-lhe, após a sua morte, o seu sobrinho Fernando Castro Pires de Lima.
A sua produção bibliográfica reuniu cerca de uma centena de opúsculos sobre Etnografia, Filologia e História e aproximadamente três centenas de artigos sobre temas agrícolas e outros de âmbito regionalista. O essencial desta obra que, se distribuiu entre as diferentes publicações científicas que colaborou, foi compilado em seis volumes dos seus Estudos Etnográficos, Folclóricos e Históricos, publicados entre 1947 a 1951, com o apoio da Junta de Província do Douro Litoral. Esta publicação sublinha a importância de que os seus trabalhos se revestem para a Etnografia Portuguesa, compreendendo tradições e expressões orais, arte popular, jogos e brinquedos infantis, técnicas e sistemas agrícolas, a habitação, medicina popular, entre outras temáticas que privilegiou.
Os seus primeiros trabalhos no domínio etnográfico privilegiaram os estudos sobre os Jogos e Canções infantis (1918), as Lendas (1919), e Adivinhas (1943). Procedeu ao estudo do Cancioneiro Popular de Vila Real (1924-1928), com materiais recolhidos por Luís Esteves Aguiar, alusivo a uma compilação de mil e duzentas quadras. Entre 1914 a 1921, dedicou às Tradições Populares de S. Tirso uma importante série de ensaios, publicados na revista Lusitana, numa análise comparada da sua investigação, alusivos à literatura
tradicional, nas suas variadas formas de narrativas orais, e aos costumes e tradições populares, em especial a temática da medicina popular."
Libellés :
Arte Pública,
escolas,
Freguesia: Bonfim,
Imagens e Lugares do Porto
Localização :
Rua António Carneiro 290, 4440-452 Porto, Portugal
Travessa do BOM RETIRO
Libellés :
Freguesia: Bonfim
Localização :
Travessa Bom Retiro, 4440-452 Porto, Portugal
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