7.5.13

Rua HENRIQUE ALVES COSTA

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O cinema está marginalizado na cidade! Tanto esta rua como a rua Invicta Filmes são ruas sem saída! Ambas na freguesia de Ramalde, não muito longe uma da outra...

Como a página da Toponímia da nossa Cãmara nada nos diz, sinto-me na obrigação de acrescentar algumas linhas.

Henrique Alves Costa nasceu em 1910 e faleceu em 1988. Cinéfilo, crítico de cinema foi uma figura importante na cidade e nos esforços que fez para a divulgação da cultura cinematográfica. Presidente da Direcção do Cineclube do Porto, dirigente associativo, entre outros da Cooperativa Artística Árvore. Pai de Isabel Alves Costa e de Alexandre Alves Costa. Para além de ter colaborado em diversos jornais também escreveu diversos livros sobre Cinema.

Ficam aqui algumas linhas de Sérgio C. Andrade, que bem o conheceu nas lides cineclubistas, publicadas na Ipsilon.

«A Cinemateca Portuguesa assinala hoje em Lisboa o centenário deste portuense que foi uma "figura da cinefilia nacional". A lembrar este crítico e cineclubista que marcou o auge do Cineclube do Porto estará o seu amigo de muitas décadas, Manoel de Oliveira
Eram, por assim dizer, dois "rapazes" da mesma idade. Conheceram-se no início dos anos 30 e tornaram-se amigos e companheiros de tertúlias, de viagens, de aventuras. Um fazia filmes (e continua a fazê-los), quando as circunstâncias o permitiam. O outro via filmes, criticava-os, defendia-os e ajudava a divulgá-los, quando achava que eles o mereciam.
Manoel de Oliveira (n. 1908) e Henrique Alves Costa (1910-1988) são os dois amigos de que falamos. Dois portuenses autodidactas na sua paixão pelo cinema. O primeiro tinha na sétima arte, então a dar ainda os primeiros passos como tal, a sua vocação primeira, que conciliava com a gestão da indústria herdada do pai. O segundo herdara também do pai a profissão de despachante oficial de alfândega, que exerceria toda a vida, mas era para o cinema que corria todas as horas restantes. "Conheci Henrique Alves Costa depois de ter apresentado o Douro, Faina Fluvial em Lisboa, no Cinema Condes, onde figurou no V Congresso Internacional da Crítica, na noite de 21 de Setembro de 1931."
Com estas palavras, Manoel de Oliveira vai começar a recordar o seu amigo, hoje à noite, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, na homenagem no centenário desta "figura histórica da cinefilia nacional", justifica a instituição. Para além do decano do cinema português e mundial, estarão presentes o realizador da geração do Cinema Novo José Fonseca e Costa e familiares e amigos do homenageado. O realizador de "Acto da Primavera" - o filme que será exibido na Cinemateca, e que era um dos preferidos de Alves Costa - acrescentará que a "boa amizade" entre ambos foi firmada num "forte interesse comum pelo cinema em geral e pelo cinema português em particular". E realçará o trabalho que o crítico e cineclubista dedicou à defesa do cinema português e, em particular, dos seus próprios filmes.
De facto, desde que viu "Douro, Faina Fluvial" - o filme que "de súbito colocava o incipiente cinema português à hora mais avançada do cinema mundial", escreveu mais tarde -, Alves Costa não mais deixou de acompanhar Oliveira. "Às vezes, sentávamo-nos à mesa para jantar e tínhamos de esperar uma hora que o meu pai acabasse de falar ao telefone com o Manoel", recorda Alexandre Alves Costa, afilhado do realizador. A primeira imagem que se guarda de Henrique Alves Costa - para além da figura jovial do velho senhor de bigode grisalho, óculos grossos e cigarro permanente na mão - é a do crítico de cinema e grande referência do Cineclube do Porto (CCP).
Não tendo integrado o núcleo fundador do Clube Português de Cinematografia, em 1945, a ele aderiu logo dois anos depois e foi sob a sua direcção que o CCP se tornou no maior do país, reunindo na década de 50 mais de 2500 sócios.
Semana histórica
Para além da exibição e debate dos filmes, o CCP organizou encontros de cineclubes e outras iniciativas, muitas delas em claro desafio à censura salazarista. Entre elas destaca-se a I Semana do Cinema Português, no Porto, em Dezembro de 1967, que reuniu um conjunto de jovens realizadores que aí mostraram os seus filmes, mas também apontaram pistas para o futuro de uma cinematografia que estava num beco sem saída, apesar das fitas inovadoras de Paulo Rocha ("Os Verdes Anos" e "Mudar de Vida"), Fernando Lopes ("Belarmino") e António de Macedo ("Domingo à Tarde"). "Do que foram esses dias no Porto, de onde nasceu o que viria a ser o Centro Português de Cinema e a possibilidade para a nossa geração de fazer filmes, em pleno marcelismo, lembro-me do clima de agitação e de euforia que tomou conta de todos e do papel catalisador que o Henrique Alves Costa teve na organização dessas jornadas", recorda o realizador António-Pedro Vasconcelos.
E revê essa figura com "um sorriso infantil, uma irreverência juvenil e um entusiasmo contagiante". Nessa semana histórica nasceu o movimento que haveria de convencer a Gulbenkian a apoiar a produção de cinema e criar a oportunidade a vários realizadores de fazerem a sua primeira longametragem, como aconteceu com o próprio António-Pedro Vasconcelos ("Perdido por Cem") e José Fonseca e Costa ("O Recado"), por exemplo.
Já depois do 25 de Abril de 1974, Henrique Alves Costa - que, "sendo de esquerda, sempre recusou a pertença a qualquer partido, porque não aceitava espartilhos", diz o filho Alexandre - não aceitou a influência que o Partido Comunista exerceu sobre o CCP, e também sobre o Instituto Português de Cinema (IPC), criado em 1973. Saiu do primeiro e apoiou a criação do alternativo Cineclube do Norte. "Decidi ir brincar com outros meninos", disse, então, a André Oliveira e Sousa, seu companheiro de aventuras cinéfilas, como agora recorda o expresidente da Federação Portuguesa de Cineclubes.
Vasconcelos recorda também a presença de Alves Costa no encontro que então teve, no Porto, com Oliveira, quando o autor de Aniki-Bobó subscreveu "um pacto secreto de resistência" contra a política jdanovista do PC e a sua influência no Instituto de Cinema.
O crítico de cinema Jorge Leitão Ramos só conheceu Alves Costa depois do 25 de Abril, nas I Conversações Cinematográficas Luso-Espanholas, no Porto, e no lançamento do Cinanima, em Espinho - de que ele foi uma espécie de "padrinho e mentor", nota o presidente do festival, António Gaio. "Ele era o homem que fazia coisas. E fazia-as com um grande dinamismo e facilidade de relacionamento humano", diz o crítico do Expresso, considerando essa sua faceta mesmo mais relevante do que a de crítico ou historiador de cinema. E destaca também a liberdade do seu discurso, como quando definiu António Lopes Ribeiro como "o homem que amou sinceramente o cinema e que mamou da teta dele alegremente".
Mas a história do cinema português não seria a mesma sem Henrique Alves Costa, que escreveu livros ("Breve História do Cinema Português", "A Longa Caminhada para a Invenção do Cinematógrafo" e "Raul de Caldevilla" são alguns títulos) e colaborou regularmente em revistas e jornais (Espectáculo, Invicta-Cine, Cinéfilo, mas também O Comércio do Porto e o Jornal de Notícias). Só não conseguiu ver concretizado um dos seus sonhos: a Cinemateca do Porto, de que foi o principal mentor desde que, no final dos anos 70, se ocupou da criação duma filmoteca no Museu Soares dos Reis.
É por isso que a homenagem do centenário tem hoje lugar na... Cinemateca em Lisboa. No Porto, na terça-feira, a Medeia Filmes dedica-lhe uma sessão no Estúdio Campo Alegre, exibindo "L'Atalante", de Jean Vigo, outro dos seus filmes favoritos.»




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6.5.13

PRELADA (2013)

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Entrada principal da Quinta da Prelada


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A Casa da Prelada


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Ainda em obras


« Situada na freguesia de Ramalde, junto ao Carvalhido, na rota dos Caminhos de Santiago (antiga estrada para a Galiza), a Quinta da Prelada elege-se como um dos espaços mais notáveis e grandiosos do aro do Porto. Concebido pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni, este vasto conjunto arquitectónico e paisagístico está subordinado a um eixo que estabelece um percurso desde a casa nobre até ao recinto onde se eleva uma torre, vulgarmente designada por "Castelo". 

A casa nobre, que foi residência da família Noronha de Menezes, previa quatro torres, à semelhança do Palácio do Freixo, tendo sido executada apenas um quarto da obra. Outro paralelismo com o Freixo encontra-se na sacada da torre que é tratada em profundidade, jogando com a espessura da parede. De resto, o desenho e a gramática decorativa empregue nos vãos da Casa da Prelada é facilmente reconhecível noutras obras de Nasoni.

Em 1758, Francisco Mateus Xavier de Carvalho, pároco de Ramalde, informa-nos, nas Memórias Paroquiais, que “as Cazas estão comesadas com riscos de Nazoni pintor italiano, que vive na cidade do Porto”. A propriedade pertencia a D. António de Noronha e Menezes de Mesquita e Melo, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo, e a sua mulher D. Isabel de Noronha e Menezes, irmã de D. Manuel, arcediago do Porto, que apadrinhou vários filhos de Nicolau Nasoni.

O portão nobre, posteriormente intervencionado por Nasoni, e a primitiva casa dos Noronha e Menezes devem respeitar à segunda metade do século XVII. Num desenho de Joaquim Vilanova, datado de 1833, vê-se a torre e o corpo central nasoniano, e, adossado a estes, uma construção mais baixa, restos da casa primitiva. Esta área foi demolida no final do século XIX e substituída por um corpo que procurou rematar o edifício.

Em 16 de Maio de 1903, D. Francisco de Noronha e Menezes, através do seu testamento, lega a Quinta da Prelada à Santa Casa da Misericórdia do Porto, da qual tomou posse em 1904. A Casa teve várias utilizações ao longo do século XX: Hospital de Convalescentes, em interligação e na dependência do Hospital de Santo António (1906-1960); Centro de Recuperação de Diminuídos Físicos (1961-1973); e, finalmente, Lar da Terceira Idade (1974-2003).

Em 1938, o lago, as fontes e a escadaria foram classificados como “Imóvel de interesse público”. Esta classificação foi revogada em 1977 e passou, também, a abranger a casa, os jardins e a mata.»

Publicado na página da Santa Casa da Misericórdia do Porto



Camarão não é marisco!

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O largo do Camarão.

Tão longe do mar, tão afastado do rio. Antes de iniciar a minha pesquisa sobre a origem do nome deste largo bem me parecia que o nome dele nada devia ter a ver com o marisco!

A resposta explícita está na página da Câmara Municipal. Mais uma vez a explicação é daquele estudioso que exaustivamente dedicou uma obra importante sobre a cidade, nomeio Eugénio Andrea da Cunha e Freitas e a sua "Toponímia Portuense".

«O largo do Camarão e a Rua, antiga viela, da Senhora das Dores ficam junto da rua de S. Victor, por trás do recolhimento de S. Lázaro. O recolhimento de viúvas pobres de Nossa Senhora das Dores, vulgarmente chamado do Camarão, foi ali fundado em 1870 por Francisco António Rebelier, confirmada a doação das casas de recolhimento e capela de N.Srª das Dores, em seu testamento de 2 de Maio de 1819. Foi depois mudado para as Fontaínhas, sob a administração da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Porque se chamava ao largo do Camarão? Porque ali morava, em 1698, um tal Manuel Gonçalves, o "camarão" casado com Maria Nogueira, pais de uma moça Antónia, recebida nesse ano, à face da igreja, com o pedreiro João de Sousa. Quem diria àqueles humildes mesteirais que a alcunha familiar perduraria séculos fora?»

4.5.13

Praça ALMEIDA GARRETT

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Não é o melhor ângulo desta praça, mas quem chegava de comboio à estação central era assim que a via.



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Uma memória.



3.5.13

IGREJA DOS REDENTORISTAS



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Este templo situa-se na esquina da rua Dr. Alves da Veiga com a rua da Firmeza. Tem entrada por esta última. 
O painel de azulejos que se encontra no exterior é da autoria de Fernando Fernandes e tem a data de 1954.



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No seu interior existe um fresco da autoria de Dórdio Gomes.



1.5.13

Rua ANTÓNIO PATRICIO (2013)

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Sobre António Patrício:
"Nasceu no Porto a 7 de Março de 1878, filho de Emília Augusta da Silva Patrício (doméstica) e de António José Patrício (armador e dono de uma agência funerária). A morte de três dos seus irmãos menores, vitimados pela tuberculose, haveria de o marcar para sempre.
Frequentou o Liceu Rodrigues de Freitas, no Porto, prosseguindo os seus estudos na Academia Politécnica dessa mesma cidade, no curso de Matemática, embora não o tenha concluído.
Em 1898, durante o período em que cumpre o serviço militar, casa-se com Alice Minie Josephine d'Espiney. No ano seguinte nasce o seu primeiro filho, Emílio d'Espiney Patrício. Nesse mesmo ano, António Patrício parte para Lisboa onde frequentará a Escola Naval (1899-1901) A partir de 1901 dedica-se aos estudos de Medicina na Escola Médica do Porto, concluindo o curso no ano de 1908, sem nunca vir a exercer tal profissão.
Em 1910 toma a decisão definitiva em relação à sua vocação, escolhendo a carreira diplomática. Nesse mesmo ano é nomeado cônsul de 2ª classe em Cantão. Antes disso porém, notabiliza-se numa missão na Corunha, onde consegue impedir com sucesso a entrada de um carregamento de armas destinadas aos monárquicos portugueses presentes na Galiza e sob o comando dePaiva Couceiro. Seguem-se as missões em Manaus e Bremen. É afastado da diplomacia em 1918, após desinteligências com o general Sidónio Pais, então em ascensão. Regressa ao serviço no ano seguinte, sendo destacado para Constantinopla. Em 1920 sofre bastante com a morte de um dos seus filhos, António Patrício Júnior.
Passará ainda por Londres e Caracas antes de regressar a Portugal, em 1928, iniciando funções na Secretaria de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Volvidos dois anos, é designado ministro de Portugal em Pequim, cargo que não chega a ocupar, vindo a falecer em Macau."

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O edifício conhecido como "Sede da Caixa de Previdência" situa-se nesta artéria no número 262.

O projecto inicial (1968) da autoria do arquitecto Arménio Losa era para um edifício de habitação. A conclusão do esqueleto data de 1973. Após um período de abandono a estrutura foi adaptada à função que tem actualmente. O edifício foi terminado em 1988. Outros arquitectos que tiveram uma intervenção no projecto: Alfredo Matos Ferreira e B. Madureira.