30.11.07

Praça PEDRO NUNES


liceu

Fotografia publicada e com localização no Flickr

Pedro Nunes foi cosmógrafo-mor do reino e um dos expoentes máximos da ciência portuguesa do século XVI.

Esta praça tem o nome actual desde 1936. Na planta de 1892 era aqui a Rua da Paz.

LICEU DE RODRIGUES DE FREITAS – A 20 de Março de 1922 o ministro da Instrução anuncia a próxima compra de 20.000 metros quadrados de terreno do antigo Passal do Priorado de Cedofeita para a construção do novo edifício do Liceu de Rodrigues de Freitas. Mais tarde a ditadura salazarista mudou-lhe o nome para D. Manuel II. Traço do arquitecto Marques da Silva. O liceu começou a funcionar neste edifício no ano lectivo de 1932/1933.

ver mais aqui: http://esrf.blogspot.com/2007/11/projecto-educativo-de-escola.html


29.11.07

Travessa das ALMAS

Algo que encontrei sobre o Largo dos Lóios


O mistério das ossadas da cerca dos padres Lóios

Fundação do Convento dos Lóios


Germano, Silva, Jornalista

Tomo conhecimento, através das páginas do "Jornal de Notícias", de que a SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto) vai abrir concurso público para a empreitada de demolição das inúmeras construções, clandestinas ou não, existentes no miolo do quarteirão compreendido entre a Praça da Liberdade, a Praça de Almeida Garrett, a Rua de Trindade Coelho e o Largo dos Lóios.

Trata-se, como facilmente se adivinha, do espaço que outrora serviu de cerca ao antigo mosteiro de Santo Elói, dos Cónegos Seculares de S. João Evangelista, que por ali tinham, também, a sua igreja e respectivo claustro.

Do convento, construído "junto do muro da cidade" (muralha fernandina), só a imponente fachada, hoje conhecida pelo edifício das Cardosas, chegou até aos nossos dias.

Os frades começaram a construí-la em meados do século XIX mas não lograram vê-la concluída porque, com a entrada do Exército Liberal no Porto, em 1832, fugiram da cidade, abandonando o convento, que lhes foi confiscado, e deixando as obras a meio.

Quem acabou a fachada foi Manuel Cardoso dos Santos, um rico negociante com fortuna ganha no Brasil e que comprou o edifício quando ele foi posto em hasta pública.

Uma das condições da venda era a de que teria de concluir a obra começada. O que fez. Com a sua morte o imóvel passou, por herança, para a mulher e filhas, que, por serem esposa e descendentes do Manuel Cardoso, passaram a ser conhecidas por Cardosas e daí o nome do prédio.

É tempo de voltar às obras projectadas pela SRU.

Conforme noticia o JN, para o Palácio das Cardosas está prevista a construção de um hotel de luxo e no subsolo do local onde outrora estiveram a cerca, o claustro e a igreja do convento vai ser construído um parque de estacionamento com três pisos e 260 lugares.

Era aqui que eu queria chegar.

O dr. Eugénio de Andréa da Cunha e Freitas, numa interessante monografia que escreveu sobre o Convento dos Lóios, termina um dos capítulos da seguinte maneira "… agora, na Casa de Deus, em vez dos honrados frades de Santo Elói, estão os gordos e opulentos senhores da Finança e da Indústria, perturbando, na febre do negócio e do lucro, o eterno descanso de tantas cinzas veneráveis que ali jazem…"

Pois é. Vamos aguardar a ver se as obras que aí vêm irão, ou não, ajudar a desvendar o mistério que rodeia umas tantas histórias já lendárias de cadáveres enterrados na cerca do mosteiro e no interior da própria igreja.

É que, logo a seguir à demolição dos anexos, virão os arqueólogos para pesquisar, entre outros, o sitio onde se vai construir o parque de estacionamento. O que se pede e se espera é que esse trabalho se realize com toda a profundidade de modo a que ajude a esclarecer muitas histórias que ainda permanecem envoltas na névoa do mistério e da dúvida.

Por exemplo em 1808 o corpo do general D. Francisco Taranco e Lhano, comandante da divisão da Galiza que ocupava o Porto, foi sepultado no jazigo que o visconde de Balsemão (o do palacete da Praça de Carlos Alberto) tinha na igreja dos frades Lóios. Durante a usurpação de D. Miguel também ali terão sido guardados os restos mortais do general Bernardo da Silveira. Em 1838 (ver caixa) a igreja foi demolida por estar em ruína e ser uma ameaça pública. Quando se tentava saber o que fora feita do túmulo do Balsemão e dos cadáveres que lá estavam, um cronista da época (Peres Pinto) não teve dúvida em afirmar que essas "ossadas e entulhos estavam a descansar no aterro da praça ou mercado do Bolhão…"

Mas há noticias de muitas outras sepulturas no corpo da igreja e na cerca do convento dos padres Lóios, muitas elas de difícil localização. Por exemplo, "na asa do Capítulo, junto ao claustro" foi sepultado D. Manuel de Sousa, que foi arcebispo de Braga; Filipe Gonçalves, cidadão do Porto, "morador defronte da Porta do Olival, da parte de dentro" teve sepultura em Santo Elói onde instituiu um morgado a que vinculou as suas casas da "Travessa que vai dos Coronheiros (actual Rua da Vitória) para a Rua das Flores. Ao pé de um altar colateral, do lado do Evangelho, esteve sepultada D. Maria… mulher do dr. Estêvão Monteiro da Costa a qual morreu em Junho de 1693; e "no cruzeiro, junto às grades" ficava a sepultura, coberta com lâmina de latão e com as armas dos Correias de Mariz, de Francisco Correia de Mariz. António da Costa, barbeiro e sangrador, morador na Rua dos Canos (a parte da Rua das Flores que vai da Praça de Almeida Garrett até à Rua de Trindade Coelho) para ser sepultado em Santo Elói deixou ao convento o seu casal da Quinta, em S. Cosme, Gondomar.

Enfim, tantas cinzas veneráveis de cujo destino muito pouco se sabe após a venda do mosteiro e a demolição da igreja. E será que vamos ficar a saber mais alguma coisa ?
...
para continuar a ler: Jornal de Notícias - O mistério das ossadasda cerca dos padres Lóios


28.11.07

Rua SARGENTO ABÍLIO

Há meses, há anos que eu passava ali naquele cruzamento e me prometia fazer uma foto sobre aquela rua.
Pra já, para já, porque era uma das raras ruas do Porto que se referia a um militar que não era Coronel, nem Marechal, nem Capitão. Era simplesmente dedicada a um sargento!
Depois havia também o facto que eu sabia perfeitamente que o sargento Abílio assim como o alferes Malheiro, e tantos outros que já foram esquecidos, participaram no 31 de Janeiro.
Bom, mas a fotografia foi tirada. Depois é que surgiram as dificuldades.
Seria uma maneira de começar a falar do "31 de Janeiro"? Ou simplesmente publicar umas linhas sobre o dito sargento? Optei pela segunda.
Erro meu, má fortuna. Descobri que o que estava publicado na Internet sobre o Sargento Abílio fazia referência a duas pessoas diferentes.
Mas que importa? aqui vai uma pequena referência a uma pequena rua da minha terra que se situa na longuínqua freguesia de Ramalde.



Fotografia publicada e localizada no mapa do Porto aqui


Sobre o Sargento Abílio temos duas notas biográficas:

Abílio de Jesus Meireles (Portugal, 1862 foi um militar português teve o seu momento de celebridade quando se deu a revolta militar do Porto em 31 de Janeiro de 1891. Era na altura primeiro sargento do regimento de cavalaria nº 9 e foi um dos que acompanhou aquele corpo quando se manifestou a favor do movimento revolucionário. Também foi conhecido simplesmente como sargento Abílio.
Publicado na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%ADlio_de_Jesus_Meireles

E também:
Sargento Abílio - ( n. 24/12/1860 em Freixo de Espada à Cinta, Distrito de Bragança f. 25/07/1923 no Porto ) O homenageado, Abílio Francisco de Jesus, foi um dos revoltosos do movimento de 31 de Janeiro de 1891. Teve assentamento de Praça em 25/06/1878, como voluntário, no Batalhão de Caçadores nº 3, foi promovido a Tenente, em 15/11/ de 1910 e a 1º Sargento, do Regimento de Caçadores nº 9. (Informação do Exército Potuguês, Arquivo Histórico - Arquivo da Toponímia)

Sobre o 31 de Janeiro de 1891 podem procurar também no artigo de Fernando de Sousa.

"A Revolta do Porto de 1891 é o primeiro clarão da República Portuguesa. Tantos anos passados, não são apenas os vultos do Alves da Veiga, do Sampaio Bruno, do Basílio Teles, do sargento Abílio, do João Chagas e do tenente Coelho que persistem na sua lição exemplar. Não são só os acordes de «A Portuguesa» e pouco tempo depois a estrofes admiráveis da «Pátria» do Junqueiro... É a soberba legião dos emigrados que fugiram para Espanha e para França, dos degredados da África, é a longa lista dos bons homens condenados — os cidadãos anónimos, os soldados, os cabos e os sargentos da insurreição —, e aqueles rapazes de Coimbra, muitos dos quais haviam de implantar a República em Outubro de 1910.

Nesta aliança e no quadro dos sacrifícios, é que nós nos queremos ver como num espelho.

Manuel Mendes"

Pode continuar a ler aqui

27.11.07

De volta à rua das Águas Férreas



Fotografia publicada e localizada no Flickr


Na realidade quando eu estava a preparar a publicação da "Rua das Águas Férreas" o meu objectivo era mais poder falar sobre Oliveira Martins que ali tinha morado quando da construção da "Linha da Póvoa".

Depois do comentário do "denudado", era mais do que evidente que se tornava necessário voltar a falar daquela rua.

Já agora deixo ficar aqui mais um apontamento pois em frente à escultura de homenagem a Oliveira Martins podemos encontrar o célebre "Bairro da Bouça".

Assim deixo ficar uma breve nota sobre Joaquim Pedro de Oliveira Martins publicada pelo Instituto Camões:

"

Historiador, economista, antropólogo, crítico social e político, a sua acção e os seus trabalhos suscitaram controvérsia e tiveram considerável influência, não apenas em historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX, mas na própria vida política portuguesa contemporânea.

Desde 1867, Oliveira Martins experimentou diversos géneros de divulgação cultural: romance e drama históricos, ensaios de reflexão histórica e política e doutrinária. Mas essas tentativas, de valor desigual, não alcançaram grande sucesso. Em 1879, dá-se uma inflexão no seu percurso intelectual, com o início da publicação da Biblioteca das Ciências Sociais, de sua exclusiva autoria. Embora alheia a intenções doutrinárias e ao espírito de sistema dominante na época (positivismo, determinismos vários), não deixaria de, pontualmente, exprimir estas tendências. Pelo largo fôlego e diversidade de matérias que pretendia abarcar - história peninsular, história nacional e ultramarina, história de Roma, antropologia, mitos religiosos, demografia, temas de economia e finanças, etc. - a colecção constituiu um projecto sem precedentes no meio cultural português da Regeneração, com o objectivo de generalizar todo um conjunto de saberes entre um público alargado. O empreendimento editorial ficaria marcado pelo autodidactismo de Oliveira Martins, uma curiosidade científica sem limites e um bem evidente pendor interdisciplinar e globalizante. Esse autodidactismo é afinal indissociável do próprio percurso biográfico e profissional do historiador.

Na verdade, devido à morte do seu pai, Martins não chegara a concluir o curso liceal e cedo se dedicou à actividade profissional como empregado em duas casas comerciais (1858-70). Exerceu depois funções de administrador de uma mina, na Andaluzia (Santa Eufémia, 1870-74). De novo em Portugal, dirigiu a construção da linha ferroviária do Porto à Póvoa e Famalicão e foi administrador da respectiva Companhia ferroviária. Entretanto era eleito presidente da Sociedade de Geografia Comercial do Porto (1880) e depois nomeado director do Museu Industrial e Comercial do Porto (1884). Exerceu ainda as funções de administrador da Régie dos Tabacos (desde 1888), da Companhia de Moçambique (1888-90) e fez parte da comissão executiva da Exposição Industrial Portuguesa (1888).




Em 1885, Oliveira Martins aprofundava a sua prática de redactor da imprensa periódica com a fundação d'A Província (1885) e depois, já em Lisboa, d'O Repórter (1888). Para além destas experiências profissionais tão diversas e na sequência de várias candidaturas a deputado (1878-83), convicto da necessidade de reformar profundamente a vida política nacional, aderia ao Partido Progressista (1885), partido em que dinamizaria a chamada Vida Nova. Era eleito deputado (sucessivamente, de 1886 a 1894) e, em 1899, nomeado Ministro da Fazenda no ministério de José Dias Ferreira. Desempenharia este cargo apenas por quatro meses, devido a divergências com o chefe do governo.

Na sua extensa obra podem distinguir-se as seguintes fases:

  1. 1867-1871: estreia, em múltiplos géneros (romance histórico, drama, crónica, crítica literária, artística, social e política); é uma fase sincrética de experimentação de ideias e primeiros tentâmes críticos.
  2. 1872-78: ensaio de temática histórica (1872 e 1878); crítica social e política; textos de doutrina e reflexão sobre o socialismo (1872-73); crónica de actualidade, de incidência diversa (Revista Ocidental, 1875); desenvolve-se e alarga-se, em termos de problemática, a anterior experimentação, centrando-se agora em três grandes áreas, a história e o pensamento social e político e os estudos sobre finanças. De apologista de uma república social e federalista, na sequência do malogro da República em Espanha, depressa passa a crítico sagaz do republicanismo (1873-74) e teórico do socialismo catedrático.
  3. 1879-1885: publicação da Biblioteca das Ciências Sociais, de temática muito variada, em que à aprendizagem do seu autor corresponde, de imediato, a apresentação pública dos resultados dessa auto-formação. Define-se um vasto projecto de divulgação cultural e científica. Aprofunda-se e estrutura-se a visão da história de Portugal e abrem-se novos campos à sua curiosidade científica: geografia, arqueologia, antropologia, sociologia, psicologia colectiva, economia.
  4. 1885-1894: crónica política na imprensa periódica, ensaísmo histórico (por exemplo, Portugal nos Mares), biografias históricas e crónicas de viagem (respeitantes a Inglaterra e Espanha). Corresponde, em parte, à fase de mais intensa actividade política (1885-1892), ao abandono da Biblioteca das Ciências Sociais e à concepção de um plano de biografias históricas (desde 1889), concentrando-se o seu interesse no período áureo da história nacional (dos finais do séc. XIV ao séc. XVI) e nas suas personalidades representativas (Os filhos de D. João I, Nuno Álvares Pereira, D. João II). Esse tempo forte encerrava, a seu ver, as melhores experiências políticas e éticas para o presente.

Quer no plano historiográfico quer no plano político-ideológico, Oliveira Martins ocupa um lugar singular no panorama cultural e político português da segunda metade do séc. XIX, que sempre resiste a quaisquer etiquetas que se lhe aponham. Teórico do socialismo de inspiração proudhoniana, evoluindo depois no sentido do reconhecimento da relevância da autoridade e da razão de Estado? Mentor do grupo dos Vencidos da Vida, no final do decénio de 1880? Historiador romântico, cultor de uma história narrativa, dramática, de expressão artística? Historiador metafísico, pessimista, filósofo da história? Divulgador de uma antropologia de cariz evolucionista e darwinista? Poderá admitir-se tudo isso, sem dúvida. Mas também é verdade que não deixou de manifestar uma intencionalidade científica (veja-se, por exemplo a História da Civilização Ibérica, 1879), teorética, de integração de uma pluralidade de métodos e saberes (geografia, antropologia, economia, ciência política, psicologia, história) numa leitura global da evolução histórica nacional e da própria humanidade.

Como também evidenciou, sobretudo nas biografias históricas do final da vida, a par de indiscutíveis qualidades literárias e ensaísticas, empenho na pesquisa e utilização de fontes, nas quais procura escorar as suas obras. Sem esquecer a preocupação em rever aturadamente os seus trabalhos e pontos de vista anteriores: lembrem-se as sucessivas reestruturações a que submeteu o plano da Biblioteca das Ciências Sociais, a revisão da História de Portugal, tendo em conta diversas críticas que lhe haviam sido dirigidos, a reelaboração de Os Lusíadas. Ensaio sobre Camões e a sua obra (versão original, 1872) em 1891, ou as diversas propostas de periodização do percurso histórico nacional que sucessivamente adoptou. Todavia, as qualidades do prosador de largos dotes artísticos sobrepõem-se, por vezes, às exigências do rigor histórico.

No plano político, não deixa de ser sintomático o modo tão díspar como a sua intervenção na sociedade portuguesa foi julgada pelos seus contemporâneos. É um facto que aceitou o apoio de regeneradores numa candidatura independente a deputado (1878). Tal como aceitaria ser candidato oficial pelo Partido dos Operários Socialistas de Portugal às eleições de 1879, ou ainda integrar uma lista republicana candidato às eleições municipais de 1883, no Porto. São conhecidas as suas intenções reformadoras quando aderiu ao Partido Progressista (1885). Percurso muito criticado e discutido, deve contudo compreender-se tendo em conta a apreciação que Oliveira Martins fazia da vida política nacional e das suas insuficiências no ponto de vista da relação entre os políticos e a sociedade civil e sobretudo das limitações da opinião pública. Bem como nunca perdendo de vista o quadro do seu projecto reformista, independente e suprapartidário, não prescindindo, todavia, do concurso dos partidos políticos, e tendo em conta a subalternização da questão formal do regime (atitude que partilhava com Antero de Quental). A multiplicidade de pontos de vista que sempre aflora em tão diversa reflexão teórica complexifica extremamente a compreensão do seu legado .

Ainda hoje a obra de Oliveira Martins suscita interpretações e juízos tão desencontrados como há um século atrás - sobretudo no que respeita à sua historiografia e ao pensamento social e político que deixou. O que permanece indiscutível é a indelével presença do seu espírito crítico entre nós, a fina lucidez da sua compreensão dos problemas portugueses.

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Bibliografia Activa
(seleccionada)

  • Febo Moniz,, Lisboa, Empresa Lusitana Ed. s.d. (1867);
  • Os Lusíadas. Ensaio sobre Camões e a sua obra, em relação à sociedade portuguesa e ao movimento da Renascença, Porto, Imprensa Portuguesa Ed., 1872.;
  • Teoria do socialismo (pref. de António Sérgio), Lisboa, 1952 (1.ª ed., 1872);
  • Portugal e o Socialismo (pref. de António Sérgio), 2.ª ed., Lisboa, 1953 (1873);
  • A circulação fiduciária. Memória apresentada à Academia Real das Ciências de Lisboa, Lisboa, PAMP, 1923 (1878);
  • História da civilização ibérica, 8.ª ed., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1946 (1.ª ed., 1879);
  • História de Portugal. Edição crítica (introd. de Isabel de Faria e Albuquerque e pref. de Martim de Albuquerque), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, s.d. [1988];
  • Portugal Contemporâneo, 3 vols., Lisboa, Guimarães Editores,, 1953 (1.ª ed., 1881);
  • O Brasil e as colónias portuguesas, 5.ª ed., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1920 (1.ª ed., 1880);
  • Elementos de Antropologia, 7.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1954 (1880);
  • As raças humanas e a civilização primitiva, 4.ª ed., 2 vols., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1921 (1881);
  • Sistema dos mitos religiosos (pref. de José Marinho), 4.ª ed., Lisboa, 1986 (1882);
  • Quadro das instituições primitivas, 3.ª ed., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1909 (1883);
  • O Regime das riquezas, 3.ª ed., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1917 (1883);
  • Tábuas de cronologia e geografia histórica, Lisboa, Livraria de António Maria Pereira Ed., s. d. ( 1.ª ed., 1884);
  • Política e economia nacional, 2.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1954 ( 1.ª ed, 1885);
  • História da República Romana, 4.ª ed., 2 vols, Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1927 (1885);
  • Camões, Os Lusíadas e a Renascença em Portugal, 4.ª ed., Lisboa, Guimarães Ed., 1986 (texto correspondente ao da 2.ª ed., 1891);
  • Portugal nos Mares, Lisboa, Guimarães Editores, 1994 (1889 e 1924);
  • Os filhos de D. João I, 2 vols., Lisboa, Guimarães Editores, 1983 (1.ª ed., 1891);
  • A vida de Nun'Álvares, 9.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1984 (1.ª ed., 1893);
  • A Inglaterra de hoje, Lisboa, Guimarães Editores, 1951 (1893);
  • Cartas peninsulares, Lisboa, Liv. António M.Pereira, 1895;
  • O Príncipe Perfeito (pref. de H. Barros Gomes), 6.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1984;
  • Dispersos (sel., pref. e notas de António Sérgio), 2 vols, Lisboa, Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1924;
  • Correspondência de J.P. de Oliveira Martins, (pref. e anotada por F.A. de Oliveira Martins, Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1926;
  • Perfis (pref. de Luís de Magalhães), Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1930;
  • Páginas desconhecidas (Introd., coorden. e notas de Lopes de Oliveira), Lisboa, Seara Nova, 1948;
  • Literatura e filosofia (pref. de Cabral do Nascimento), Lisboa, Guimarães Editores, 1955;
  • O Jornal, Lisboa, Guimarães Editores, 1960;
  • Política e história, 2 vols., Lisboa, Guimarães Editores, 1957;
  • Fomento rural e emigração, 3.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1994.

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Bibliografia Passiva

  • Cadernos do Noroeste. Actas do Colóquio Oliveira Martins, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, vol.7, n.º 1, 1994;
  • Pedro CALAFATE (introd. e selecção de textos), Oliveira Martins, Lisboa, Ed. Verbo, 1990;
  • Fernando CATROGA, "História e ciências sociais em Oliveira Martins", in História da História em Portugal sécs. XIX-XX, Lisboa, Círculo de Leitores, 1996, pp. 117-159;
  • Fidelino de FIGUEIREDO, História d'um "Vencido da Vida", Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1930;
  • Paulo FRANCHETTI, "No centenário da morte de Oliveira Martins", J.M. Eça de Queiroz, J.P. Oliveira Martins, Correspondência, São Paulo, UNICAMP, 1995;
  • V. Magalhães GODINHO, Ensaios III. Sobre teoria da história e historiografia, Lisboa, Sá da Costa, 1971;
  • Manuel Viegas GUERREIRO, Temas de antropologia em Oliveira Martins, Lisboa, ICLP, 1986;
  • Amadeu Carvalho HOMEM, "Oliveira Martins", História de Portugal (dir. de João Medina), vol. IX, Lisboa, Ediclube, 1993, pp.145-148;
  • Inventário do espólio de Oliveira Martins (org. de Maria José Marinho e A. Braz de Oliveira; cronol. de Carlos Maurício), Lisboa, 1995;
  • Joaquim Pedro de Oliveira Martins. In Memoriam, s.l., n.d.(1902);
  • Eduardo LOURENÇO, "Lembrança de Oliveira Martins - história e mito", Oliveira Martins e os críticos da História de Portugal, Lisboa, IBNL, 1995;
  • Álvaro M. MCHADO, Les romantismos au Portugal. Modeles etrangers et orientations nationales, Paris, FCG, 1986;
  • Guilherme de Oliveira MARTINS, Oliveira Martins. Uma biografia (pref. de Eduardo Lourenço), Lisboa, s.d.;
  • Sérgio Campos MATOS, "Na génese da teoria do herói em Oliveira Martins", Estudos em homenagem a Jorge Borges de Macedo, Lisboa, INIC, 1992, pp. 475-504;
  • Id., Historiografia e memória nacional no Portugal do século XIX (1846-1898), Lisboa, Ed. Colibri 1998;
  • Carlos C. MAURÍCIO, A imagem humana. O caso de Oliveira Martins, 1867-1955, Lisboa, ISCTE, 1995 (dactil.);
  • João MEDINA, As Conferências do Casino e o socialismo em Portugal, Lisboa, Pub. D. Quixote, 1984;
  • Augusto Santos SILVA, Oliveira Martins e o socialismo, Porto, Afrontamento, 1987;
  • Id., Palavras para um país, Lisboa, Celta, 1997;
  • Albert SILBERT, "Oliveira Martins et l'Histoire", Regards sur la génération portugaise de 1870, Paris, FCG, 1970;
  • Abdoolkarim A. VAKIL, "Caliban na Biblioteca: Oliveira Martins, ciências sociais, cidadania e colonialismo", Estudos Portugueses e Africanos, n.º 25/26, 1995, pp.109-127;
  • "Leituras de Oliveira Martins. História, ciências sociais e modernidade económica" (1995), Actas do Congresso Internacional Oliveira Martins: literatura, história e política (no prelo).

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Obras Traduzidas em Espanhol

  • História de la Civilización Ibérica (trad. Luciano Taxonera), Madrid, 1894 (há várias outras edições, de 1926, 1946, etc.; há também duas edições pub. em Buenos Aires, com revisão e prólogo de Xavier Bóveda, 1944 e 1951 e uma sob o título de La Civilización Ibérica, México, Ed. Intercontinental, 1944);
  • Los Hijos de D. Juan I. pincepes, guerreiros y navegadores fundadores de un imperio, Buenos Aires, Ed. Atalaya, 1946;
  • Navegaciones y Drescobrimentos de los portugueses anteriores al viaje de Colon, Madrid, 1892 (há trad. francesa de Alexandre Boutroue, Paris, 1893).

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Obras Traduzidas em Inglês

  • The History of Iberian Civilization (trad. de Aubrey Bell e pref. de S. Madariaga), Londres, Oxford University Press, 1930;
  • The Golden Age of Prince Henry the Navigator (trad. de Os filhos de D. João I com anotações de Johnston Abraham and W. E. Reynolds, Londres, Chapman and Hall, 1914;
  • The England of Today (trad. de C.J. Wildey), Londres, G. Allen, 1896.

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Iconografia

Duas fotos reproduzidos em Guilherme de Oliveira MARTINS, Oliveira Martins. Uma biografia (pref. de Eduardo Lourenço), Lisboa, s.d, junto à p.208 e uma terceira reproduzido em António José Saraiva, História ilustrada das grandes literaturas. Literatura portuguesa, Lisboa, Ed. Estúdios Côr, 1966, p.240

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Trechos Significativos de Algumas Obras

História de Portugal. Edição crítica (introd. de Isabel de Faria e Albuquerque e pref. de Martim de Albuquerque), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, s.d. [1988];

"Advertência, vol. I, pp.VII-VIII (concepção de história: "A história é sobretudo uma lição moral (...) facto incontestável na vida das sociedades", 1.32, p. VIII);

Idem, vol.II, p.262 (sobre D. João VI: "Representante quase póstumo.... filha do Barbadão")

História da Civilização Ibérica, 8.ª ed., Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1946 (1.ª ed., 1879): livro IV, cap. 11 pp.221-222 ( o misticismo espanhol: "A força criadora da natureza produziu espontaneamente um fenómeno singular na Europa (...) Marrocos e a Espanha"; o futuro dos povos peninsulares: Livro Quinto, cap. III, pp.327-328: "Nós acreditamos firme e diremos até piamente (...) a Espanha do passado");

Portugal contemporâneo, vol. 3, Lisboa, Guimarães Ed., 1953, Livro VI, cap-IV- Conclusões, pp.302-310 (reflexão sobre Portugal e os seus problemas cerca de 1881: "O que nos interessa a nós saber(...) Ser-lhe-á dado acordar ainda a tempo?"

História da República Romana, 4.ª ed., vol.II, Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1927 (1885), pp.357-359: "Finalmente! As províncias estavam submetidas (...) acabara de reduzir a pó a força antiquíssima do Senado."(sobre César)."


O Portal da História também publica uma biografia de Oliveira Martins aqui:

http://www.arqnet.pt/portal/biografias/oliveira_martins.html


Sobre o "SAAL Norte" o mais importante da documentação encontra-se aqui:

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=Espolio119



Largo dos LÓIOS I




Fotografia publicada e localizada no Flickr

Mais ao menos onde hoje começa a Rua dos Clérigos, na embocadura do actual Largo dos Loios, existia rasgado na muralha Fernandina, um postigo denominado das Hortas, ou de Santo Elói, e nele principiava um pouco em diagonal, para a Rua do Souto (Caldeireiros) uma rua que se chamava de Mendo Afonso - sujeito que não sabemos quem fosse. A rua de Mendo Afonso, segundo Horácio Marçal, desapareceu na 1ª década do séc. XVII, abrindo-se no lugar dela um Terreiro que junto ao rossio já existente deu origem ao L. dos Lóios de hoje. Na planta de Costa Lima denomina-se Rua de santo Elói, a parte mais estreita do largo, entre as Ruas de Trindade Coelho e dos Caldeireiros, e que talvez seja ùltimo vestígio da velha Rua de Mendo Afonso ou Postigo de Men Afonso. (Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas)


26.11.07

Rua TRINDADE COELHO




Fotografia publicada e localizada aqui

Esta rua era designada no Roteiro de 1933 como rua de D. Maria II.


Sobre Trindade Coelho:

José Francisco Trindade Coelho nasceu em Mogadouro a 18 de Junho de 1861. Ficou órfão de mãe ainda e criança e partiu para o Porto com o pai onde fez os estudos liceais num colégio interno. Estudou Direito em Coimbra, onde iniciou a sua actividade literária, colaborando em diferentes periódicos e fundando outros.

Em 1895 era juiz em Lisboa. À carreira jurídica juntou, na altura, a actividade literária e jornalística, bem como uma importante actividade pedagógica. Nesta sequência, publicou, entre várias, o ABC do Povo (1901), livro adoptado oficialmente nas escolas públicas.

Em "Os meus amores" observa-se a recriação de gentes e lugares, motivada pela saudade.

O próprio autor esclarece, em Autobiografia, que os contos não teriam existência se vivesse na sua terra.

A obra literária de Trindade Coelho revela a tendência de um certo neo-romantismo nacionalista e neogarretista.

Suicidou-se em Lisboa a 9 de Junho de 1908.


Algumas obras:

Os Meus Amores, 1891

A ABC do Povo, 1901

In Illo empore, 1902

O Primeiro Livro de Leitura, 1903

Manual Político do Cidadão Português, 1906

Autobiografia e Cartas, 1910



Os Meus Amores - contos de Trindade Coelho
http://www.ficcoes.net/biblioteca_conto/os_meus_amores.htm

Publicado aqui: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/contomes/21/escreveu.html