27.2.13

CAFÉ S. LÁZARO

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Durante algumas décadas foi o café dos artistas da cidade, anexo da Escola de Belas Artes. Contrariamente ao Piolho com as suas placas de mármore nas paredes ou da "Closerie des Lilas" com os nomes nas mesas, este café nunca mais será o que foi!

Assim de memória, sem procurar nos livros: por lá passaram os "quatro vintes" e muitos mais dos anos sessenta do século vinte: o Eugénio de Andrade (que habitava não muito longe) aquela malta toda de Belas-Artes que fazia escala ao ir ou ao vir da escola, o Zeferino que lá ia tomar café depois de jantar na "Morte Lenta", os "ratos de biblioteca" pois a Municipal estava mesmo ao lado, o J. P. Pereira porque S. Lázaro era "in" e outros tantos daqueles tempos que esqueço. Durante mais algumas décadas continuou a ser o café de arquitectos, artistas plásticos e outros professores de educação visual.

Segundo fontes fidedignas a decadência começou com uma mudança de gerência que aconteceu nos anos 90. 

Hoje é um café tipo "pastelaria" sem bilhares, bastante amorfo durante a tarde, à noite não me convidem a lá passar.


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