12.11.07

Praça GONÇALVES ZARCO

cavaleiro azul

O Cavaleiro Azul

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Quem foi João Gonçalves Zarco?

"Seguiu desde muito novo a carreira marítima, e por mais de uma vez exerceu o comando das caravelas, que guardavam as costas do Algarve. Quando o infante D. Henrique se lançou no caminho das explorações marítimas, João Gonçalves Zarco foi o primeiro que se lhe ofereceu para o coadjuvar nesses empreendimentos. Aproveitando o oferecimento, o infante D. Henrique, em 1418, mandou preparar um barco, e entregando-o a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira, mandou-os ou demandar terras desconhecidas, ou procurar umas ilhas que já apareciam nos mapas, e a que teriam aportado 50 ou 60 anos antes outros navegadores portugueses. João Gonçalves Zarco chegou depois dalguns dias de viagem, à ilha que chamou de Porto Santo, voltando logo a Portugal a dar conta do resultado da sua expedição. O infante ficou satisfeitíssimo, e tratou logo de colonizar a ilha. Ordenou pois a João Gonçalves Zarco e a Trintão Vaz Teixeira que voltassem a Porto Santo, dando-lhes por companheiro outro criado da sua casa, chamado Bartolomeu Perestrelo. Foi nessa segunda viagem que descobriram ou demandaram a ilha da Madeira, saindo Tristão Vaz e Gonçalves Zarco do Porto Santo no dia 1 de Julho de 1419, e indo aportar à Madeira no ponto a que chamaram de S. Lourenço, por ser de S. Lourenço, também o nome do navio que os conduzia. Fizeram depois em torno da ilha uma viagem de circum-navegação, e foram pondo nomes aos diferentes acidentes da costa. Nessa viagem recebeu a principal baía da ilha o nome de Baía do Funchal, e uma grande lapa onde se escondiam muitos lobos que os viajantes caçaram, o nome de Câmara de Lobos, tomando desse sitio o próprio João Gonçalves Zarco e os seus descendentes o apelido de Câmara.
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Voltando a Portugal, receberam os dois navegadores do infante o devido premio. Confirmou a João Gonçalves Zarco o apelido de Câmara, e deu-lhe por armas escudo em campo verde, e nele uma torre de menagem com cruz de ouro, e dois lobos-marinhos encostados à torre com paquife e folhagens vermelhas e verdes. e por timbre outro lobo-marinho sentado em cima do paquife. Além disso, dividindo a ilha em duas capitanias, fez mercê duma delas, a do Funchal, a João Gonçalves Zarco. Partiu este para a sua ilha, depois de ter casado com uma senhora por nome Constança Rodrigues de Almeida, e todo se entregou à colonização da sua maravilhosa propriedade. Não se esqueceu contudo dos seus deveres de cavaleiro, nem sobretudo da multa gratidão que devia ao infante D. Henrique, e, quando este quis tentar a expedição de Tanger, veio pôr-se à sua disposição. No cerco de Tanger foi armado cavaleiro pelo infante, e tendo escapado com vida a essa desastrosa expedição, tornou para a Madeira, onde, aproveitando as ricas maltas que existiam ali, fez construir alguns navios com que de vez em quando auxiliou o infante nas suas expedições de descobrimento para além do cabo Bojador. Diz-se que foi ele, mas não se sabe com que fundamento, o primeiro que pôs a artilharia a bordo. Esses instrumentos guerreiros eram então bem imperfeitos e de bem pouco serviam, mas, assim como eram, se alguém se lembrou de a pôr a bordo, foram de certo portugueses que precisavam bem de todos os meios de defesa que o génio humano lhes pudesse sugerir para se defenderem nas aventurosas expedições que tentavam contra desconhecidos perigos. Os navios de Gonçalo Zarco figuraram, como se disse, nos descobrimentos para além do cabo Bojador, e um sobrinho de Gonçalves Zarco, Álvaro Fernandes, foi um dos nossos descobridores mais felizes e audaciosos. João Gonçalves Zarco morreu na segunda metade do século XV, cheio de anos e de felicidades, deixando filhos que foram tronco de algumas das mais nobres famílias portuguesas. O ramo principal da sua casa é hoje representado pelos descendentes dos condes e marqueses da Ribeira Grande."

Anteriormente este Largo teve o nome de Rotunda do Castelo do Queijo.

10.11.07

Rua da BOA NOVA



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Capela do Senhor da Boa Nova na Rua D. Manuel II



...A rua da Boa Nova, já figura com esta designação na planta redonda de Black, de 1813. Deu nome à artéria a pequenina capela do Senhor Jesus da Boa Nova, felizmente ainda existente, na rua de D. Manuel II. Esta capela, erigiu-a a antiga confraria de S. José e S. Brás, de carpinteiros, escultores, enxambladores, violeiros e torneiros, no ano de 1782, no mesmo lugar onde, em 1628,o piloto-mor da carreira da Índia, Pantaleão Gomes, de Miragaia, mandara levantar um padrão em honra do Senhor Jesus de Bouças - padrão de que existem ainda vestígios....(Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas)

Observações
Martinho Caldeira historiou tudo isto pormenorizadamente num curioso artigo publicado no boletim dos Amigos do Porto (1954).

Ver igualmente o texto de Germano Silva que eu publiquei aqui:
ruas da minha terra - Porto: Para onde foi o cruzeiro do Senhor da Boa Nova?


7.11.07

Para onde foi o cruzeiro do Senhor da Boa Nova?


Palácio dos Monfalins antes da abertura da "Júlio Dinis"

Chegou mais um recheado lote de cartas (fora as mensagens de correio electrónico) e com elas veio mais uma mão- cheia de perguntas, todas muito curiosas e pertinentes. Mas, por limitação de espaço, só a uma posso responder. E a escolha caiu na de um leitor que, conta ele, visitou há tempos a capela do Senhor da Boa Nova (defronte do Palácio de Cristal) à procura de um cruzeiro que, segundo julgava saber, por ali esteve erguido em tempos idos mas que não encontrou. Gostaria que o informassem acerca do sumiço que levou aquele "rústico padrão de fé" e desde quando é que o bispo do Porto deixou de residir no palacete dos condes de Terena.

Vamos por partes. Primeiro, o cruzeiro não levou sumiço. Está guardado, e bem, no Museu de Arte Sacra e Arqueologia, instalado no edifício do Seminário Maior, à Sé, onde pode ser visitado dentro do horário normal de funcionamento do museu.

À entrada da capela, ao nível do degrau superior da pequena escada exterior que dá acesso à porta principal, do lado da Rua da Boa Nova, ainda existe uma pedra com restos de uma inscrição já quase imperceptível que se julga ter pertencido ao referido padrão.

O cruzeiro, da invocação do Senhor Bom Jesus de Bouças (Senhor de Matosinhos) foi mandado colocar no antigo Campo da Torre da Marca, em 1628, pelo piloto mor da Índia, Pantaleão Gomes, morador em Miragaia, como acto de agradecimento "por a imagem da cruz ter sido esperança e guia [daquele marinheiro] nas longas e perigosas viagens que fizera pelos temerosos mares do Oriente…"

O amplo Campo da Torre da Marca compreendia uma área de mais de 17 mil metros quadrados compreendida entre as quintas do Sacramento e do Passadiço, a Poente; e a dos Sete Campos, a Nascente. Chamou-se sucessivamente Campo e Largo da Torre da Marca devido à existência, ao fundo da actual Avenida das Tílias do Palácio de Cristal, de uma marca ou baliza que servia de orientação aos navios que demandavam o rio Douro. Inicialmente, o que lá esteve a servir de guia aos marinheiros foi um enorme pinheiro, que um dia ardeu. No seu lugar e por iniciativa de um tal Jerónimo Brandão, almoxarife do rei, foi construída uma torre em pedra, "por ser muito necessária para bem da cidade e navios que pela barra dela entrassem…"

Em 1835, a Vereação Municipal deliberou que ao Campo da Torre da Marca se desse o nome de Largo do Duque de Bragança, em homenagem a D. Pedro IV, que acabava de sair triunfante do terrível Cerco do Porto. A ideia, porém, não vingou porque o sítio continuou a ser para o geral da população o Campo da Torre da Marca. Em 1861, construiu-se nesse espaço o desaparecido Palácio de Cristal.

Voltando aos cruzeiros, mais duas curiosidades com outros dois cruzeiros retirados da via pública mas, estes sim, para o interior de templos.

Um era conhecido pelo "Senhor dos Peixeiros" e estava na Cordoaria, junto ao antigo Mercado do Peixe. Era muito venerado pelos vendedores de peixe, que todos os anos lhe faziam uma grande festa. A rústica imagem talhada no granito da região, nessas ocasiões festivas, era envolta em damascos e sedas, adornada com muitas flores e verduras e, durante a noite, ficava iluminada com velas e lamparinas. Ao seu redor havia arraial com música e outros divertimentos. Este cruzeiro foi um dia retirado do sítio onde estava e guardaram-no na capela das Almas de S. José das Taipas, que fica ali perto.

Dizem que este cruzeiro, patrono dos peixeiros quando eles tinham banca na Cordoaria, um dos mais belos de quantos havia aí pela cidade, e eram muitos, quando acontece abrirem-se de par em par as portas da igreja das Taipas, ele espreita o largo defronte com saudade do tempo em que tinha ali uma ruidosa festa…

O outro cruzeiro é o do Senhor do Padrão, da capela da invocação do mesmo nome, na Rua do Heroísmo. Em tempos muito distantes, no sítio onde agora está a capela, existiu um marco que servia para assinalar onde terminava a freguesia de Santo Ildefonso e começava a de Campanhã. Isto, claro, antes da existência da freguesia do Bonfim. No sítio da antiga marca foi depois erigido um cruzeiro da invocação do Senhor do Padrão que deu origem à capela da mesma invocação. Estes templos eram construídos, em regra, com esmolas dos fiéis para nelas se celebrarem missas e outros ofícios a que assistiam as populações que viviam longe das igrejas paroquiais. O cruzeiro está agora dentro da capela.

Para onde foi o cruzeiro do Senhor da Boa Nova?

O chamado Palácio da Torre da Marca pertenceu, em tempos idos, a três poderosas e influentes famílias portuenses os Brandões, a que andaram ligados Diogo e Fernão Brandão, poetas do Cancioneiro; os condes e marqueses de Terena; e os primeiros e únicos marqueses de Monfalim, que morreram sem descendência. No brasão ainda existente na fachada do nobre edifício estão representadas, exactamente, as armas dessas três famílias. Foram os herdeiros dos Monfalins que venderam o imóvel à Diocese do Porto. No edifício funcionou um colégio, esteve instalado o Asilo Profissional do Terço, antes de se transferir para as suas actuais instalações na Praça do Marquês de Pombal e, a partir de 1910, com o surgimento da Lei da Separação e a ocupação, pelo Estado, do antigo Paço Episcopal, junto à Sé, o antigo Palácio da Torre da Marca serviu de residência aos bispos do Porto. Foi nos terrenos da quinta anexa a este palácio, já na posse da Mitra, que em 1934 se começou a rasgar a Rua de Júlio Dinis para estabelecimento, rápido e cómodo, da Rotunda da Boavista com o desaparecido Palácio de Cristal onde por essa altura se instalou a Exposição Colonial Portuguesa.

Texto de Germano Silva publicado no Jornal de Notícias


6.11.07

Rua de MIRAGAIA

Tomás Gonzaga

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Tomás Antônio Gonzaga, nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1744 e faleceu em Moçambique, em 1819. Fez os estudos primários no Colégio dos Jesuítas, em Salvador (BA), e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (Portugal) em 1768. Na universidade, conviveu com o poeta com Alvarenga Peixoto.

Exerceu a Magistratura em Beja (Portugal) de 1779 a 1781. De volta ao Brasil, passou a viver em Vila Rica [Ouro Preto] MG, onde conviveu com intelectuais e poetas, entre os quais Alvarenga Peixoto, Cláudio Manuel da Costa e Cônego Luís Vieira. Envolveu-se em várias desavenças com as autoridades locais, incluindo Francisco Gregório Pires Monteiro Bandeira, intendente do ouro na junta da Real Fazenda de Minas Gerais. É o provável autor de Cartas Chilenas, poemas epistolares satíricos, de oposição ao governador Luís da Cunha Meneses, que circularam em manuscritos anônimos na cidade, em 1786.

Em 1792 foi publicada a primeira parte de sua obra poética Marília de Dirceu, em Lisboa (Portugal). Participou na Inconfidência Mineira, em 1789, o que lhe custou a prisão e, posteriormente, o degredo em Moçambique. Tomás Antonio Gonzaga é um dos principais poetas árcades do Brasil. Para o crítico Antonio Candido, "com Tomás Antônio Gonzaga (...) o Arcadismo encontrou no Brasil a mais alta expressão. Na sua obra há um aspecto de erotismo frívolo, expresso principalmente nas poesias de metro curto, anacreônticas em grande parte, celebrando a namorada, depois noiva, sob o nome pastoral de Marília. Mas ela vale sobretudo pelas de metro longo, voltadas para a expressão lírica da sua própria personalidade. Nelas, com admirável simplicidade e nobreza, traça um roteiro das suas preocupações, da sua visão do mundo e, depois de preso, do seu otimismo estóico. ".

Artigo publicado aqui.

Também já foram publicados textos sobre a Rua Tomáz Gonzaga e sobre a Freguesia de Miragaia neste Blogue.

5.11.07

Rua BEATO INÁCIO DE AZEVEDO





Quem foi o Beato Inácio de Azevedo?

"Inácio de Azevedo, também conhecido como Beato Inácio de Azevedo (Porto, 1527 — Oceano Atlântico, 1570) foi um padre português da Companhia de Jesus.

Era filho de D. Emanuel e Dna. Violante, descendentes de famílias da nobreza portuguesa. Aos dezoito anos de idade tornou-se administrador dos bens familiares.

Em 1548, após um retiro em Coimbra, fez opção pela vida religiosa, ingressando na Companhia de Jesus, onde se distinguiu. Foi nomeado como reitor do Colégio Santo António em Lisboa, antes mesmo de concluir o curso de Teologia: tinha então apenas vinte e seis anos de idade.

Concluído o curso, foi enviado para Braga, a fim de assessorar o bispo da cidade na reforma da Diocese. No ano de 1565, São Francisco Borja, confiou-lhe a inspeção das Missões das Índias e do Brasil, tarefa que lhe consumiu cerca de três anos. Em seu relatório, pediu recursos humanos, tendo o santo lhe ordenado que recrutasse, em Portugal e Espanha, elementos para o Brasil. Após cinco meses de intensos preparativos religiosos, a 5 de junho de 1570, Inácio e mais 39 companheiros partiram a bordo do navio mercante São Tiago, enquanto outros trinta companheiros seguiam em vasos de guerra, na frota em que seguia o novo Governador-Geral do Brasil.

Durante a viagem, enquanto passava junto às Ilhas Canárias, a embarcação em que viajava foi capturada pelo pirata Huguenote Jacques Soria, sendo o grupo martirizado na ocasião.

Os Quarenta Mártires do Brasil foram beatificados pelo Papa Pio IX em 11 de maio de 1854." - Publicado na Wikipédia

Para ler mais sobre os 40 Mártires do Brasil: aqui



Esta artéria começa na avenida da Boavista e termina na rua S. João Bosco.


Rua VIANA DE LIMA


vianadelima

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"Alfredo Evangelista Viana de Lima, foi um arquitecto português formado pela ESBAP ( Escola Superior de Belas Artes do Porto), conhecido pela utilização da linguagem Corbusiana em Portugal.

Nascido em 1913 em Esposende, ingressou no curso de arquitectura da escola do Porto tendo-se licenciado em 1938. Participante dos CIAM (Congresso Internacional de Arquitectura Moderna). Colaborou várias vezes com o arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer, uma das quais no projecto de Empreendimento Turístico de Pena Furada, no Algarve. Na sua obra constam a casa Aristides Ribeiro e Honório de Lima (hoje destruída), ambas no Porto, a Faculdade de Economia do Porto, o hospital de Bragança, Bloco de Gaveto (Porto), o Paços do Concelho em Santa Maria da Feira assim como o Tribunal.

Viana de Lima faleceu em 1991 e foi um dos maiores expoentes da Arquitectura portuguesa do século XX. As suas obras, que ainda mantêem os seu título de vanguarda intacto, são importantes lições de arquitectura." - Artigo publicado na Wikipédia

4.11.07

Rua ALBERTO SAMPAIO


Alberto Sampaio em Guimarães


Alberto Sampaio - Historiador (Guimarães n. 15.11.1841 - Vila Nova de Gaia f.1.12.1908 ?).


"Alberto Sampaio nasceu em Guimarães, a 15 de Novembro de 1841, na antiga Rua dos Mercadores, filho de Bernardino de Sampaio e Araújo e Emília Ermelinda Cardoso Teixeira. A infância passou-a entre Guimarães e Famalicão, onde a sua família possuía a Quinta de Boamense, na freguesia de Cabeçudos. Aprendeu as primeiras letras em Landim e completou em Braga os estudos que lhe permitiram partir para Coimbra, aos 15 anos. Em 1863, formou-se em Direito. Ao longo de meia década em Coimbra, participou activamente na vida académica, colaborando em jornais e convivendo com alguns dos jovens mais notáveis da sua geração, como Antero de Quental, com quem fez uma viagem aos Estados Unidos da América, pouco antes das celebradas Conferências do Casino. Envolveu-se activamente num movimento que deixou marcas profundas no imaginário académico coimbrão, a Sociedade do Raio, que se bateu pela renovação da Universidade.

De Coimbra, mudou-se para Lisboa, onde ensaiou o exercício da advocacia. Por pouco tempo. Não tardaria muito, estava de volta à sua terra natal, onde, apesar da sua personalidade avessa à exposição pública, manteve uma intervenção cívica constante..."

A biografia de Alberto Sampaio encontra-se aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Sampaio


Esta artéria começa na Rua de Santa Luzia

e termina narua Senhora do Porto.