10.1.13

A Escola Normal

2013_006

Há algumas dezenas de anos que não via o Henrique Neto. 

O outro dia cruzámo-nos ali pelo facebook. Palavra puxa recordação disse-lhe que tinha passado pela Fontinha. Ele pediu-me imagens da zona da cidade onde viveu os primeiros anos de vida.

Como também sei que ele andou na Escola Primária da Escola Normal, aqui vai uma imagem da antiga Escola Normal do Porto (1882-1986), hoje ocupada pelo ESMAE.

Como também sei que há leitores que não sabiam que a Escola Normal tinha uma Escola Primária espero que uma professora ou um professor, entre os meus leitores deixe aqui duas ou três palavrinhas a explicar a coisa.

Para aqueles mais curiosos também descobri que acaba de ser editado um livro sobre as Escolas de Formação dos Professores em Portugal como podem ver aqui.






2 comentários:

Henrique Neto disse...

Realmente vivi os primeiros 23 anos da minha vida na Fontinha e mesmo depois fiquei "ligado" à Fontinha pois os meus pais ainda continuaram a viver lá durante uns anos. Fiz de facto a escola primária na Escola Normal, oficialmente Escola do Magistério Primário do Porto. Era ali que depois de terem acabado o 5º ano (agora 9º) os interessados em enveredar pela carreira de professor primário tiravam o "canudo" depois de um estágio na própria escola onde tinham aulas assistidas pelos já "verdadeiros professores". No meu caso além da professora, a quem devo muito do que sou agora,a Dª Matilde,havia quase sempre ao fundo da sala um grupo de estagiários que raramente intervinham...Sobre a foto e apesar de conhecer tão bem aquela zona não consegui descobrir o sitio onde te "empoleiraste" para apanhares aquele ângulo! Um muito obrigado pela lembrança e um abraço!

Mário Gaspar disse...

Efectivamente, andei nessa escola - chamada de normal -, sempre associada à rampa (rua), vulgarmente chamada a rampa da escola normal. Vivi de frente para a rampa, em Sta. Catarina, até aos meus 15 anos e fiz a 4.ª classe nessa escola primária. Para mim, foi o início de saber gostar da escola e querer estar na escola.
Fiz a primária no final dos anos setenta e tinha muitas aulas assistidas pelos estagiários (professores em formação), a quem chamavamos abelhas-mestre. Quer fosse pelo frenesim do momento histórico, quer fosse pela juventude das abelhas-mestre, o que é certo é que tive oportunidade de experimentar métodos de ensino inovadores e vanguardistas para a época. Havia um professor(a) titular e os estagiários iam rodando. Traziam novas visões e coisas diferentes para apreender a aprender. Para mim foi marcante e decisivo. Se hoje tenho uma paixão pelos livros e pela escrita, devo-a à escola normal da rampa, que me çançou na vida.