15.2.08

Rua do TÚNEL

o túnel

Fotografia publicada no Flickr

Para saber um pouco mais sobre a origem do nome desta rua consultar a Rua de Gondarém e a Junta de Freguesia de Nevogilde.

O outro dia, quando passava ali perto, encontrei um amigo, habitante da Foz que me contou como ainda se encontravam restos da antiga linha de caminho de ferro do Porto a Matosinhos em algumas construções dos princípios do século XX.


Rua de SOBREIRAS



Bronze da Escultora Irene Vilar


O topónimo Sobreiras, em Lordelo do Ouro, é muito antigo. É provavelmente anterior ao séc. XII, porque uma doação de D. Afonso Henriques feita ao abade João e ao Mosteiro de Tarouca apontando os limites do lugar doado, esclarece que eles iam «usque ad fenale Sovereiris» até ao facho de Sobreiras. Mantém-se pois, o velho topónimo de Sobreiras há mais de oitocentos anos...("Toponímia Portuense" de Andrea da Cunha e Freitas)


Praça de LIÈGE


liège

Fotografia localizada e publicada no Flickr

Praça de Liége, em homenagem aos habitantes daquela cidade belga que se haviam batido heroicamente contra os invasores alemães. (Arquivo da Toponímia)


Já teve o nome de: Largo do Monte da Luz.

"A cidade de Liège é a capital da província de Liège e a terceira maior cidade da Bélgica (primeira da Valônia). Liège possui aproximadamente 187.000 habitantes (Liégeois) no município e 600.000 na região metropolitana (2006). A superfície do município é de de 6939 hectares e altitude varia de de 58 a 238 metros.

Liège regrupa os antigos municípios (francês: commune, neerlandês: gemeenten, valão: comene) de Angleur, Bressoux, Chênée, Glain, Grivegnée, Jupille, Liège, Rocourt e Wandre. Esses municípios foram integrados em 1977 à cidade de Liège, quando foi posta em prática a política de fusão de municípios, actualmente eles são designados sub-municípios (francês: entité, neerlandês: deelgemeenten).

A aglomeração de Liège (600.000 habitantes) reagrupa os municípios de Seraing, Saint-Nicolas, Ans, Herstal e Flémalle e se estende ao longo das margens sinuosas do Meuse por aproximadamente 20 quilômetros."


Pode ver mais sobre Liège aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Li%C3%A8ge


Rua CÂNDIDA SÁ DE ALBERGARIA


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Quem foi:

Cândida Sá de Albergaria - (n.1892, f.1973) Ilustre professora que durante mais de 60 anos, trabalhou e executou com verdadeiro sacerdócio o desempenho da missão mais grata do professorado, ensinando e acompanhando várias gerações de alunos que ainda hoje lhe prestam a maior das homenagens. Era filha de Sá de Albergaria (que fundou uma escola na Foz do Douro) e que Cândida Sá de Albergaria dirigiu juntamente com sua irmã Maria José. (Arquivo da Toponímia)


Esta artéria, anteriormente, tinha o nome de Rua Nova do Túnel. O nome actual data de 1974.


14.2.08

Rua Dr. MARQUES DE CARVALHO




Fotografia publicada e localizada no Flickr

Artur Marques de Carvalho,nasceu em Entre-os-Rios a 15 de Maio de 1900 e faleceu no Porto a 27/11/1953, foi professor muito distinto da Faculdade de Farmácia, brilhante pedagogo e quando deputado sempre se interessou e defendeu tudo o que se relacionasse com os superiores interesses da Cidade. (Arquivo da Toponímia)


13.2.08

Capela do Poço das Patas onde iam os condenados



Voltei a uma parte da cidade pela qual nutro um especial interesse que assenta, sobretudo, no rico historial do seu passado e na fraterna vivência de quantos ali vivem.

Estou a falar do Bairro Oriental, mais concretamente daquela zona que fica entra a Rua de Santo Ildefonso e a beira rio.

Tento imaginar e reconstituir o sítio ao tempo em que aquela vasta área era coberta, praticamente, por três enormes quintas a dos Cirnes, do lado do actual Campo de Vinte e Quatro de Agosto; a do Prado, propriedade do bispo, onde está o Cemitério do Prado do Repouso; e a do Fraga ao longo da qual se abriu a Rua de S. Vítor.

Esta última artéria, aliás, tomou o nome daquele santo por causa de uma capela da mesma invocação que havia na quinta de repouso do bispo.

Tentar reconstituir, ainda que mentalmente, a vida de um qualquer lugar, fique ele numa aldeia sertaneja ou na mais cosmopolita das cidades, é sempre traçar um quadro evocativo dentro do qual se aninha a história e os costumes de várias gerações.

Não sabemos, aliás, de outro rincão tão popular como este, numa cidade rica de plebeísmos encantadores.

Quem não ouviu falar da tradicional romaria que noutros tempos se fazia a Santa Ana, junto ao rio, no Rego Lameiro ?

Era tão grande a concorrência de romeiros que as autoridades da época viam-se na contingência de reforçar a vigilância policial do local para evitar distúrbios.

O trono desta devoção sincera da gente do Bonfim, não ficaria muito longe do Lugar da Aguada, onde os barcos que subiam o rio se abasteciam de água antes de se meterem ao mar para as longas viagens com destino à Índia ou ao Brasil.

E já que temos estado no campo das evocações, imagine-se o quadro exuberante de movimento e alarido que deve ter sido o sitio onde estava a Fonte da Aguada, na pressa do encher das barricas e do seu transporte para bordo e pitoresco do bulício que tudo isso originava.

Da capela da invocação de Nossa Senhora das Dores, ficou-nos a memória na Rua da Senhora das Dores. Ficava o modesto templo nas traseiras do antigo Recolhimento de S. Lázaro, actual Colégio de Nossa Senhora da Esperança, na então chamada Viela da Senhora das Dores, entretanto incorporada no Largo do Camarão.

E aí está um curioso topónimo - Camarão. Andrea da Cunha e Freitas dá-nos uma curiosa explicação para a origem desta designação "… porque ali morava, em 1698, um tal Manuel Gonçalves, o Camarão, casado com Maria Nogueira, pais de uma moça Antónia, recebida nesse ano, à face da Igreja, com o pedreiro João de Sousa…"

Imaginem só, como a alcunha de um cidadão anónimo perdurou no tempo ao ponto de continuar por séculos a marcar a identidade de um lugar na história de uma cidade.

Anexo à capela de Nossa Senhora das Dores, funcionava "um recolhimento de viúvas pobres", fundado pelo benemérito Francisco António Rebelier. Esta instituição foi, anos mais tarde, transferida para a Rua das Fontainhas onde passou a funcionar sob a administração da Santa casa da Misericórdia do Porto.

Para o interesse pitoresco do sítio que temos estado a evocar, falam-nos ainda as azenhas que eram movidas pelas águas do ribeiro de Mijavelhas que se despenhavam no Douro e a casa e fornos militares, ali para as bandas das Fontainhas, onde se cozia o pão destinado ao abastecimento da guarnição militar da cidade.

Outro templo destas imediações já desaparecido foi a capela do Poço das Patas. Ficava nas proximidades da imponente moradia dos Cirnes (actual edifício da Junta de Freguesia do Bonfim) nas proximidades, portanto, do Campo Grande ou da Feira do Gado (antigo Campo de Mijavelhas e actual campo de 24 de Agosto) ao lado da estrada para Valongo.
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Artigo de Germano Silva publicado no Jornal de Notícias


Rua do CRASTO