4.10.07

Rua 5 DE OUTUBRO




Data que celebra a proclamação da República em 1910. (Arquivo da Toponímia)

Outras designações:
Rua do Príncipe da Beira (Roteiro de 1933)

3.10.07

Antigos nomes de ruas do Porto (fim)


Nomes Antigos _ _ _ Nomes Actuais

Rua Senhora de Agosto _ _ _ Terreiro D. Afonso Henriques

Travessa da Senhora de Campanhã _ _ _ Rua da Arada

Travessa da Senhora da Conceição _ _ _ Rua do Carvalho

Travessa de Serpa Pinto _ _ _ Rua de Niassa e Zambeze

Rua de Serralves _ _ _ Rua de Tânger

Travessa de Serralves _ _ _ Rua Jorge Reinel

Praça de Sidónio Pais _ _ _ Praça do Municipio

Bairro de Sobreiras _ _ _ Bairro Rainha D. Leonor

Bairro Social da Arrábida _ _ _ Bairro Sidónio Pais

Rua da Sovela _ _ _ Rua dos Mártires da Liberdade

Rua do Sport Progresso _ _ _ Rua Dr. Carlos Ramos

Rua do Teatro de S. João _ _ _ Rua do Cimo de Vila

Travessa do Teatro de S. João _ _ _ Travessa do Cimo de Vila

Avenida Teixeira Coelho _ _ _ Rua António José da Silva

Rua do Tenente Vidal Pinheiro _ _ _ Rua de Santa Isabel

Terreiro da Alfândega _ _ _ Largo do Terreiro

Viela da Tia Rosa _ _ _ Rua Comandante Rodolfo de Araújo

Viela da Tia Rosa _ _ _ Rua do Funchal

Viela dos Tintureiros _ _ _ Travessa do Bonjardim

Rua do Trás da Sé _ _ _ Rua de D. Hugo

Rua da Travessa _ _ _ Rua de S. Veríssimo

Largo Treze de Fevereiro _ _ _ Largo Primeiro de Dezembro

Travessa da Trindade _ _ _ Rua Dr. Ricardo Jorge

Rua do Triunfo _ _ _ Rua D. Manuel II

Lugar do Tronco _ _ _ Rua Nova do Tronco

Rua do Túnel _ _ _ Rua Cândida Sá de Albergaria

Praça da Universidade _ _ _ Praça Gomes Teixeira

Rua e Travessa de Val Pegas _ _ _ Rua e Travessa de S. Nicolau

Rua das Valas _ _ _ Rua Nossa Senhora de Fátima

Rua Particular do Vale Formoso _ _ _ Rua de Alcácer Ceguer

Travessa do Vale Formoso _ _ _ Rua Capitão Pombeiro

Rua das Verdades _ _ _ Rua da Senhora das Verdades

Rua de Vila Estrela _ _ _ Rua Brito Capelo

Rua de Vila Meã _ _ _ Rua Dr. Mauricio Esteves Pereira Pinto

Rua Visconde da Ribeira Brava _ _ _ Rua Pero de Alenquer

Praça dos Voluntários da Rainha _ _ _ Praça Gomes Teixeira



Travessa da PRELADA



1.10.07

Caminho das CONGOSTAS


Eu procurei, procurei, mas não consegui encontrar a origem do nome de Congostas. Tenho a impressão que tenho que ir dar uma volta ao blog da toponímia portuguesa...

Origem da Fonte Taurina e a idade da Fonte da Colher



O Porto e a água das fontes

"Fonte Aurina, D'Ourina, Tourina, ou Taurina ? Um jovem estudante, por causa de um trabalho académico que está a elaborar, tem andado a tentar saber mais sobre o abastecimento de água ao Porto, mas, é ele que o diz, a meio das investigações esbarrou em dois enigmas - o da Fonte Taurina e o da Fonte da Colher. Por isso mandou mail com duas perguntas a Fonte Taurina, existiu mesmo ou é produto da imaginação popular?; e qual a data da fundação da Fonte da Colher ?


Antes das respostas possíveis, uma curiosidade, para quem não saiba, evidentemente. A Fonte Taurina teve várias designações, algumas bastante estranhas e outras simplesmente incompreensíveis. Vejam só "Fonte Aurina" ou "Fonte de Aurina"; "Fonte Ourina" ou "Fonte d'Ourina"; e "Fonte Tourina" ou "Fonte Taurina". Esta designação é a que ainda hoje prevalece.

Que a Fonte Taurina existiu, não há dúvidas. Que foi de grande utilidade para as gentes ribeirinhas, em cuja zona se localizava, também é verdade. A dúvida maior, se assim se pode dizer, é estabelecer com rigor o local onde esteve.

Vamos, pois, à localização. A rua que tem o nome da fonte é das mais antigas da cidade. Já existia, pelo menos, em 1296. Em 1424, dizia-se que era "a rua que ia da Praça da Ribeira para a Fonte d'Aurina". Um documento de 1540 dá a fonte como ficando "no sítio da Ribeira, logo abaixo donde entra o Rio da Vila no Douro…" Mas há ainda quem assegure que a fonte ficava "cerca do Postigo e da Ponte das Tábuas…" E outro documento de 1535, existente no riquíssimo arquivo da Santa Casa da Misericórdia do Porto, indica a Rua da Ponte das Tábuas como sendo a actual Rua da Fonte Taurina.

Moral da história a fonte existiu, é um facto, porque há inúmeros documentos que o atestam, mas nada se sabe, em concreto, acerca da sua localização embora se presuma, com pequena margem de erro, que deve ter ficado algures no começo da Rua da Fonte Taurina, tomando como seu inicio a parte junto à Praça da Ribeira, ponde desagua o referido Rio da Vila que agora corre encanado por baixo das ruas de Mouzinho da Silveira e de S. João.

Agora, a Fonte da Colher que ainda funciona, embora não esteja no sítio primitivo. Está agora encaixada, se assim se pode dizer, na fachada de um prédio da Rua de Miragaia, perto das Escadas do Monte dos Judeus. O sítio onde se localiza a fonte, uma espécie de logradouro, ao fundo das Escadas do Monte dos Judeus e das embocaduras da Rua dos Armazéns e da Viela da Companhia, chamou-se, em tempos idos, Escampado, Escampadouro, Largo dos Navios e Largo da Fonte da Colher.

A mais antiga referência que se conhece à Fonte da Colher está num documento do cartório do Cabido que se guarda no Arquivo Distrital do Porto e refere-se ao ano de 1491 e diz respeito a um "contrato condicional de censo de 300 reis para aniversários, imposto nas casas que estão em Miragaia sobre a Fonte da Colher…"

O nome de Colher anda ligado a um antigo tributo que os feirantes pagavam quando vinham vender os produtos da sua lavra à cidade.

Pagava-se esse imposto de "todo o pão, farinha, nozes, castanhas e legumes que de fora chegassem ao Porto para aí serem vendidos".

Em 1868, os moradores de Miragaia que se serviam da água da Fonte da Colher reclamaram junto da Câmara porque a água, devido ao rebentamento do cano abastecedor, começava a escassear e porque "há muito tempo se não limpava o tanque ou depósito d'aquella fonte, onde a água se conserva estagnada e cheia de limo, produzindo emanações deletérias, reconhecidamente nocivas à saúde pública…"

Como facilmente se deduz do que acima fica escrito, a Fonte da Colher é muito antiga mas não é possível estabelecer a data exacta da sua fundação na praia de Miragaia. Sabe-se, no entanto, que o sitio onde agora está não é o que teve inicialmente. É verdade, também, que a sua água foi em tempos considerada "como a melhor em qualidade que teve a cidade". Pode-se avaliar da antiguidade desta fonte pela leitura da legenda, hoje quase imperceptível, que foi gravada na lápide da frontaria " Louvado seja o santíssimo Sacramento e a Puríssima Conceição da Virgem Nossa Senhora, concebida sem pecado original. 1629. A água d'esta fonte é da Cydade…"


O abastecimento de água, em qualidade e quantidade, a qualquer povoação, deve ser a primeira preocupação das entidades locais. Assim aconteceu no passado na cidade do Porto.

Desde sempre que os homens da Vereação Municipal se preocuparam com o abastecimento de água à cidade cuidando de que esse abastecimento fosse feito em quantidade suficiente mas, sobretudo, em qualidade. Exemplo disso é o teor da acta de uma reunião camarária de 1732.

Depois de ter "despachado vários papeis e petiçoens" e após ter "deferido seus requerimentos e partes" a Vereação tratou de nomear "Olheiros da limpeza das fontes e dos tanques da Cidade.

Estes "olheiros" tinham por missão zelar pela limpeza das fontes, tanques e chafarizes da cidade impedindo que nesses sítios as peixeiras tratassem do seu peixe ou as fressureiras lavassem as miudezas que andavam a vender de porta em porta.

Muitos anos mais tarde, o zelo municipal ainda se mantinha activo porque em 1868 o vereador Tomás Joaquim Dias pediu à Câmara que mandasse fazer um estudo sobre os tanques e nascentes do então já chamado Campo de 24 de Agosto, por estarem a ser conspurcados pelos tintureiros."

Texto de Germano Silva publicado no Jornal de Notícias


Viela dos ABRAÇOS DE RAMALDE

Abraços de Ramalde

Foto publicada aqui




Esta artéria começa em: rua de Requesende

e termina em: travessa da Prelada.


Largo do PADRE BALTAZAR GUEDES

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Foto publicada e localizada aqui



Em 1903, nas ruínas do Seminário de Santo António iniciado em 1804 e que ardeu durante o cerco do Porto, foi instalado o Colégio dos Meninos Orfãos, que o padre Baltazar Guedes fundara em 1651, no Campo do Olival, onde está hoje a Universidade. Com esta transferência ao que se denominava, desde princípios do séc. passado, o Monte do Seminário, passou a apelidar-se avenida e agora Largo do Padre Baltazar Guedes. (Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas)

Já se chamou igualmente: Monte do Seminário e Avenida do Padre Baltazar Guedes.


Sobre o Padre Baltazar Guedes:

Nasceu no Porto em 6 de Fevereiro de 1620 e faleceu no Porto em 6 de Setembro de 1693. Fundador do Colégio dos Meninos Órfãos. Sacerdote desde 1644, aplicou todos os seus bens e esmolas que angariou na fundação, no Porto, do Colégio de Nossa Senhora da Graça, para meninos órfãos, em 21-11-1651. Fundou também, em 1681, um hospício para crianças abandonadas, onde funcionou, até 1864, a roda dos expostos. Graças à sua influência reedificou-se a Igreja de S. Lázaro, com o hospício anexo. Instituiu ainda as confrarias de clérigos de S. Pedro e de S. Filipe de Neri e para seculares a da Nossa Senhora da Boa Morte.
Arquivo da Toponímia


Sobre o Colégio dos Órfãos:
COLÉGIO DOS ÓRFÃOS - Primeira Roda dos Expostos. Fundador, o padre Baltazar Guedes, portuense nascido em 1620. Possuía inatas habilidades arquitectónicas pois diz-se ter sido ele quem desenhou e quem dirigiu as obras da igreja de S. Nicolau na versão de 1671 que ardeu em 1758, também foi o autor do delineamento da Fonte da Arca, na sua versão de 1682, na Praça da Natividade. Procedente de família pobre, a morte prematura do pai interrompeu-lhe os estudos sacerdotais. Cheio de força de vontade prometeu entregar a sua vida ao culto da Senhora da Graça se lograsse concluir a ordenação. Logo que tomou ordens de presbítero ficou a ser o capelão da velha capela da Senhora da Graça, assente sobre uma parcela do terreno onde hoje (1972) se ergue a Universidade, e concebeu o plano de acudir à infância desvalida fundando um colégio, onde as crianças órfãs do sexo masculino encontrassem agasalho, educação e sustento, habilitando-as a serem úteis a si e à sociedade. Absolutamente sem recursos, tomou conta de dois órfãos, e pondo-se em peregrinação com eles, foi percorrendo a pé toda a província, de terra em terra e depois todo o reino, a solicitar esmolas para a caridosa instituição. Quando teve uma quantia que lhe pareceu suficiente para os primeiros trabalhos da fundação, voltou à cidade do Porto. O local escolhido foi o Campo do Olival fora dos muros da cidade, hoje Campo dos Mártires da Pátria e, o título que deu à instituição foi o de Colégio dos Meninos Órfãos, sob a invocação de Nossa Senhora da Graça cuja capela se encontrava mesmo ao lado do Colégio. Em 1649 com o seu jeito para a arquitectura construiu um pequeno edifício para albergar os primeiros órfãos, o povo espicaçado por “algumas pessoas eclesiásticas” inimigas do colega que queria transcender as suas funções litúrgicas para se espraiar no mundo social, apedrejaram e por fim destruíram o modestíssimo colégio, ao mesmo tempo que vociferavam as mais torpes injúrias contra o seu construtor. As obras pararam por falta de dinheiro até que teve uma herança de um tio. Esta herança tem outra história: o certo é que Baltasar Guedes tinha um irmão Pantaleão da Cruz, surdo-mudo de nascença que enviou para o Brasil e este conseguiu obter vultosa soma para os desamparados. Inauguração solene no dia 25 de Março de 1651 e colocou-se à testa do estabelecimento como reitor. As disciplinas eram: latim, música, náutica, desenho e outras artes. Faleceu em 1693. No testamento entregou ao senado da cidade o colégio e a sua administração. Foi nesta instituição que em 1762 se instalou a Aula de Náutica e em 1779 a aula de Desenho e Debuxo, ambas precursoras da Academia real de marinha e comércio da cidade do Porto, fundada em 29 de Julho de 1807, por Maria I, e transformada em 1837 num estabelecimento de instrução, com feição industrial denominada Academia Polytechnica do Porto. Em 1803 o governo quis edificar grande casa para a Academia nos terrenos do Colégio, que dela colheria bons réditos com o aluguer de dependências que se lhe destinavam. Mas o Colégio, desastrosamente enquistado nela, não veio a lucrar o prometido. Daí o acordo com a Câmara que administrava o Colégio; o Estado dar-lhe-ia trinta contos, deixando a propriedade do seu colégio, que veio para a Rua dos Mártires da Liberdade e depois para o edifício do Seminário Velho, ao Monte do Prado, perto do Cemitério do Prado do Repouso onde ainda se encontra com a sua igreja inaugurada em 1906 e sob a direcção dos padres Salesianos a quem foi entregue pelo Município em 1951.