25.11.08

Alameda AQUILINO RIBEIRO

32|11|08

Fotografia publicada no Flickr



AQUILINO RIBEIRO

Texto de Carlos Loures

Publicado em "VIDAS LUSÓFONAS"


«1885: 13 de Setembro: Carregal de Tabosa, concelho de Sernacelhe - nasce Aquilino Gomes Ribeiro, filho de Joaquim Francisco Ribeiro e de Mariana do Rosário Gomes. 1895: A 10 de Julho, entra no Colégio da Senhora da Lapa, onde em Agosto fará o exame de instrução primária. 1900: 5 de Outubro: é admitido no Colégio Roseira, em Lamego. 1902: 16 de Junho - vai para Viseu estudar Filosofia; 16 de Outubro: transfere-se para o Seminário de Beja, onde frequentará o curso de Teologia, vindo durante o segundo ano lectivo a ser expulso por insubordinação. 1906: Passa a viver na capital iniciando a sua vida de escritor e jornalista. 1907: Adere à Carbonária. Violenta explosão no quarto da Rua do Carrião durante a manipulação de cargas de TNT. É preso. 1908: 12 de Janeiro: evade-se da prisão. Em Maio, refugia-se em Paris. 1910: Proclamada a República, no final do ano vem a Portugal, regressando depois a França para continuar os estudos. 1912: Durante alguns meses reside na Alemanha. 1913: Neste país, casa com uma colega da Sorbonne, Grete Tiedmann, e, com ela, regressa a Paris. Publica o livro de contos Jardim das Tormentas. 1914: Eclode a I Grande Guerra: em Agosto, regressa a Portugal com a mulher e o filho que nascera em Fevereiro. 1915: Irá, durante três anos, dar aulas no Liceu Camões, em Lisboa. 1918: É publicado o romance A Via Sinuosa. 1919: Convidado por Raul Proença, entra como bibliotecário na Biblioteca Nacional. Sai o romance Terras do Demo. 1920: Publica as novelas Filhas da Babilónia. 1921: No ABC, publica em Outubro a novela Valeroso Milagre. Sai a novela A Traição. 1922: É publicada a sua tradução (e prefácio) de Recreação Periódica, (Amusement Périodique), de Cavaleiro de Oliveira. É editada a colectânea Estrada de Santiago. 1924: Edição do livro infantil Romance da Raposa. 1926: É a vez do romance Andam Faunos pelos Bosques. 1927: Envolve-se numa conspiração política e, perseguido, refugia-se de novo em Paris. Morre sua esposa Grete. Regresso a Portugal. 1928: Adere ao movimento militar do Regimento de Pinhel. Abortado este, é preso e internado no presídio do Fontelo, em Viseu de onde se evade. Novo refúgio em Paris. 1929: Em Junho casa em Paris, com Jerónima Dantas Machado. Em Portugal, é julgado e condenado à revelia. 1930: É editado o romance O Homem que Matou o Diabo. 1931: Publica o romance Batalha Sem Fim. Passa a residir com a família na Galiza. 1932: É amnistiado e instala-se na Cruz Quebrada. Publica o livro de novelas As Três Mulheres de Sansão, pelo qual lhe é atribuído em 1933 o Prémio Ricardo Malheiros. Ainda em 1933, publica o romance Maria Benigna.1934: Publica as obras É a Guerra e Alemanha Ensanguentada. 1935: É eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. São editados o livro de contos Quando ao Gavião Cai a Pena e a obra para crianças Arca de Noé, III Classe. 1936: Publica os livros Aventura Maravilhosa de D. Sebastião, Rei de Portugal, depois da batalha com o Miramolim, O Galante Século XVIII e Anastácio da Cunha, o Lente Penitenciado. 1937: Sai o romance S. Banaboião, Anacoreta e Mártir. 1938: Traduz e prefacia a obra de Xenofonte, A Retirada dos Dez Mil. 1939: Publicam-se o romance Mónica e o livro de ensaios Por Obra e Graça. 1940: Traduz o texto latino de António Gouveia Em prol de Aristóteles. Edita-se o livro de novelas O Servo de Deus e a Casa Roubada; publica uma monografia dedicada a Oeiras. 1942: Publica e prefacia a obra biográfica Brito Camacho. 1943: Regressando à temática histórica, publica Os Avós dos nossos Avós. 1944: Publica o romance Volfrâmio. 1945: Saem a público O Livro do Menino Deus e o romance Lápides Partidas. 1946: Sai o opúsculo Camões e o Frade na Ilha dos Amores; publica a obra etnográfica Aldeia - Terra, Gente e Bichos. 1947: Publicação dos livros Caminhos Errados e Constantino de Bragança, VII Vizo-Rei da Índia e do romance O Arcanjo Negro. 1948: Saem os romances Cinco Réis de Gente e Uma Luz ao Longe. 1949: São publicados os textos de crítica literária Camões, Camilo, Eça e Alguns Mais; publica em separata o comentário à Editio Princeps de Os Lusíadas. É ainda publicada uma edição de luxo de O Malhadinhas. Colabora na propaganda da candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República. 1950: Luís de Camões, Fabuloso e Verdadeiro, um ensaio em dois volumes. 1951: Saem os livros Portugueses das Sete Partidas e Geografia Sentimental. 1952: Entre Março e Junho, vai de visita ao Brasil, onde é homenageado. Acaba a tradução de O Príncipe Perfeito; publica Leal da Câmara; sai uma edição ilustrada da tradução de a Retirada dos Dez Mil. 1953: Publica Príncipes de Portugal e Arcas Encoiradas. 1954: Humildade Gloriosa, um romance sobre a vida de Santo António, e O Homem da Nave, são os livros publicados por Aquilino este ano. 1955: Sai a obra Abóboras no Telhado e a biografia crítica O Romance de Camilo. 1956: Publica o conto Sonho duma Noite de Natal e sai também Soldado que foi à Guerra É fundada em Lisboa a Sociedade Portuguesa de Escritores, sendo Aquilino eleito como seu presidente. 1957: A Bertrand inicia a colecção Obras Completas de Aquilino Ribeiro. Sai a crónica romanceada A Casa Grande de Romarigães e edita-se a sua tradução do D. Quixote de la Mancha, de Cervantes. 1958: É publicada a sua tradução das Novelas Exemplares, de Cervantes; é eleito sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. Publica o romance Quando Os Lobos Uivam, obra que viria a ser proibida pela censura. É membro da Comissão de Candidatura do general Humberto Delgado. 1959: Publica D. Frei Bartolomeu dos Mártires; prefacia a tradução do romance de Pasternak, Dr. Jivago. 1960: São publicados os livros No Cavalo de Pau de Sancho Pança (uma biografia de Cervantes) e De Meca a Freixo de Espada à Cinta, colectânea de ensaios dispersos. No Brasil, sai o livro Quando Os Lobos Julgam, a Justiça Uiva. 1961: Para ser submetido a tratamento, vai a Londres. 1962: Publica O Livro de Marianinha. Escreve Um Escritor Confessa-se, em que conta a sua vida até 1908, e que sairá apenas em 1974. 1963: É publicado Tombo no Inferno. A Sociedade Portuguesa de Autores, promove uma homenagem a propósito do 50º aniversário da publicação de Jardim das Tormentas. 27 de Maio: no Hospital da CUF, em Lisboa, morre Aquilino. 1985: Nas comemorações do centenário do nascimento, realiza-se na Biblioteca Nacional um ciclo de conferências sobre a sua obra, sendo também inaugurada uma exposição biobibliográfica. Na casa onde nasceu é descerrada uma lápide. 1986: É criado em Viseu o Centro de Estudos Aquilino Ribeiro. 2007: É oficialmente decidida a trasladação dos restos mortais de Aquilino para o Panteão Nacional de Santa Engrácia (o que ocorrerá em 19 de Setembro)...»

Pode continuar a ler aqui

Aquilino Ribeiro fez um discurso para o Banquete no Clube dos Fenianos Portuenses que aparentemente foi a sua última intervenção publica. Podem encontrá-lo nesta página do blogue.




Esta artéria começa na rua Aires de Gouveia Osório


- sem saída.


2 comentários:

Antonio Barbosa Topa disse...

Este Homem merece mais que uma Alameda, merece Portugal (Novo) inteiro. Onde fica a Alameda Aquilino Ribeiro ?

Teo Dias disse...

Amigo Barbosa Topa!
Na realidade este homem merecia ser mais conhecido do que é!

Penso que sabes que a maioria dos artigos publicados já estão "localizados". No fim de cada um existe uma linha (com link) que o permite fazer.

Tenta o link da "localização" e aparecerá a coisa no Mapa do Google!

Bem sei que o sítio não é muito aprazível - tal como a rua José Régio, mas enfim, é num bairro social municipal!