26.6.08

Rua BELA DA FONTINHA

41|06|08

Fotografia publicada e localizada no Flickr


«Em 9 de Julho de 1777, era presente ao senado da Câmara do Porto um requerimento do teor seguinte:

«Ilustrissimo Senado: Dizem José Ferreira Martins e mais moradores do monte do Musa, acima de Fradelos, freguesia de Santo Ildefonso, que o mesmo sítio há uma Fontinha de que os mesmos moradores se servem, a qual sai uma fraga que lança coisa de duas penas de água e para no mesmo sítio haver um tanque com sua fonte, de que todos os moradores se possam servir, se ajustarem com o primeiro suplicante deste faz a referida obra à sua custa,e achando mais água, sendo rompída a dita fraga, que vai por baixo da terra do suplicante ser por este somente, pele sua despesa etc. Dado o consentimento da Câmara fez-se a obra e fixou-se o topónimo. Só este funciona , porque a Fontinha já não existe.»

"Toponímia Portuense" de Eugénio Andrea da Cunha e Freitas

Das minhas memórias recentes: por aqui passei duas vezes. A primeira, no inverno, com o A e a L para trocarmos impressões com um amigo que lá mora.
A segunda foi há poucos dias para tentar descobrir a rua das Musas e a Fábrica Social onde se encontra a Fundação do escultor José Rodrigues. Das memórias mais antigas, um passeio ao fim de semana, uma visita familiar a amigos que lá moravam perto. Teria outras coisas a falar desta rua, destes lugares, mas este blogue não foi feito para isso.



Esta artéria já teve o nome de rua de Traz de Deus.


3 comentários:

António Silva disse...

Estou a visualizar o blog pela primeira vez, e a gostar muito.

Peço uma ajuda:
Os meus filhos compraram a casa da Rua da Fontinha, 22 e 24.
Disse-me um vizinho que há alguns anos nela estava colocada uma lápide de mármore referindo alguém que lá tinha nascido ou morrido ou vivido. ACresentaram que a lápide não podia ser retirada... mas tinha sido.
Podem ajudar-me a saber de quem se trata e como poderei proceder para que lá seja recolocada a lápide?

As melhores saudações.
Contacto:
antonioalbertogoncalvessilva@gmail.com

Teo Dias disse...

Caro senhor António Silva,

Aqui fica o seu pedido de ajuda.Pessoalmente sou incapaz de o ajudar mas penso que se eles perguntarem aos vizinhos eles saberão responder. Sei que o Júlio Couto, historiador dos recantos escondidos da cidade não mora longe, se lhe baterem à porta, de certeza absoluta que ele irá tentar encontrar a resposta certa.

Sobre a questão das placas e do seu desaparecimento haveria muito que falar sobre o que se passa na cidade. Só assim relembro aos portuenses que a da casa onde faleceu o António Nobre na avenida do Brasil já desapareceu há vários anos e que ninguém se preocupou em a mandar substituir. Os originais das duas placas que existiam na estátua equestre do D. Pedro na praça da Liberdade também levantaram voo durante as obras de remodelação da referida praça.

Já agora também fico com curiosidade em saber que morou nessa casa da rua da Fontinha!

António Silva disse...

Muito obrigado.
Vou tentar encontrar Júlio Couto.